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Oceana Basílio admite: “Acredito no amor para toda a vida”

Novamente solteira, a atriz ainda não desistiu do sonho de construir a sua própria família.

Marta Mesquita
5 de novembro de 2016, 14:00

Mal se passa os portões da Quinta da Ribafria, em Sintra, somos transportados para um cenário digno das histórias de encantar. Perante um imponente palácio manuelino, Oceana Basílio, de 37 anos, assume o papel de uma princesa moderna, acreditando no “e foram felizes para sempre”, mas preservando, acima de tudo, a sua independência e individualidade.
Terminado o namoro com o também ator Pedro Sousa, a atriz assegura que não tem pressa de voltar a apaixonar-se, canalizando todos os seus afetos para a filha, Francisca, de 12 anos, com quem tem uma relação muito próxima e cúmplice.
Neste seu ‘reino’ particular, a representação também tem um papel de destaque. Com uma carreira que já conta com mais de dez anos, Oceana continua apaixonada pelo que faz, querendo dar sempre o seu melhor a cada nova personagem que leva à cena. Numa conversa sem horas marcadas, a atriz revelou com que emoções e sonhos quer continuar a contar a sua história. Liga-se o gravador e dá-se voz à protagonista. Era uma vez...
– A Miranda, personagem que interpreta em Amor Maior, é uma mulher que a determinada altura vai mostrar o seu lado mais lutador. Identifica-se com esta atitude?
Oceana Basílio – Temos traços de personalidade muito parecidos. Ela quer ser uma mulher independente e enfrenta as dificuldades da vida com uma atitude proativa. Tal como eu, a Miranda tem uma personalidade forte.
– Já tem mais de dez anos de carreira. Como é que olha para o seu percurso?
– É uma profissão árdua e temos de lutar muito para conseguir ter sempre trabalho. Por isso, cada nova personagem é uma conquista. Gostava de fazer mais teatro e de conciliar a televisão com outros projetos. Contudo, temos de equilibrar os nossos sonhos com as contas que temos para pagar e com os convites que recebemos.
– E é uma mulher muito diferente do que era há dez anos?
– Tenho uma maturidade diferente, até porque as vivências alargam os nossos horizontes. Contudo, a minha personalidade e a minha forma de estar na vida não mudaram. Continuo a rever-me nessa mulher.
– E que mulher é hoje, aos 37 anos?
– Sou uma mulher simples, com uma vida normal, mas que tem um trabalho com mais visibilidade. Se calhar, resguardo mais a minha vida pessoal. Não por me preocupar com o que os outros vão pensar ou dizer, mas porque é muito fácil fazerem julgamentos de uma imagem que veem na televisão. Na verdade, as pessoas não nos conhecem. Não são as fotografias que publicamos nas redes sociais que mostram quem somos. Até porque nas fotografias que se partilham é tudo perfeito, aparecemos bonitas, com roupa de marca e parece que tudo é fácil. E isso é uma ilusão, uma estratégia de marketing que passou a ser necessária para promover o nosso trabalho. Mas não deixo de ser eu própria nem de ir onde quero ou de estar com alguém por isso. O importante é que me sinta bem e feliz.
– E é ambiciosa? Precisa de mais para ser feliz?
– A minha grande ambição é encontrar o meu equilíbrio. Não sonho com grandes casas ou carros... Sonho em conseguir trabalhar sempre, em educar a minha filha de uma forma saudável e coerente e em construir uma família, até porque valorizo muito as minhas bases familiares. Também gostava de ter mais filhos.
– E é romântica? Acredita que ainda vai encontrar um amor para toda a vida?
– Sim, acredito e adorava que isso acontecesse! Contudo, não vivo desesperada à procura desse amor. Hoje temos a liberdade de poder descobrir o que queremos, porque já não temos de ficar com aquela pessoa para o resto da vida, como acontecia antigamente.
– A Oceana já teve algumas relações que não resultaram. Isso tornou-a mais exigente em relação aos homens?
– Acho que não podemos encarar o fim de um namoro como uma falha. Quando gostamos de alguém, temos de o deixar ser livre para poder viver o seu caminho.
– Portanto, não há arrependimentos em relação ao passado?
– As minhas relações sempre foram assumidas e não me sinto mal com isso. Agora, não posso dizer que não me arrependo de nada. Arrependo-me de ter estado com uma pessoa que me fez mal e que tinha um mau íntimo. Mas não me posso queixar da minha última relação, por exemplo.
– Por falar no Pedro, de quem se separou há relativamente pouco tempo, acredita que ainda se podem reconciliar?
– Ninguém sabe o dia de amanhã. O Pedro é uma excelente pessoa, mas, neste momento, cada um tem de seguir o seu caminho. Temos coisas diferentes para viver. Mas estarei sempre aqui como amiga para o Pedro. Ele fez-me muito bem.
– E continua sozinha?
– Estou sozinha e sinto-me bem. Criei o meu próprio espaço e nunca saí da minha casa para ir viver com alguém. Sempre dei passos muito ponderados, porque nunca quis que a minha filha sentisse alguma instabi­lidade. A nossa casa é a nossa casa.
– Para terminarmos, a Oceana está em excelente forma física. Que cuidados tem com o seu corpo?
– Começo a preocupar-me agora em usar cremes e em cuidar mais de mim. Tento fazer desporto, faço massagens na BodyConcept, que me ajudam a relaxar, e estou a tentar ter uma alimentação mais saudável. Gosto mais de mim agora. A idade traz-nos segurança e ajuda-nos a perceber o que mais gostamos em nós e como tirar partido disso.

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