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André Carvalho e Carolina Quina: “Vamos viajar oito meses pelo mundo. Até já!”

Durante oito meses, André e Carolina vão viajar com os três filhos pelo mundo. Leonor, de oito anos, terá aulas com a mãe em regime de ‘homeschooling’. Uma viagem que pode acompanhar no ‘blog’ blueolive.org.

Pedro Amante
25 de outubro de 2016, 12:51

André Carvalho, de 38 anos, e Ca­rolina Quina, de 31, embarcam rumo à realização de um sonho. Na companhia dos três filhos, Leonor, de oito anos, Pedro, de cinco, e André, de 17 meses, vão viajar pelo mundo durante oito meses. Abdicaram de uma vida profissional estável (ele na Media Capital Digital, ela no departamento de marketing da TVI), venderam a casa, o carro... Resumindo, deixaram tudo para viver em família esta experiência.
Bangkok será uma das primeiras paragens e, se tudo correr como planeado, o Natal será passado algures na Tasmânia, a bordo de uma autocaravana. Por esta altura, já Leonor estará a ter aulas com a mãe em regime de homeschooling e no blog blueolive.org estarão partilhadas muitas fotos, histórias e peripécias desta grande aventura.
– Quando é que sentiram que este era o momento certo para a realização deste sonho?
André –
Já falávamos nesta viagem há algum tempo e no início deste ano começámos a perceber que queríamos mesmo fazê-la. Queríamos mesmo viajar em família, parar por uns tempos para estarmos dedicados aos nossos filhos e vê-los crescer.
– Venderam a casa, o carro... Foi fácil desligarem-se dos bens materiais?
– Nunca é fácil, principalmente da casa. Estávamos a vendê-la há já algum tempo, mas só agora, quando já não esperávamos, é que a vendemos. De certa forma, éramos nós que estávamos a bloquear a venda da casa por estarmos tão ligados a ela. Vai ser um grande desafio regressar e procurar uma casa nova, pois sempre fomos muito felizes nesta.
– Quem deu o primeiro passo?
– A Carolina foi sempre a principal impulsionadora desta viagem, eu sempre tive a paixão, mas também sempre tive mais dúvidas. No momento em que decidi que íamos mesmo avançar, a Carolina não acreditou. A decisão estava tomada e a partir daí começámos a planear tudo.
– Tinham ambos uma vida profissional estável. Estão prepa­rados para recomeçar praticamente do zero?
Sim, tínhamos ambos profissões bastante estáveis há vários anos, mas começámos a ter vontade de avançar com projetos novos. Estamos com confiança para começar praticamente do zero quando voltarmos.
– Vão estar juntos 24 sobre 24 horas. É também um teste à vossa relação enquanto casal?
– Sem dúvida. Será um grande desafio para toda a família. Acho que vamos aprender bastante e conhecer-nos melhor.
– Qual foi a primeira reação da vossa família?
– Desespero [risos]. Não foi fácil e não está a ser para alguns membros da família. A minha avó, por exemplo, tem 90 anos e está a aprender a usar Skype, WhatsApp e FaceTime para falar diariamente connosco.
– Os vossos filhos têm noção da aventura que vão viver?
– Eles estão habituados a viajar connosco, somos daqueles pais que os levam para todo o lado. Em relação à viagem, acho que estão a viver um misto de sentimentos: por um lado, estão com curiosidade, por outro, um pouco ansiosos, porque à volta deles todos falam da viagem. Veem os amigos a ir para a escola e eles estão com os pais em casa... Penso que têm noção de que será uma aventura diferente.
– A Leonor é a mais velha e vai também viver a experiência de ter aulas com a mãe. A Ca­rolina sente-se preparada para essa ‘missão’?
Carolina – Sim, tenho vindo a preparar-me para esta experiência. Felizmente tivemos o apoio de um centro de estudos em Sintra que nos irá acompanhar ao longo de todo o ano. Esta ajuda tem-nos dado bastante confiança para acreditarmos que tudo vai correr bem. A própria escola da Leonor foi compreensiva e vai colaborar também ao longo do ano.
– O que vão ganhar com esta experiência compensa o que po­derão vir a perder? Se é que vão perder alguma coisa...
– Se não acreditássemos nisso, não faríamos a viagem. Acho que esta experiência tem tudo para ser benéfica para todos.
– Qual dos dois é o mais aventureiro?
André –
A Carolina. Eu sou mais sonhador, mas quem ‘puxa’ pela concretização das coisas é a Carolina.
– Não sentem receio de fazer uma viagem destas com uma criança tão pequena como o André?
– Há sempre algum receio, mas vamos tentar correr o mínimo de riscos possível. O risco acaba por estar um pouco por todo o lado e também não se pode viver sempre com medo.
– Já pensaram que podem não ter vontade de voltar?
– Sim, mas consideramos isso impossível. Além de sermos muito apegados à família, adoramos viver em Portugal e não temos dúvida de que é um dos melhores países para se viver. Por isso não dizemos adeus, mas sim “até já”!

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