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Melania Trump, a primeira-dama que já posou nua

Passado da mulher de Donald Trump já que falar.

Ana Paula Homem
26 de novembro de 2016, 10:00

Inspirados no Palácio de Versalhes, os três andares da penthouse de Donald Trump na Trump Tower, arranha-céus com 202m de altura no n.º 725 da exclusiva 5.ª Avenida, no coração de Manhattan, são o reflexo perfeito do seu proprietário: decorados nos anos 80 sob a supervisão da primeira mulher do magnata do imobiliário nova-iorquino, a ex-modelo checa Ivana, neles tudo é rococó, tudo é novo-rico, tudo cintila com o brilho do mármore, do cetim, do ouro. E quando dizemos tudo não nos referimos apenas aos frescos dos tetos, aos capitéis das colunas, às portas folheadas a ouro, à fonte em mármore da principal sala de visitas, à profusão de cadeirões, mesas e camas Luís IVX e XV, às estatuetas de querubins. Quando dizemos tudo, incluímos nessa vastíssima lista a beldade eslava de passado algo duvidoso que o novo presidente dos EUA conseguiu elevar ao estatuto de primeira-dama do seu país: Melania. Porque a sensual ex-modelo eslovena, de 46 anos, é, inegavelmente, um dos melhores objetos da “coleção Trump”.
Nascida na antiga Jugoslávia, filha de Vicktor e Amalija Knavs, um vendedor de peças de automóvel filiado no partido comunista e uma modelista de roupa infantil, Melania cresceu numa pequena cidade industrial, Sevnica, e, segundo as amigas de adolescência, era reservada, tímida, não gostava de sair à noite, mas sempre teve muito cuidado com a aparência.
Tinha 16 anos quando o fotógrafo Stane Jerko, impressionado com a sua beleza, altura e formas, a abordou na rua, sugerindo-lhe que tentasse uma carreira de modelo. A jovem Knavs seguiu o conselho, mas mesmo assim ainda frequentou durante um ano o curso de Arquitetura e Design na Universidade de Ljubljana. O chamamento das passerelles internacionais, porém, falou mais alto. Depois de vencer o concurso Look of the Year esloveno, em 92, deixou os estudos e partiu à conquista de Paris e Milão. Quatro anos depois, mudou-se para Nova Iorque, onde, soube-se agora graças à lavagem de roupa suja que foi a campanha presidencial, fez dez campanhas publicitárias sem ter visto de trabalho. Ou seja, ilegalmente.
Estava Melania numa festa da Semana da Moda de Nova Iorque, em setembro de 98, quando Donald Trump, recém-separado da sua segunda mulher, Marla, entrou na discoteca, acompanhado por uma namorada ocasional. O milionário “vidrou” de tal forma na bombástica eslovena que se descartou da acompanhante por uns momentos, dirigindo-se a Melania para lhe pedir o número de telefone. E a jovem modelo, que hoje aposta forte no cliché da mulher objeto que vive para agradar ao seu homem, não o contrariando em nada nem lhe fazendo sombra, mostrou que pode não ser uma inteligência parda, mas que sabe algumas coisas da vida.
Soube, pelo menos, como caçar um milionário. Apesar de nunca exprimir uma opinião ou ideia própria em público, recentemente, numa entrevista que ela e o marido deram em conjunto, alegou que naquela noite já longínqua pouco sabia acerca do homem que tinha à sua frente (só por acaso, um dos nova-iorquinos mais famosos a nível mundial e tudo menos discreto nos sinais exteriores de riqueza...). Prosseguindo o relato, a terceira senhora Trump adiantou que se recusou a dar o seu número por ele estar acompanhado, mas logo a seguir, cândida, confessou que em contrapartida lhe pediu o dele. Mas que o deixou à espera umas semanas até lhe ligar. E que pouco tempo depois, percebendo que ele tinha tendência para a infidelidade, terminou o namoro, só o retomando após alguns meses de castigo. A astúcia desta hábil conquistadora deu frutos, pois o magnata do imobiliário, que é básico no comportamento de macho alfa, caiu completamente no engodo, acabando por lhe colocar no dedo anelar um gigantesco diamante. E, em 2005, fez dela sua mulher, num casamento de um milhão de dólares num dos seus resorts, Mar-a-Lago, em Palm Beach.
Para trás ficavam os tempos em que Melania posou nua para revistas masculinas – a GQ inglesa fez capa dela em janeiro de 2000 – ou até, ainda lá mais para trás, se deixou fotografar em poses quentes com outra rapariga tão sexy como ela e adereços como chicotes pelo meio. E se aos sete meses de gravidez posou em biquíni, a subir as escadas do jato privado do marido, nos últimos tempos Melania tem apostado na imagem discreta de esposa exemplar e mãe dedicada de Barron, de dez anos. Alegadamente, nem era a favor da sua candidatura, mas, quando ele decidiu mesmo avançar, foi a sua maior apoiante. E sempre que Donald achou útil usar o efeito sedutor dela, não se escusou a comparecer aos eventos da campanha, mas sem os decotes excessivos de outrora, difíceis de digerir pelas conservadoras eleitoras republicanas. Entretanto, já disse quer ser uma primeira-dama tradicional como o foi Jacqueline Kennedy. Uma ambição que dificilmente conseguirá concretizar.

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