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Maria Cerqueira Gomes: “Ainda estou em fase de construção"

A apresentadora, de 33 anos, conversou com a CARAS sobre a primeira década do Porto Canal e o desafio que é ser mãe

Joana Brandão
6 de novembro de 2016, 14:00

O edifício futurista traçado pelo arquiteto Luís Pe­dro Silva para acolher o Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões foi o local onde fotografámos Maria Cerqueira Gomes. E onde decorreu também uma conversa em que nos falou dos novos desafios profissionais e pessoais que vive aos 33 anos. “Arquitetonicamente, este terminal é uma obra ímpar, e creio que é o cenário ideal para o ambiente e guarda-roupa escolhido para esta produção”, comentou a apresentadora do Porto Canal.
Maria, que se estreou em televisão precisamente quando o Porto Canal começou as emissões, há dez anos, falou-nos do seu desejo de fazer um programa de viagens, dos muitos seguidores que tem no Instagram, da sua aposta na Internet e da adolescência da filha, Francisca, de 13 anos, nascida do seu casamento, terminado no verão de 2014, com o piloto de automóveis Gonçalo Gomes. E falou ainda da importância que o seu atual companheiro, António Miguel Cardoso, tem na sua vida.
– O Porto Canal está a comemorar dez anos e a Maria está no projeto desde o primeiro momento. Como foi esta década?
Maria Cerqueira Gomes –
Nem acredito que já passaram dez anos... Foram tempos de aprendizagem e crescimento, em que me formei como profissional e encontrei o meu espaço. O Olá Maria já vai na segunda temporada e estou muito contente por ver que o canal continua a apostar no meu programa. Tenho uma equipa espetacular, com a qual me entendo na perfeição, e juntos fazemos um programa que mostra o novo norte: as diferentes formas de estar na vida, estilos saudáveis, novos espaços da cidade, como ter uma alimentação saudável, terapias alternativas... Ou seja, mostramos um Porto moderno, cool e trendy. Além disso, o Olá Maria testa as novas formas de comunicação, recorrendo à Internet para se ligar a diversos pontos no mundo, e os riscos que estamos a correr têm compensado. Os resultados têm sido bastante positivos, por isso agora o programa dura duas horas, é um direto das 17 às 19 horas.
– E há alguma novidade para a Maria na nova grelha do Porto Canal?
Em breve vou começar a moderar um no­vo programa, chamado Língua Afiada’, que vai passar aos domingos às 19h30. Vamos abordar temas da atualidade de forma mordaz e irónica, mas com conhecimento. Não é um programa de informação, mas é infor­mativo. Estarei acompanhada por três convidados que têm opiniões muito diversas, são irónicos, descontraídos e informados: Tito Couto, Jorge Freitas e Cristina Alves Freitas. Lancei o desafio ao Júlio Magalhães, ele aceitou e eu estou muito feliz.
– Recentemente, o seu Insta­gram foi apontado como um dos que se deve seguir em Portugal. Como recebeu esta notícia?
De uma noite para a outra aumentaram substancialmente os seguidores do meu Instagram, sem que eu percebesse porquê. Foi então que me contaram que o site betrend.pt tinha colocado o meu Instagram como o segundo mais interessante. Fiquei muito contente, porque por vezes acho que sou conhecida apenas num nicho, por estar no Porto, mas de alguma forma o reconhecimento vai aparecendo.
– O que é que costuma parti­lhar no Instagram?
Embora tenha cuidado em manter alguma privacidade, gosto de partilhar as minhas via­gens, os meus looks, e tenho-me
apercebido de que as pessoas gostam muito das minhas fotos com a Francisca. O facto de eu ter 33 anos e a minha filha ter quase 14 desperta curiosidade, porque são idades muito próximas. Este acompanhamento e o cuidado que tenho com as imagens fez-me pensar em desenvolver um projeto meu na Internet... em breve darei novidades.
– Por falar na Francisca, ela já está em plena adolescência. Lida bem com esta fase dela?
Eu sou nova e sempre me achei preparada para tudo, mas estou cheia de medo do que vem a seguir. Por exemplo, não consigo imaginar o dia em que ela me vai pedir para sair à noite...
– E a Maria, em que fase da vida está?
Sempre achei que me ia sentir mais madura e calma quando chegasse aos 30 anos. Mas como os 30 são os novos 20, continuo cheia de energia, com vontade de conhecer e experimentar coisas novas. Quer a nível profissional, quer pessoal, ainda estou em fase de construção. Não sinto essa tranquilidade de que tanto se fala... Ainda tenho muito para viver. Talvez aos 40 anos venha a sentir essa paz.
– Que importância tem o António na sua vida?
O António é um grande companheiro. Partilho com ele os meus projetos e ele ajuda-me muito, porque como está fora deste meio tem mais discernimento e mostra-me perspetivas diferentes. É muito discreto, mas, ao jeito dele, tem-me ajudado a perceber o que eu quero e o que eu não quero para mim.

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