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Meghan Markle: Namorada de Harry é bonita, feminista, solidária e criativa

Na sua página do Twitter, Meghan descreve-se como atriz, ativista, gastrónoma, viajante e fundadora do ‘blog’ de ‘lifestyle’ TheTig. A atriz é porta-voz das Nações Unidas para a igualdade de direitos das mulheres.

Ana Paula Homem
26 de novembro de 2016, 16:00

Os rumores de que a atriz americana Meghan Markle, de 35 anos, seria a nova namorada do príncipe Harry, de 32, surgiram há duas semanas, quando a imprensa inglesa publicou fotos em que tanto Harry como Meghan apareciam com pulseiras de missangas pretas, azuis e brancas iguais. Um adereço que os jornais ingleses acharam ser um sinal de compromisso entre os dois, pois já era sabido que o príncipe e a atriz (que desempenha o papel da assistente legal Rachel Zane na série canadiana Defesa à Medida), se conheciam há alguns meses e que nos últimos tempos Meghan viajou até Londres com alguma regularidade, ficando hospedada em Kensington Palace, a residência oficial do príncipe, e somou dois mais dois. A confirmação, no entanto, foi dada pelo próprio Harry, no passado dia 8, num comunicado oficial emitido por Kensington em que lamenta a perseguição que a imprensa tem feito à sua namorada (a palavra foi mesmo esta) e à família dela nas últimas semanas e, mais ainda, condenando os comentários que algumas publicações fizeram sobre a atriz e que o príncipe considera “racistas e sexistas”.
Um dos textos que mais terá irritado Harry foi escrito pela destacada jornalista e escritora Rachel Johnson (irmã do atual ministro dos Negócios Estrangeiros inglês, o polémico Boris Johnson) na edição dominical do Mail do passado dia 6. Referindo-se ao facto de Meghan ser filha de mãe negra e pai branco, Rachel escreveu que se os dois tiverem filhos, “o aguado e frágil sangue azul dos Windsor e a pele pálida e os cabelos ruivos dos Spencer serão fortalecidos com algum ADN mais rico e exótico”.
Mesmo estando habituada, pela sua profissão, a alguma exposição mediática (a sua popularidade valeu-lhe já mais de um milhão de seguidores no Twitter), e assumindo com todo o orgulho que é filha de mãe afroamericana e de pai caucasiano, Meghan não terá ficado indiferente a tudo isto e, no final da semana passada, pediu para se afastar durante algum tempo da série que a tornou um rosto conhecido mundialmente.
Licenciada em Relações In­ter­nacionais, a jovem chegou a iniciar uma carreira na diplomacia – esteve nas embaixadas dos EUA em Buenos Aires e Madrid – antes de se tornar atriz e modelo, trabalhos a que associa o design de roupa. E como destacou o jornal The Sun na edição de dia 5, tem todo um perfil que faz dela a candidata perfeita para o papel de futura mulher de um príncipe do séc. XXI: além de bonita, é uma mulher trabalhadora, inteligente, carismática, sensível, generosa (está ligada a várias causas humanitárias), e tem o dom da palavra. Basta, aliás, ouvir o discurso que fez em 2015 nas Nações Unidas, na qualidade de embaixadora do fundo para a igualdade de direitos das mulheres, o UN Women, para perceber isso. O tom simultaneamente bem humorado, mas sério, com que esta feminista assumida recordou como, com apenas 11 anos, bombardeou com cartas várias pessoas influentes, entre elas Hillary Clinton, para conseguir que uma marca de detergente para louça mudasse um anúncio televisivo que considerou machista – luta de que saiu vitoriosa, pois o anúncio foi mesmo mudado – demonstra que não será facilmente vencida.
Encantado com as qualidades de Meghan, Harry não parece sequer incomodado com o facto de ela ser divorciada (a atriz foi casada de 2011 a 2013 com o produtor Trevor Engelson, com quem namorava desde 2004). E, a avaliar pela forma inédita como este romance foi tornado oficial, a família real também já terá dado a sua bênção. O que significa que o passo seguinte, o casamento, poderá estar para breve.

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