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Mulher de Michael Bublé em entrevista exclusiva: “É difícil, mas se Deus quiser tudo correrá bem”

O filho mais velho do cantor e Luisana Lopilato foi diagnosticado com cancro. A atriz falou em exclusivo à CARAS Argentina

CARAS
8 de novembro de 2016, 17:05

De um momento para o outro, Michael Bublé, de 41 anos, e Luisana Lopilato, de 29, viram as suas vidas viradas do avesso. Após o filho mais velho do casal, Noah, de três anos, ter sido diagnosticado com cancro ambos decidiram suspender as suas carreiras profissionais – ele é cantor e ela atriz – para concentrar todas as energias na recuperação do menino e tomar conta do filho mais novo, Elias, de dez meses.
Atualmente instalados em Los Angeles, Estados Unidos, os dois estão focados no tratamento a que Noah terá de se submeter e que durará cerca de cinco meses. Michael e Luisana não especificaram de que tipo de cancro se trata, mas familiares já vieram a público negar que seja uma leucemia. “É cancro, mas não é leucemia, nem um cancro que afete o sistema nervoso central. Isto é muito recente e estamos devastados. Apenas precisamos de ter fé em Deus e força”, esclareceu Daniela, a irmã mais velha da atriz argentina. Isto depois de Michael Bublé ter dado a notícia com uma mensagem emocionante no Facebook: “Estamos devastados com o recente diagnóstico de cancro do nosso filho mais velho que já se encontra nos Estados Unidos em tratamento. Sempre falámos muito na importância da família e o amor que temos pelos nossos filhos. A Luisana e eu vamos dedicar todo o nosso tempo e atenção à recuperação do Noah, suspendendo as nossas atividades profissionais por enquanto. Neste momento difícil pedimos que rezem por nós e que, por favor, respeitem a nossa privacidade. Temos um longo caminho pela frente e esperamos ganhar esta batalha com o apoio da nossa família, amigos, fãs de todo o mundo e a nossa fé em Deus”. Ao que a sua mulher acrescentou: “Obrigada pelo apoio, as mensagens e as orações. Isto é muito difícil, mas se Deus quiser tudo correrá bem. Serão cinco meses de um tratamento difícil, mas não é impossível. Peço desculpa por não responder a todas as mensagens. Não tenho palavras para agradecer tanto apoio e amor. Obrigada de coração aos amigos, à família e aos fãs que nos têm dado um apoio incondicional”.
Duas semanas antes de ser confrontada com esta dura realidade, Luisana Lopilato deu uma entrevista exclusiva à jornalista Sabrina Galante, da CARAS Argentina, que aqui reproduzimos. O casamento, a vida em família e o desejo de voltar a ser mãe foram alguns dos temas abordados. “Desde que fui mãe, faço tudo a pensar nos meus filhos, não faço nada que não seja para eles. Estão sempre no topo das minhas prioridades. Quando tenho filmagens, acompanham-me no set de rodagem, e quando o Michael tem concertos, levo-os em digressão. Eles são felizes onde nós estamos e eu não me sentiria bem se os deixasse fora das nossas aventuras”, afirmou, assumindo ser uma mãe muito protetora.
- É mais difícil viajar agora que também é mãe do Elias, de quase dez meses?
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Torna-se mais complicado, mas conseguimos. Eu e o meu marido complementamo-nos e eu tento descomplicar. Há muita gente que pensa que eu tenho 20 empregados em casa, mas não é bem assim. Cá em casa só estamos eu e o Michael e uma rapariga que me ajuda quando viajamos, isto desde que nasceu o Eli. É o meu braço direito. Os meninos conhecem-na muito bem e gostam muito dela. Organizamo-nos com bastante antecedência para que nada falhe. O Michael tem uma agenda que permite coordenar tudo antecipadamente e depois conjugamos com os meus projetos, que são mais incertos, embora saiba sempre quais são os meses ou as semanas em que, à partida, estarei a trabalhar.
- Em julho do ano passado, o Noah sofreu um acidente doméstico e teve de ser internado. Que precauções extra tomou desde esse incidente?
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Sempre fui um pouco obsessiva com os cuidados com os meus filhos e ainda sou, mas é impossível evitar os acidentes. Ele ‘fugiu-me’! O Noah não para, está numa idade em que anda a mil e temos de estar extremamente atentos. Acredito que tenha herdado essa hiperatividade do pai, que era igual em criança. Ele é fã de superheróis e especialmente do Homem Aranha e às vezes entusiasma-se demais. Tem uma mala com todos os bonecos que leva quando viajamos. Adora estar ao ar livre e joga futebol e hóquei. O Elias é mais parecido comigo. O Noah já em bebé era terrível, nervoso, super ativo, não dormia sestas. O Elias dorme e é muito mais calmo.
- Com três anos, o seu filho mais velho já fala espanhol e inglês…
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Sim, traduz tudo. Quando não percebemos o que ele quer dizer em espanhol, repete em inglês. Acho que na realidade ele ainda não percebe que língua falamos, mas sabe dizer as coisas de várias formas. Quando não respondemos ao que nos diz, repete sempre na outra língua, tudo de forma natural. Quando eu lhe peço para dizer algo em inglês, ele não sabe, porque traduz de forma inconsciente.
- Como é a relação entre os dois irmãos?
