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Sofia Cerveira e Gonçalo Diniz: “Somos os pais mais felizes do mundo”

Seis meses depois de o ator ter vencido o cancro, o casal sente que está a viver a vitória do amor. Leia a entrevista ao casal um mês e meio após o nascimento da filha.

Natalina de Almeida
15 de outubro de 2016, 16:00

Vitória. É de vitória que Gon­çalo Diniz, de 44 anos, e Sofia Cerveira, de 41, querem falar. Uma vitória dupla: sobre o cancro nos testículos que o ator descobriu em novembro passado, e pelo nascimento da primeira filha do casal, há um mês e meio. Gonçalo sempre acreditou que iria superar a doença e que a cura “estava na mente”. Recorda, emocionado, o momento em que soube do tumor. “Fiquei em pânico. A minha primeira pergunta foi: porquê a mim? Mas imediatamente veio a resposta: porque sou forte”, lembra. Depois de uma cirurgia e de três ciclos de quimioterapia diária de oito horas, Gonçalo recebeu em abril a notícia de que não restavam vestígios da metástase que foi descoberta já depois da cirurgia de remoção do tumor – que obrigou a uma reconstrução do testículo com recurso a silicone – que o fez ter medo de morrer. “A melhor emoção do mundo”, garante. Hoje diz que está curado e arrisca mesmo afirmar que venceu o cancro, apesar de o seu médico o ter avisado que só é prudente considerar uma cura total pelo menos dez anos após os tratamentos. Porém, Gonçalo acredita que venceu. Ainda está num regime de vigilância de três em três meses, mas sente-se “forte e renascido”.
Durante esta luta, o ator, que veste a pele de César na novela da SIC Rainha das Flores, diz que nunca se sentiu sozinho e que a notícia de que ia ser pai lhe deu mais força. “Desde que soube que ia ser pai só pensei em curar-me. A minha filha e a Sofia precisavam de mim”, lembra, emocionado.
– A Vitória tem um mês e meio. Sentem que têm uma nova vida?
Sofia Cerveira –
O nascimento da Vitória faz-nos sentir que tudo valeu a pena. Que estamos no caminho certo. Com espe­rança renovada e cheios de força para ir ao encontro dos nossos sonhos e metas.
– De onde vos veio a força para viverem numa montanha-rus­sa de emoções durante mais de um ano sem nunca perderem o sorriso e a esperança?
Sofia –
Do amor que sentimos um pelo outro, da fé que temos em Deus e da enorme esperança que nunca acaba.
Gonçalo – Fé e vontade de viver. Somos pró-vida.
– Nestes dias de luta, lágrimas e sorrisos, que no fundo são a vossa história de amor, qual foi o momento que mais vos marcou, além do nascimento da Vitória?
Sofia
– Se­guramente, o momento em que soubemos que o Gonçalo estava curado. O momento em que o Gonçalo fez a PET [uma tomografia] e soube que os tratamentos tinham resultado!
– Ficaram, depois de tudo o que viveram, com a sensação de que a vida é ainda mais valiosa?
Sofia –
Sem dúvida. Graças a Deus, a nossa história teve um final feliz. Ou... um começo!
Gonçalo – Claro que sim. Renasci.
– Alguma vez se sentiu sozinho?
Gonçalo –
Nunca me senti solitário nesta caminhada. Sempre tive o apoio da Sofia e dos meus amigos.
– O que sentem de cada vez que olham para a vossa filha?
Sofia –
Não me canso de agradecer esta bênção que Deus nos deu. E só me apetece enchê-la de beijos. E encho!
– O nascimento de um filho é sempre um momento avassalador. Como o descrevem?
Sofia –
Disse tudo... avassalador!
Gonçalo – É isso mesmo, avassalador.
– Como foi verem a Vitória pela primeira vez?
Sofia –
A maior emoção que alguma vez vivi.
