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Isis Valverde despe-se de preconceitos em prol da luta contra o cancro da mama

Marcada pelo drama da morte da avó aos 74 anos, a atriz brasileira é embaixadora da campanha da Fundação Laço Rosa que alerta contra a doença que mata muitos milhares de mulheres por ano

Luciana Marques - CARAS Brasil
13 de outubro de 2016, 00:21

Pouco antes de posar seminua, com as mãos sobre os seios, como sinal de alerta para a importância do auto-exame e prevenção do cancro da mama, numa foto publicada em exclusivo pela CARAS Brasil, Isis Valverde, de 29 anos, estava nervosa. Afinal, era a primeira vez que fazia uma sessão fotográfica deste tipo. Mas a nobre missão da embaixadora da campanha Outubro Rosa, da Fundação Laço Rosa, e uma forte história de drama pessoal envolvendo a doença, deram-lhe força e motivação. Há 12 anos, a sua avó materna faleceu, aos 74 anos, vítima desta doença que mata muitos milhares de pessoas anualmente. "Perdi o amor da minha vida para essa doença, a minha segunda mãe. Não sabem a grande mulher que ela era, uma guerreira. Não se entregou até ao último instante. No momento de fazer as fotos pensei muito nela e em todas as mulheres. Se fui chamada para esta campanha é porque Deus quer que eu faça algo, o universo conspira para que eu levante esta bandeira", afirma a atriz brasileira.
- Qual a importância da prevenção do cancro da mama?

- Esta é uma causa em que você não veste a camisola, você tira. Então, tirei a minha para incentivar as mulheres a perderem o medo e a quebrar tabus sobre o assunto. Há pessoas que nem dizem a palavra cancro. Temos que ir à luta, alertar. Hoje é muito mais fácil existir cura se a doença for descoberta no início. Por isso, a importância do toque, dos exames. O seio é uma parte linda da mulher e deve ser cuidada como qualquer outra parte do corpo. Não é preciso ter vergonha de ser mulher.
- Para fazer uma foto como a da campanha é preciso atitude.

- As mulheres ainda sofrem com um certo machismo, de todos os lados. É aquele famoso pensamento 'eu posso, você não pode.' Imagine se a mulher não tiver pulso? Então, é preciso ter atitude, sim.
- Que conselho daria a todas as mulheres?

- Cuidem do corpo. Não deixem para amanhã porque depois o preço a pagar pode ser muito caro. Vamos estar atentas, prestar atenção aos sinais. Esta é uma doença do nosso século que realmente assola a nossa vida, tira-nos pessoas que amamos. É uma doença agressiva. Convivi com estes problemas de perto. Sabia os desejos da minha avó, o que mais doía... No início, perde-se o seio, o cabelo, é como se arrancassem o nosso lado mais feminino. Vamos cuidar-nos, não custa nada.

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