Nas Bancas

Miguel-Seijo_070716_0014.jpg

Alfredo Rocha

Sílvia Gonçalves e Miguel Seijo: História de amor com tradição

O proprietário do Páteo Alfacinha e a mulher receberam-nos naquele espaço, onde um projeto familiar se associa à própria história de amor do casal.

Sofia Lourenço
19 de novembro de 2016, 10:00

Um projeto de família e uma história de amor unem-se num único espaço. Criado em 1981 por Vítor Seijo, um amante da cidade de Lisboa, o Páteo Alfacinha reproduz, na Ajuda, um típico bairro lisboeta com tudo aquilo que é a essência da cidade: uma barbearia, uma taberna, uma padaria e uma cervejaria, entre outros ambientes. Foi aqui que a CARAS se encontrou com Miguel Seijo, neto do fundador e atual proprietário do espaço, e com a mulher, Sílvia Gonçalves, retail manager da DIM, que se conheceram e casaram, precisamente, no Páteo Alfacinha.
– Há dois anos pegou neste espaço e rea­bilitou-o. Imagino que tenha aqui muitas memórias...
Miguel Seijo – Sim, claro, desde criança...
Sílvia Gonçalves – Com a memória acrescida de que foi aqui que nos conhecemos. Organizei aqui a minha festa de aniversário e fiquei completamente apaixonada pelo sítio e não só... [risos]
– Tornou-se óbvia a escolha do local para o casamento...
Sílvia – Só fazia sentido ser aqui, tanto pela nossa história em comum como pelo facto de ser um projeto do Miguel, que eu tenho acompanhado. Casámo-nos em abril. Convidámos toda a gente com o pretexto de ser uma festa de noivado, poucas sabiam que era realmente um casamento. Fizemos uma espécie de teatro a evocar a memória dos artistas que passaram pelo Páteo, depois houve um discurso do Miguel a pedir a minha mão e só mais tarde as pessoas começaram a perceber que era na verdade um casamento. Ninguém queria acreditar.
– E qual é o próximo passo, ter filhos?
Miguel – Queremos viver a vida, um dia de cada vez, muito apaixonados como estamos.
Sílvia – Claro, mas passa por aí... Vê-los correr por estes corredores é um sonho e quem sabe um dia eles deem continuidade a este projeto.
– Pensam nisso? Passar este património aos filhos?
Miguel – Existem valores muito mais importantes que os materiais. Sobretudo o valor de família, de tradição e que hoje em dia fazem mais sentido, já que é tudo tão rápido.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras