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Carolina Patrocínio: “A regra primária é viver com amor e rodeada de amor”

No mês de outubro, a CARAS publicou quatro fascículos da autoria da apresentadora que ajudam a compreender as motivações e a forma como se organiza para incluir o exercício físico na sua rotina diária, conciliando tudo com o trabalho de repórter do ‘Fama Show’ e o acompanhamento das filhas.

Andreia Cardinali
6 de novembro de 2016, 10:00

Quando deixou o ballet, aos 17 anos, Carolina Patrocínio decidiu que o ginásio faria parte da sua rotina. Hoje, com 29 anos, o desporto continua a ser uma prioridade, que concilia com o trabalho de repórter do Fama Show e com as duas filhas, Diana, de dois anos, e Frederica de sete meses, fruto do seu casamento com Gonçalo Uva. A CARAS publica, a partir da próximas semana, e durante quatro edições consecutivas, quatro fascículos retirados do livro de Carolina Stay Active – O Que Não Te Desafia Não Te Muda. Uma fonte de inspiração para quem tenha a curiosidade ou a necessidade de conhecer as motivações e as regras da apresentadora, conhecida por manter uma forma física exemplar.
– O desporto fez sempre parte da sua vida, mas tem vindo a ganhar protagonismo, assim como o cuidado com a alimentação...
Carolina Patrocínio –
É uma coisa de que gosto muito e que me faz estar em constante aprendizagem. A atenção à alimentação é mais recente e sinto que ainda estou no início. Comecei a fazer ajustes graduais. Mas sim, acho que é um assunto que tem vindo a ganhar peso na minha vida, porque a idade é outra.
– Que tipo de cuidados tem com a alimentação?
Faço uma alimentação mais re­grada, como mais vezes ao longo do dia, não salto refeições e organizo-me de forma a decidir o que como e quando. A nível de hidratos, estou mais fundamentalista: já não os como à noite e faço uma alimentação baseada nas proteínas. Diria que faço uma dieta proteica, com muitos legumes e hidratos de carbono só de absorção lenta, como batata doce, arroz e massa integrais.
– Como são geridos os seus treinos?
Tenho um plano a longo prazo para determinados objetivos, de dois, três meses, e faço o meu esquema com vista nesse objetivo. No entanto, dia após dia ou mediante o sítio onde vou treinar, acabo por decidir a rotina de exercícios, seja para tonificar, secar, ganhar massa muscular... Tenho sempre um objetivo.
– Hoje em dia já consegue delinear o seu próprio treino?
Completamente. Treino absolutamente sozinha, sem acompanhamento de treinador pessoal. Pesquiso muito, tiro ideias de pessoas cujas capacidades reconheço, da Internet, de artigos que vejo, e depois faço o meu esquema.
– Como consegue conciliar os treinos com duas crianças pequenas?
Com muita organização, logística e antecipação. Em profissões como a minha, o segredo é, dentro da imprevisibilidade, conseguir ter alguma antecipação. Os serviços são marcados de um dia para o outro e eu na véspera decido exatamente o que vou fazer. Deixar a Diana no colégio, ir ao ginásio, almoçar, ir à SIC arranjar-me e sair em reportagem. É tudo feito um bocadinho em cima do joelho, mas com organização para que eu consiga cumprir tudo aquilo a que me propus.
– Mesmo nos dias mais exigentes, o ginásio não fica de parte?
Não, o treino é que muitas vezes pode sair prejudicado. Não falho, mas adapto. Treino menos tempo, com mais calma, mas não falto, até porque sinto falta de lá ir. É uma rotina.
– Calculo que seja muito questionada por mães que querem recuperar a forma?
Muito. Recebo muitos e-mails, mensagens, daí também ter decidido escrever este livro, para esclarecer algumas questões, muito baseado no meu método. Mesmo nos momentos caóticos, como são os primeiros tempos da maternidade, temos de ter um tempo para nós. Por exemplo, quando estava a amamentar a Diana e não tinha ajuda familiar porque estava a viver em França, treinava em casa enquanto ela dormia, seguindo vídeos.
– Acredita que estes fascículos a vão tornar mais próxima de quem a segue?
Julgo que sim e tudo o que me faça ficar mais próxima dos meus fãs e seguidores e possa ajudar a esclarecer algumas coisas, para mim é sempre um projeto ganho.
– Como nota final, qual o segredo para este equilíbrio na vida?
Acho que a regra primária é viver com amor e rodeada de amor, porque realmente o amor cura tudo. Se eu for amada e protegida pelos meus, sou automaticamente mais forte, tenho mais autoestima e autoconfiança e torno-me mais disciplinada para cumprir tudo o que quero.
– É isso que transmite às suas filhas?
Claro. As minhas filhas têm as regras básicas, mas são educadas num ambiente simultaneamente livre. Acho que elas são crianças felizes, independentes e com autoestima, o que para mim é uma máxima na educação. Crio-as a saber que ninguém é melhor do que elas e que nunca serão as mais rápidas, as mais corajosas, mas serão sempre capazes, e elas sentem isso em tudo o que lhes proponho. Elas não viram a cara a nada, é o meu maior orgulho. Quero criar crianças felizes, independentes e seguras de si. A autoestima está na base daquilo que vai ser o resto da vida delas.

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