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Alberta Marques Fernandes: “Nunca me deixariam ir para o ar se estivesse mal”

A ‘pivot’ da RTP3 foi confrontada com trechos de um vídeo, que entretanto se tornou viral, em que revelava cansaço acumulado e voz anasalada fruto de uma constipação. Com 25 anos de carreira, Alberta não deixa de ficar sentida ao perceber que algumas pessoas acharam que tinha bebido demais ao almoço.

Cláudia Alegria
19 de novembro de 2016, 16:00

No passado dia 8, a poucas horas de se conhecerem os resultados das eleições norte-americanas, Alberta Marques Fernandes chegou, como todos os dias, às 9h00 às instalações da RTP para ser maquilhada e entrar em direto a partir do meio-dia, conduzindo os blocos informativos da RTP3 durante mais de três horas. Conduziu alguns diretos e entrevistou, em estúdio, Filipe Vasconcelos Romão, doutorado em Relações Internacionais, a propósito das sondagens presidenciais americanas. Com o nariz entupido devido a uma constipação, conta, Alberta foi dando as notícias com alguma dificuldade e, no final, já revelava algum cansaço. Logo nesse dia começou a circular um vídeo nas redes sociais com pequenos trechos em que esse cansaço era mais evidente, e que levou muitas pessoas a pensar que a jornalista teria bebido demais à hora de almoço. “O meu almoço é, por sistema, uma sopa que como à frente da secretária por falta de tempo para ir à cantina entre dois jornais. As imagens dizem respeito a momentos captados depois de mais de duas horas e um quarto de telejornais! Basta fazerem um rewind no programa daquele dia para terem noção do que realmente se passou”, afirmou Alberta Marques Fernandes após alguma insistência da CARAS sobre o assunto. A jornalista não vê necessidade de se justificar, uma vez que o apoio dos colegas lhe bastava e esse não tem faltado, tanto a nível pessoal como através de mensagens públicas. “O que mais me custou foi ter tido conhecimento do vídeo através da minha filha, que o viu na manhã seguinte e ficou com receio do que os colegas da escola poderiam pensar ou dizer”, revela Alberta, referindo-se a Luísa, de 16 anos, por quem decidiu abrir uma exceção e falar deste assunto. “Custou-me muito vê-la sofrer”, diz a pivot, que acabou por ser surpreendida com a capacidade da filha para lidar com este bullying público, expressão utilizada pelo jornalista António Esteves para descrever a situação. “Trabalho num open space rodeada de colegas e tenho coordenadores e diretores que nunca me deixariam entrar no ar se estivesse mal ou alterada”, lembra a jornalista, concluindo: “Estava com uma enorme constipação, sem grande capacidade para respirar e, no fim do programa, dei as notícias de forma mais arrastada e anasalada. Quando estás num dia pior, tudo é ampliado...”.

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