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Inicialmente havia muitos ciúmes, mas agora já não. O Noah já começou a aceitar melhor o Elias. Dá-lhe beijos, abraços e está sempre a perguntar por ele quando não o vê. Mas inicialmente era ‘mauzinho’, tapava-lhe o nariz e dizia-me que ele não respirava. Eu colocava-o de castigo, retirava-lhe os seus brinquedos preferidos, mas ele continuava a fazê-lo.
- Quais são os seus segredos para manter a forma após duas gravidezes?
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Foi mais difícil depois do nascimento do Elias do que tinha sido quando foi do Noah. E acredito que, se tiver mais filhos, será sempre mais difícil recuperar. Como o terceiro não vai ser fácil! Passei muito tempo no ginásio, fiz uma alimentação saudável. Em casa comemos muita carne e salada. Mas também temos um dia que encomendamos pizzas, outro em que comemos massa, e eu acabo por comer as sobras dos miúdos para não irem para o lixo. Também não quero ficar obcecada com isso. Ainda estou a amamentar e como de tudo, não tenho grandes cuidados. Sempre adorei fazer desporto, jogo ténis, tenho aulas de crossfit, vou ao ginásio, e faço corridas ou caminhadas matinais. Tudo ajuda. Mas não me preocupa excessivamente com a minha imagem. Tenho os cuidados mínimos para uma mãe que tem duas crianças pequenas. Nem tempo tenho para ir comprar roupa para mim e as minhas carteiras estão cheias de coisas de bebé.
- Pensa em deixar a representação para ser mãe a tempo inteiro?
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Não trabalho pelo dinheiro, mas pelo amor que tenho à minha profissão. O trabalho é o único momento em que tenho tempo para mim, ali sou só eu. A minha família, os meus filhos, são os mais importante e estão sempre em primeiro lugar, depois vem o resto. Se não conseguisse conciliar a minha vida profissional com a vida familiar, estaria em casa a cuidar das crianças, sem dúvida.
- É uma mulher ciumenta?
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Apenas cuido do que é meu! [risos] Temos as nossas discussões, como qualquer casal. Já tive vontade de afastar algumas mulheres de forma mais agressiva, mas não pude fazê-lo. Há mulheres que o cumprimentam e me ignoram, mesmo que eu esteja ali ao lado. Nesses casos, ele tem sempre o cuidado de me apresentar como sua mulher. Confesso que às vezes fico com vontade de dizer algumas asneiras. Mas enfim, tenho um marido sensual, é normal que as outras mulheres também gostem de admirá-lo. Na Argentina também é bastante admirado, todas olham para ele!
- Imagino que ele também sinta o mesmo quando olham para si…
-
Claro. Basta olhar para mim para perceber isso. [risos] É normal lançarem-me piropos mesmo quando estou a andar na rua de mão dada com ele. E isso acontece tanto na Argentina como no Canadá. Diria que desperto paixões em todo o lado. [risos]
- Quais são os truques para se manterem apaixonados?
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Com dois filhos muito pequenos, não é fácil, mas tentamos sempre ter tempo para o casal. E gostamos de estar bem para o outro. O mais importante é a comunicação. É essencial para que o casal não deixe de ter a sua intimidade. Mas com crianças pequenas também acontece que durmamos todos juntos na mesma cama, depende de como correm as coisas, se eles dormem bem ou não. Como ainda estou a amamentar, levanto-me três ou quatro vezes durante a noite. É verdade que ele já não me prepara pratos especiais para jantar como fazia quando éramos namorados. Isso já não existe. Hoje comemos todos juntos, em família. Fazemos sempre as refeições em casa e cada um de nós ocupa-se de uma das crianças. Mas acho sinceramente que a comunicação e o tempo para os dois é a base de tudo.
- Estão casados há cinco anos e juntos há oito. Já passaram por momentos de crise?
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Como todos os casais, já tivemos os nossos momentos menos bons. Não tivemos grandes crises porque tanto ele como eu gostamos de discutir bem as coisas. Quando há um problema, conversamos e resolvemos. E com os anos, já sabemos o que o outro gosta e não gosta.
- Quer ter mais filhos?
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Já me sinto pronta para ser mãe de novo! Tenho muita vontade e gostaria de ter outro filho, sim. Veremos, talvez no próximo ano. Não quero que tenham muita diferença de idades para que não sejam criados como filhos únicos. E já que ainda não comecei a dormir normalmente, nem a comer descansada, tenho de manter o ritmo. É engraçado porque o Noah diz há já algum tempo que tem um irmão e uma irmã, está sempre a falar nela, apesar de ela fazer parte da sua imaginação.
- As crianças às vezes pressentem as coisas…
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Talvez o próximo seja uma menina. [risos] O Michael adoraria ter uma menina! Mas eu sempre senti que teria rapazes e sempre me vi rodeada de quatro homens. As meninas são de trato mais fácil em pequenas, mas depois tornam-se mais complicadas. Os homens funcionam ao contrário. Sempre gostei de famílias grandes e se pudesse teria dez filhos. E o meu marido pensa da mesma forma. Mas fisicamente acho que não consigo. Já fiz duas cesarianas e não sei até quantas poderia fazer. Tive duas gravidezes maravilhosas, senti-me sempre bem e quero mesmo ser mãe de novo.

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