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Sara Matos: “Gosto de me deixar levar pelas emoções”

Protagonista da novela ‘Amor Maior’, que estreou no dia 12 de setembro, sente-se grata pela vida que tem.

Marta Mesquita
2 de outubro de 2016, 16:00

Em Lisboa estava uma tarde de verão, mas ao chegar-se à Praia Grande, em Sintra, uma neblina densa e um vento frio invadiram o ‘cenário’ escolhido para a sessão fotográfica com Sara Matos. Contudo, a atriz não se mostrou incomodada com o tempo invernoso e nem a água gelada lhe roubou a boa disposição e o sorriso.
Enquanto aguardava que estivesse tudo a postos para as fotografias, Sara dançava e cantava, mostrando que é, acima de tudo, uma mulher de bem com a vida, que sabe desfrutar ao máximo de todos os momentos. E, de facto, aos 26 anos, a atriz só tem motivos para sorrir. Profissionalmente, atravessa uma das melhores fases da sua carreira ao interpretar Clara, uma das protagonistas da nova novela da SIC, Amor Maior, um desafio ao qual se entregou por inteiro. Contudo, não obstante essa sua dedicação ao trabalho, Sara não abdica da sua vida pessoal, tendo tempo para fazer o que gosta e dedicar-se aos que lhe são mais próximos. Apesar de continuar sem falar do seu namoro com o ator Pedro Teixeira, a jovem atriz não esconde que é, como diz, uma “mulher feliz” em todos os campos da sua vida.
– Pode dizer-se que a Clara, que interpreta em Amor Maior, é uma das personagens mais importantes da sua carreira?
Sara Matos – São todas grandes e cada papel tem a sua importância. Não é por ser o de uma protagonista que vai ser mais importante do que qualquer outro. Acredito que com pequenos papéis podemos fazer grandes trabalhos. Uma das razões que me levaram a fazer parte desta família SIC foi precisamente este projeto, que era muito aliciante. É uma prova de carinho e de amor que dou à minha nova casa.
– O que tem sido mais desafiante nesta personagem?
– O mais desafiante é, sem dúvida, conseguir dar-me por inteiro a um público que adoro. É o público que me inspira e incentiva todos os dias. O desafio aqui é chegar a casa com o sentimento de dever cumprido, sabendo que dei tudo àquela personagem, mas que me mantive fiel a mim mesma, guardando espaço para a minha vida pessoal. Para mim, é importante ter tempo para fazer exercício físico, dormir bem, cozinhar, ler... Manter estas rotinas é fundamental.
– E é fácil manter esse espaço para a sua vida privada quando tem tanta vontade de se entregar por completo ao trabalho?
– Tudo vem da formação que temos, tanto a académica como a própria educação que recebemos da nossa família. Gosto de ser fiel à minha maneira de estar, respeitando sempre o meu corpo e o meu tempo para estar com as pessoas de quem gosto e para fazer o que quero. Depois, há a formação académica, que tive a sorte de receber e que me deu muitas bases. Aprendi a saber fechar gavetas e a trabalhar as minhas memórias afetivas. É muito importante emocionarmo-nos, pelo menos para mim, que sou uma atriz muito intuitiva e gosto de me deixar levar pelas emoções. Contudo, também é fundamental, no final do dia, deixar de ser aquela personagem para voltar a ser a Sara. E poder controlar a minha vida dá-me muito gozo.
– Ao explorar todo um universo emocional de uma personagem, pode acabar por descobrir muito sobre si própria. Aconteceu-lhe com a Clara?
– Acho que isso acontece todos os dias. Aprendemos coisas sobre nós mesmos com as personagens, com uma viagem ou com as coisas do dia-a-dia. Não me levo demasiado a sério e sei que sou assim agora, mas amanhã posso ser diferente. Não nos podemos deixar de surpreender, temos de nos deixar levar.
– E, tal como a Clara, é muito emotiva...
– Sou muito emotiva a representar as minhas personagens. Sei que me emociono muito com aquilo que as pessoas me passam. Quando me abordam na rua e dizem que choraram com uma cena que fiz, ganho o dia!
– E também acredita na máxima de que o amor move montanhas?
– Sim, completamente! E nisso sou muito parecida com a Clara, porque sou uma apaixonada pela vida, pela natureza... E acho que é fundamental acreditarmos nas outras pessoas e gostarmos delas. Precisamos todos uns dos outros. Daí dizer que é bom não nos levarmos muito a sério, sabendo dar a importância devida a cada coisa.
– Para si a vida ainda é cor-de-rosa?
– Não diria cor-de-rosa. A vida tem muitas cores, as coisas não são preto no branco. E isso é que é divertido. Cada pessoa é um mundo!
– E é uma pessoa que olha muito para dentro? Conhece bem esse seu mundo?
– Há fases e tenho momentos para isso. Sinto-me bem na minha pele, com o meu corpo e com a minha maneira de ser. Sinto que, felizmente, consigo fazer a diferença para muitas pessoas que vêm falar comigo.
– Numa entrevista que nos deu admitiu ser uma rapariga comum. É fácil manter essa normalidade sendo tão conhecida?
– Não é uma questão de ser fácil ou não, é uma maneira de estar. O reconhecimento chega com o trabalho. Palavras como “fama” ou “carreira” não ocupam o meu pensamento, nem tão-pouco acredito nelas. Acredito em reconhecimento, esforço e dedicação. Só assim consigo subir passo a passo. E também posso descer, porque a vida é feita de obstáculos e se não conseguirmos ultrapassá-los, não há problema. Preciso das minhas falhas, porque são elas que me tornam mais consciente.
– Mas nunca deixou de fazer algo por ser conhecida, por exemplo?
– As pessoas abordam-me muito, mas são sempre muito queridas e cativantes. Nunca senti que tinha de mudar o que quer que fosse. Felizmente, nunca tive de pensar muito no que devo ou não fazer. A minha maneira de estar na vida acaba por ser um bom exemplo para as pessoas.
– Já referiu várias vezes essa maneira de estar na vida. Em que é que isso se traduz, concretamente?
– Praticar exercício físico, ter uma alimentação saudável, ler e cultivar-me... Também aprendo muito ao dar espaço aos outros e a mim mesma. E valorizando sempre aquilo que tenho. Sou muito agradecida pelo meu trabalho e pelo facto de o público gostar de me ver. Sou uma mulher feliz.
– E gostava de mudar alguma coisa em si ou no seu percurso?
– Não, não mudava nada no meu percurso, que, no fundo, reflete as minhas histórias e experiências.
– Nas redes sociais partilha muitas fo­tografias que mostram a sua boa forma física. Preocupa-se muito com a imagem?
– Se assim fosse, estaria muito mais preocupada com a pele e o cabelo. Confesso que ainda sou um bocadinho descuidada com isso. Acredito mesmo que se deve trabalhar do interior para o exterior e não o contrário. E adoro rugas! Tenho 26 anos e não penso nas rugas, mas sei que vão surgir. Gosto de viver com essa leveza. Se não fosse atriz, dançava, cantava e seria atleta. A minha vida seria sempre uma pista de dança.
– O que faz de si uma mulher feliz?
– Estar em paz e fazer aquilo que mais gosto. Valorizo imenso as pessoas que me rodeiam, mas também gosto de estar sozinha.
– Continua a não querer falar da sua vida amorosa?
– [Sorri]

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