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Raquel Strada: “Com o meu marido ao lado, não tenho medo de nada”

Durante um passeio com a CARAS pelas ruas de Nova Iorque, a apresentadora da SIC fez um balanço da sua vida.

CARAS
23 de outubro de 2016, 16:00

Vinte de agosto. Raquel Strada está no aeroporto de Lisboa com a bagagem a postos para despachar e o livro A Rapariga no Comboio pronto para devorar. Em contagem decrescente para viver de perto a experiência do festival anual Burning Man, que acontece no deserto do Nevada. Viaja com o marido, Joaquim Fernandes. Aterram em Los Angeles, onde se encontram com Rui Maria Pêgo, seguem para Las Vegas, Deserto do Nevada, Lake Tahoe, Sacramento, São Francisco e, finalmente, Nova Iorque, onde a apresentadora da SIC e blogger do Blue Ginger acaba por ficar em trabalho. Cruza-se com a atriz Jessica Athayde e dias depois com o manequim Luís Borges. Não pára. Da agenda fazem parte os desfiles da Lacoste, Tommy Hilfiger e Michael Kors, onde, sentada na primeira fila, vê de perto a queda de Bella Hadid. A sua expressão espantada acaba por ficar em destaque na im­prensa internacional. E, dias antes do regresso a Lisboa, ainda arranja tempo para um passeio com a CARAS.
– Conseguiu descansar na cidade que nunca dorme?
Raquel Strada –
Sim, embora tenham sido dias de muita agitação. Nunca tinha feito férias muito grandes e queria conhecer uma parte dos Estados Unidos, queria ir ao Burning Man, fazer uma road trip e ver de perto como funciona a New York Fashion Week.
– E concretizou tudo isso.
Felizmente, e foi muito bom.
– Durante a ida ao festival Burning Man publicou nas redes sociais umas fotos ousadas, com pouca roupa. Sente-se confortável com o seu corpo?
Naquele festival toda a gente anda com pouca roupa. Senti-me confortável no contexto em que estava. Não ando assim na rua nem vou passar a andar [risos]. Sinto-me bem com o meu corpo, mas não gosto de o mostrar.
– O seu marido é ciumento?
Não... Quer dizer, acho que não. Talvez seja e não mostre [risos]. É, acima de tudo, a pessoa que mais me apoia. Foi o meu marido que me tirou aquela fotografia e eu gostei. Inclusivamente, foi ele que me disse para me despir por eu estar a morrer de calor. E, de facto, ali fez sentido, ninguém olha duas vezes para ti, sejas magra ou gorda.
– Sente-se sexy?
Não me sinto nada sexy.
– Tem algum constrangimento com o seu corpo?
É muito difícil sentir-me confortável com o meu corpo o tempo todo. Tenho coisas das quais não gosto, mas ao mesmo tempo também tenho sorte, porque só o facto de não engordar é bom. Mas confesso que me sinto mais confortável agora do que quando era miúda. Tinha imensos traumas e complexos, ou porque era magrinha, ou porque engordei e fiquei com maminhas...
– A maturidade traz-nos outra forma de lidar com o corpo?
Sim, não só a maturidade como também a pessoa com quem estamos. O meu marido dá-me muita confiança e acho que me libertei de alguns preconceitos.
– Festejou em julho o primeiro ano de casada. Tem sido um casamento feliz?
Tem sido muito bom e estou muito feliz, mesmo. Ca­sei-me com a pessoa que amo, compreendemo-nos um ao outro. O amor é fundamental, mas é preciso respeitarmo-nos, admirarmo-nos e isso acontece connosco. Com o meu marido ao lado não tenho medo de nada.
– Ainda é altura de aproveitarem momentos a dois ou já sentem vontade de aumentar a família? Ou ter filhos não está nos vossos planos?
Não quero nada agora ter filhos. No início do nosso casamento nem fazia parte dos nossos planos ter filhos. Agora não sei. Se acontecesse, seria bem-vindo. mas neste momento está fora de questão, porque não iria conseguir ser uma mãe presente, ainda há muitas coisas que quero fazer antes de ser mãe e estou focada na minha carreira. Quero investir no meu trabalho.
– Em tempos passou por alguns momentos delicados de saúde. Como lida com isso?
Em relação a isso, e sem querer entrar em detalhes, já sei a minha predisposição genética e tenho de ter alguns cuidados.
– Vive atormentada?
Não, mas quando sinto alguma coisa diferente no meu corpo, vou logo ao médico. Sou mais cuidadosa. E tenho medo, obviamente, mas não penso nisso todos os dias.

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