– Que mudanças é que sentiram em vocês desde que a Vitória nasceu?
Sofia –
Não sabia que o coração podia rebentar de tanto amor. Tudo é pensado em função deste nosso novo e grande amor. Agora sim, tudo faz sentido. É um amor que cresce de dia para dia e que transborda os nossos corações. Não nos cansamos de receber tamanha bênção.
Gonçalo – É bom demais. Muda tudo, mas muda tudo para melhor.
– O Gonçalo dá banho e mu­da as fraldas à Vitória?
Gonçalo
– Com certeza. Desde o primeiro dia, quem dá banho sou eu, mais ninguém lhe deu banho.
– Sofia, sei que é uma mulher de fé. Sentiu a ajuda de Deus em toda esta vivência?
Sofia –
Garantidamente.
– Planeiam batizar a Vitória?
Sofia –
Sim.
– Que futuro imaginam para a vossa filha?
Sofia –
O mais feliz possível! Que Deus nos dê saúde para estarmos sempre ao lado da nossa filha e sabedoria para a guiarmos em todas as etapas e desafios.
Gonçalo – O melhor pos­sível. Um futuro digno, em que ela seja muito feliz e consiga realizar os sonhos dela, principalmente descobri-los.
– Ainda é muito cedo, mas já imaginou como será quando voltar ao trabalho?
Sofia –
A Vitória vai, a pouco e pouco, fazendo parte das nossas rotinas. Para depois não custar tanto. Em breve deverei voltar a estúdio para gravar o E-Especial e, estando a amamentar, o mais certo é levar a Vitória comigo. Quanto aos restantes desafios profissionais que estão para vir... Tenho a certeza de que com equilíbrio e amor tudo se resolverá.
– Aceitaria o desafio de contracenar de novo com o Gonçalo?
Sofia –
Seria um privilégio voltar a fazê-lo. Aprendo imenso com ele e acho que o Gonçalo é dos atores mais sólidos deste país.
– O que é que verdadeiramente a fascina no Gonçalo?
Sofia –
A sua garra pela vida. O seu coração bondoso. A sua alegria de viver.
– A Sofia foi o seu maior apoio na luta contra a doença?
Gonçalo –
A Sofia ajudou-me a curar-me e a ser melhor. Trouxe harmonia à minha vida, uma tranquilidade que ela tem e eu não. A Sofia tem o meu respeito para o resto da vida.
– A vossa felicidade esteve ameaçada?
Gonçalo –
A nossa felicidade nunca esteve ameaçada. O nosso amor esteve sempre presente, estivemos sempre juntos.
– Têm consciência de que a vossa união e o vosso amor são uma inspiração?
Gonçalo – Por caso não tinha, mas é bom saber.
Sofia – Admito que já me tinha apercebido disso, dadas as manifestações de carinho que nos têm chegado e que muito nos confortam. Aproveito para enviar uma palavra de força para todos os que vivem momentos difíceis.
– Sei que se emocionou ao assistir à entrevista que o Gon­çalo deu ao programa Alta Definição…
Sofia –
O Gonçalo emocionou tantos com a sua partilha. Sou uma privilegiada por poder partilhar os meus dias com um ser humano tão profundamente especial. Testemunhar a luta do Gonçalo foi verdadeiramente inspirador. Sinto respeito e gratidão pelo meu amor.
– São, agora, mais felizes?
Sofia –
Sem dúvida. A Vitória faz de nós os pais mais felizes do mundo!
– Para o Gonçalo também não terá sido fácil regressar ao trabalho...
Gonçalo –
Não é fácil sair e deixar aquele cheirinho, aquela carinha a olhar para ti... Realmente foi difícil, muito difícil. Sempre que tenho um intervalo nas gravações, corro para casa.
– O que gostaria de fazer depois de Rainha das Flores?
Depois do papel do César, onde me deixei engordar um bocado e fiquei sem cabelo por causa dos tratamentos, quero mudar a minha fisionomia e fazer um galã, mas um galã à séria, com conteúdo forte.

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