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Ana Rita Rocha e Celso Martins: Com um bebé, o casal adapta-se às novas rotinas familiares

Os ex-manequins e os filhos, Estrela, de sete anos, e Gabriel, de sete meses, desfrutaram de um fim de semana em Tróia. Na ocasião, o casal revelou à CARAS como tem sido voltar a ter um bebé em casa.

Marta Mesquita
15 de outubro de 2016, 10:00

Não é só quando nasce o primeiro filho que tudo muda na vida de um casal, como Ana Rita Rocha, de 37 anos, e Celso Martins, de 36, podem comprovar. Apesar de já serem pais de Estrela, de sete anos, o instrutor de fitness e a ex-manequim asseguram que Gabriel, de sete meses, veio revolucionar não só o seu mundo de afetos como as suas rotinas familiares, o que exigiu de todos uma grande capacidade de adaptação. Comilão, muito ativo e bem disposto, Gabriel faz as delícias de todos lá em casa, confirmando que, mesmo depois de sete anos, ter mais um filho foi a decisão mais acertada.
Para fugirem um bocadinho à rotina, Ana Rita e Celso desfrutaram de um fim de semana com os filhos em Tróia e contaram à CARAS como está a ser esta aventura familiar, agora com quatro protagonistas.
– A vida volta a mudar por completo com o nascimento do segundo filho?
Ana Rita Rocha – Sim, mudou muito. Não tinha a noção do quanto a nossa vida iria mudar com o nascimento do segundo filho. Achava, sinceramente, que iria ser tudo mais fácil e que as coisas iriam continuar mais ou menos na mesma. Confesso que me sinto muito mais cansada do que com a Estrela, até porque o Gabriel é um bebé muito exigente.
Celso Martins – Muda sempre. Tivemos de nos adaptar às rotinas das fraldas, das noites mal dormidas, dos horários menos flexíveis... É sempre complicado voltarmos a esta logística, mas depois acabamos por fazer tudo com leveza, porque queríamos muito ter mais um filho. O Gabriel é um bebé muito exigente. Come e chora mais do que a Estrela e dorme menos. E tudo isso torna as coisas ainda mais complexas. Mas temos uma menina e um menino, como sempre quisemos.
– Depois de sete anos, voltar a essas ro­tinas ainda deve ser mais difícil...
Ana Rita – Sim, até porque já tínhamos uma vida muito mais folgada. Agora com o Gabriel voltámos a ter rotinas e horários e até a Estrela passou a pedir mais atenção. Têm sido meses muito desafiantes, mas um filho compensa tudo.
Celso – É sempre complicado... Muitas vezes levanto-me muito cedo e chego tarde a casa, mas tento ajudar a Ana ao máximo.
Ana Rita – O Celso é um excelente pai. Ajuda-me imenso com os dois.
– Ao segundo filho, os pais costumam ser mais descontraídos. Sentem que isso aconteceu convosco?
– Sim... Mas, ao mesmo tempo, não deixa de ser uma nova experiência, uma vez que agora fomos pais de um menino. Sinto que o Gabriel tem uma relação muito forte comigo. Ele é mesmo agarrado a mim, já a Estrela sempre foi muito mais agarrada ao pai. Por isso, está a ser uma fase muito enriquecedora para mim.
– Também se vive tudo com mais tranqui­lidade e segurança...
– Sim, e isso é mesmo verdade. Com a Es­trela tinha mais medos, com o Gabriel é tudo mais fácil e descontraído. Ele ficou doente logo nas primeiras semanas, por exemplo, e lidei bem com isso, não entrei em pânico.
Celso – Sim, com a Estrela estávamos sempre em estado de alerta, agora estamos mais tranquilos. A experiência simplifica.
– A Ana disse há pouco que a Estrela tem pedido mais a vossa atenção. Como é que tem sido para ela partilhar-vos com o irmão?
Ana Rita – O Celso e eu tentamos mesmo dividir-nos pelos dois. Ela adora o irmão, quer estar sempre com ele, mas é difícil gerir isso, porque acha que ele é um boneco, anda com o irmão de um lado para o outro... Ela ajuda imenso, mas temos de estar sempre atentos. E ele também já reage à irmã. Mas como ela às vezes o aperta e está sempre a querer dar-lhe beijinhos, o Gabriel já chora quando a vê! Às vezes, ele olha para mim com aquele ar de quem quer dizer: “Salva-me!” Mas é maravilhoso tê-los aos dois.
– Com uma criança e um bebé, ainda há disponibilidade para estarem só os dois? Ou não é uma prioridade por agora?
– Estamos a tentar ter esse tempo para nós. A nossa rotina é muito cansativa, porque eu estou o dia inteiro com os miúdos e o Celso trabalha fora de casa. Portanto, ainda nos estamos a adaptar. O Gabriel ainda não nos dá muita liberdade para termos uns momentos a dois. Mas sei que isto é apenas uma fase e que passa. Havemos de ter os nossos momentos para namorar, tenho a certeza disso.
Celso – Tentamos ter esses momentos, mas nesta altura não é fácil. A Estrela fica um dia por semana na avó e aí podemos jantar só os dois. Bem, só os dois mais ou menos, porque o Gabriel está sempre ao nosso lado! [risos] Mas esses momentos são importantes, porque nos ajudam a manter a cumplicidade. É nessas alturas que podemos conversar tranquilamente, saber como estamos, contar as novidades... Essa partilha é essencial para um casal.
– E numa altura da vida tão exigente, essa partilha e atenção ao outro acabam por ser ainda mais importantes. Sentem que um filho pode abalar a estabilidade de um casal?
– Sim, mas pode acontecer precisamente o contrário: a relação pode não estar muito bem e os filhos alegrarem e darem mais significado à vida de um casal. Eu e a Ana somos muito unidos, estamos juntos há muitos anos, crescemos um com o outro. No nosso caso, os filhos trouxeram novas dinâmicas e uma felicidade ainda maior. E para não sentir esse cansaço ou monotonia, evitamos rotinas. Nem sempre é fácil, claro, mas é uma das nossas intenções.
– A Ana tem partilhado nas redes sociais algumas fotos a fazer exercício físico. Quis recuperar rapidamente a boa forma?
– Tanto na gravidez da Estrela como na do Gabriel, engordei só o que tinha de engordar, estar em forma foi uma grande preocupação.
– Mas para quem já foi manequim, deve ser importante sentir-se bem com o seu corpo...
– Sim, gosto de me sentir bem, mas como sempre pratiquei desporto e tive cuidados com a alimentação, recuperar a boa forma acabou por ser natural. Não é nada que faça por obrigação. Além disso, ir ao ginásio é um dos raros momentos que tenho para mim e isso faz-me bem à cabeça. Mas sei que o meu corpo está diferente, já tive dois filhos e não há milagres!
– Para terminar: pensam ter mais filhos ou já se sentem totalmente realizados?
Celso
– Confesso que não me importava nada de ter mais um filho, mas a Ana que não me oiça! [risos] Sei que para ela essa decisão é mais complicada do que para mim. Mas, sinceramente, acho que vamos ficar por aqui, até porque dois filhos já é muito exigente. Estamos felizes assim.

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