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Cláudia Vieira em Verona: “Sinto-me uma mulher sensual”

A atriz foi uma das convidadas para representar Portugal no espetáculo Intimissimi on Ice, que decorreu na Arena de Verona, Itália. Na ‘red carpet’, diz que se sentiu muito confiante.

Joana Carreira
12 de novembro de 2016, 16:00

Aos 38 anos, Cláudia Vieira é uma mulher realizada e com os pés bem assentes na terra. Dedicada à sua carreira na representação e à filha, Maria, de seis anos, fruto do relacionamento com Pedro Teixeira, a atriz esteve em Verona como madrinha do espetáculo Intimissimi on Ice, onde desfilou ao lado de estrelas internacionais como Irina Shayk, Joan Smalls e Anja Rubik. A sua descontração e simplicidade destacaram-se logo duran­te a viagem: no autocarro que fez o transbordo para o avião, ainda em Lisboa, acedeu simpa­ticamente a tirar fotografias e a dar autó­grafos a um eufórico grupo de jovens praticantes de patinagem artística. Apesar de não comentar o seu namoro com o empresário João Alves, reconhece que se sente uma mulher feliz em todos os planos da sua vida.
– Foi a segunda vez que esteve em Verona. O que gosta mais na cidade de Romeu e Julieta?
Cláudia Vieira –
É a cidade ideal para namorar. Pela história, pelas cores, recantos, por todas as particularidades. É tudo bonito, até os restaurantes, as toalhas, a luz das velas, os jantares com a Arena como pano de fundo. É realmente uma cidade especial para os casais de namorados.
– Como recebeu este convite para representar a marca aqui?
– Foi um privilégio enorme estar em Verona a representar Portugal como uma das embaixadoras do evento. Foi um convite simpático, recebi-o de uma forma muito feliz e aceitei de imediato, por diversos motivos: a cidade é linda de morrer e é sempre muito bom voltar. Além de que a oportunidade de assistir a um espetáculo de patinagem no gelo, dentro desta Arena magnífica, com o Andrea Bocelli a cantar, é majestoso.
– Sentiu-se segura nesta red carpet cheia de estrelas?
– Sim, senti-me confiante, não deixa de ser uma passadeira vermelha com um registo bastante diferente daquelas que habitualmente tenho pisado.
– Nada de mais para quem já pisou a do Festival de Cannes...
– Sim, e estive lá mais do que uma vez. Cada passadeira vermelha tem o seu encanto, e nós sentimo-nos sempre especiais, de alguma forma, sentimo-nos umas princesas. Esta tem a particularidade de ser mais ousada, porque tem como objetivo divulgar a marca associada. Por isso, acho que faz sentido existir um vestido bonito, mas com alguma transparência, com audácia.
– Estava nervosa?
– Fiquei um bocadinho, não é costume. Se calhar teve a ver com o facto de termos viajado no próprio dia do espetáculo. Chegámos, demos uma volta pela cidade e é sempre fácil quando partilhamos momentos em que é tudo muito sereno, mas às vezes andamos com um ritmo acelerado. Acabei por ficar mais nervosa porque foi tudo muito rápido.
– Foi difícil escolher o look para a noite de festa?
– Optei por um vestido vintage de Alberta Ferretti by Loja das Meias e acho que foi uma boa escolha, porque era um modelo muito elegante, bonito e que deixava ver as peças da marca.
– Desfilar com lingerie deu-lhe confiança?
– Sim. Senti-me sensual e elegante. Além disso, achei que estava totalmente adequada ao acontecimento.
– Considera-se sensual?
Sim, acho que sim [risos].
A roupa interior pode ser uma arma secreta para um look confiante na passadeira vermelha?
– Para esta, sim [risos]. Mas depende do styling e das conjugações que se fazem. Nesta fazia todo o sentido ser-se um pouco mais ousado. Nou­tras situações, acabo por usar vestidos sensuais onde a lingerie não é visível.
– Nas últimas semanas surgiram notícias que insinuavam uma reaproximação do Pedro Teixeira. É verdade?
– Não faço comentários sobre isso. A única coisa que posso dizer é que o Pedro é o pai da minha filha, e isso diz tudo!
– A Maria entrou agora para a escola primária. Como têm vivido estas primeiras semanas?
– Ela adaptou-se muito bem, até porque se manteve na mesma escola, o que ajuda muito. Há mais regras no nosso dia-a-dia, mas está a ser muito positivo. Estou muito feliz por sentir que a minha filha está feliz e a encarar bem esta nova fase.
– Além das aulas, ela pratica alguma atividade?
– Anda no ballet, no mesmo ginásio que eu. É a única atividade desportiva que faz, mas não de forma muito rigorosa. Além disso, passeia muito, brinca muito...
– Que ensinamentos gostava de lhe passar?
– Faço questão de lhe dizer que esta nova fase é mesmo muito importante e que é bom que a leve com gosto e motivação, aproveitando a vida de forma positiva e feliz. Se estiver interessada, estudar torna-se mais fácil.
– Considera-se uma boa mãe?
– Sim, penso que nunca sabemos se estamos a fazer o certo ou o errado, mas esforço-me muito para educar a minha filha com os valores e os princípios que acho que são importantes para mim. É algo difícil de gerir.
– Já disse em entrevistas anteriores que gostaria de voltar a ser mãe. O avançar da idade não a preocupa nesse aspeto?
– Ainda não [risos]. Se calhar vai-me preocupar daqui a uns tempos.
– Encara bem a proximidade dos 40 anos?
– Sim! Tudo depende da forma como nos sentimos e nos vemos. E eu não me vejo dessa forma, próxima de 40 anos...
– Tem aproveitado bem a vida?
– Sou muito descontraída, penso sempre no lado saudável da vida, de forma a não perder as minhas faculdades, para envelhecer bem. Trabalho para que isso aconteça.
– Terminou o novela Coração d’Ouro. Que projetos profissionais se seguem?
– Estou a fazer uma pausa, mas já tenho projetos na televisão em breve... Não posso divulgar, para já.
– Gostava de voltar a fazer teatro?
– Claro que sim! Acho que um ator, para se sentir realizado e completo, precisa de fazer as três versões de representação. Faço muita televisão, mas o tea­tro é essencial, pois o palco dá-nos uma experiência única. Crescemos muito. É repetitivo, mas nunca exato, redescobrimos coisas, o que é muito interessante para o trabalho de um ator.
– É muito ativa nas redes so­ciais. É importante, enquanto figura pública, partilhar momentos da sua vida com os fãs?
– Hesitei bastante antes de criar as minhas páginas, pois não me queria expor muito e o lado profissional já o público conhecia. Mas acabou por ser mais simples do que imaginava. As redes sociais deram-nos a oportunidade de comunicar por nós, não só através da imprensa, de partilharmos um bocadinho do nosso dia-a-dia, de mostrar um look, por exemplo. Aquelas coisas que as pessoas que nos seguem gostam de ver. É também uma forma de receber feedback imediato, pois a proximidade com o público é muito grande, e isso é bom.
– É atenta a esses comentários?
– Sim, na maioria das vezes vou ler o que escrevem, nas pausas que tenho.
– Como recebe os elogios ou lida com as críticas?
– As redes sociais servem para percebermos a forma como as pessoas nos veem. Portanto, temos de estar preparados para tudo. É claro que é delicado quando as pessoas se lembram de usar a página para dizer mal, o que não faz muito sentido.

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