Nas Bancas

Pedro Granger: “Ser ator é um escape para tudo e mais alguma coisa”

Na Disneyland Paris, o ator, de 37 anos, garante que nunca lhe faltou trabalho em 18 anos de carreira.

CARAS
13 de novembro de 2016, 14:00

Terminadas as gravações de A Impostora, onde interpre­ta o papel de Afonso Varela, “um homem sem escrúpulos e ambicioso, que trai quem for preciso para conseguir os seus objetivos”, Pedro Granger tem aproveitado para fazer algumas viagens, tendo passado recentemente pela Disneyland Paris, parque temático que visitou pela oitava vez e onde assumiu ser “viciado em montanhas-russas e em chocolate”, embora adiante que está a combater este último vício com uma dieta alimentar que entretanto adotou.
– A mudança de hábitos alimentares deve-se a uma questão de saúde ou de bem-estar?
– Dei por mim a pensar na vida. Dizem que tenho ar de mais novo e, por vezes, eu próprio me esqueço de que tenho 37 anos, mas já tenho idade para ter juízo em algumas coisas. A minha alimentação baseava-se em bolachas, chocolates e hambúrgueres... Há dois anos decidi mudar algumas coisas. Deixei de beber leite, como cereais com frutos vermelhos de manhã, frutos secos a meio da manhã, ao almoço como peixe ou carne branca com muitos vegetais e sopa, à noite já não como hidratos, e substituí o meu vício de chocolates por fruta. São hábitos que uma pessoa vai mudando com a idade. Além disso, ganhei o hábito de ir ao ginásio. Devemos ir mudando coisas que otimizem a nossa qualidade de vida. Se estivermos bem, vamos estar melhor para os que estão à nossa volta. Qual é o nosso objetivo na vida? A mim sempre me ensinaram que é ser feliz e fazer os outros felizes. Como é que fazemos os outros felizes se não formos felizes nós próprios? É impossível.
– Além das montanhas-russas, onde é que gosta de libertar adrenalina?
– Eu sou ator, e um ator que não goste de adrenalina está tramado. Ser ator é um escape para tudo e mais alguma coisa. É uma maneira de eu me poder libertar. Tem ali algo de catalisador, desinibidor.
– E agora que terminaram as gravações da novela?
– Não tenho muito receio do ‘e agora?’, porque tenho tido sempre bons trabalhos, bons projetos.
– Conseguiu, então, provar à família que valeu a pena ter trocado o curso de Direito pela profissão de ator?
– Isso sim, está tudo pacífico. Olhando para trás, eu percebo. Foram pais dedicados, conscien­tes e preocupados, mas depois perceberam que isto é uma profissão que dá muito trabalho e viram que correu bem. Tenho a sorte de sentir que sou acarinhado pelo público, a quem tento retribuir, e acho que, por essa razão, nunca me faltaram projetos profissionais. Além disso, um ator não tem de ter vergonha de mandar currículos nem de dizer aos encenadores que quer fazer castings e ir a audições. Nunca fui de andar atrás de cunhas e de lobbies. Sempre mostrei que estou disponível para trabalhar nas várias áreas relacionadas com a minha profissão.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras