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Aloe Blacc: “Nunca imaginei poder fazer da música o meu trabalho”

O músico, de 37 anos, veio a Portugal animar a famosa Gala de Verão do Pine Cliffs Resort, no Algarve, onde a CARAS aproveitou para conversar com a voz dos êxitos “I Need a Dollar” ou “The Man”.

CARAS
2 de outubro de 2016, 12:00

Em palco, pudemos testemunhar a sua energia: durante as mais de duas horas de concerto, foram raras as vezes em que vimos Aloe Blacc, de 37 anos, interromper a dança. Aproveitámos esta vinda a Portugal, para atuar na Gala de Verão do Pine Cliffs Resort, e horas antes do espetáculo conversámos com o artista, que é casado com Maya Jupiter e é pai de duas crianças, uma menina, Mandela, de três anos, e um rapaz, Satya, de sete meses, e nos deu a conhecer um pouco do seu lado mais pessoal.
– Começou cedo, já são 20 anos de carreira.
Aloe Blacc –
Na verdade, são só cinco anos com uma carreira de sucesso. [Risos.]
– Como surgiu o seu gosto pela música?
– O interesse surgiu quando tinha quatro ou cinco anos e comecei a ouvir hip hop com os meus amigos. Depois veio o breakdance, comecei a fazer rap, depois a produzir e a fazer instrumentais. Foi tudo uma introdução que fez de mim o que sou hoje. Nunca imaginei que poderia fazer da música o meu trabalho, sempre pensei que seria apenas por diversão. Não foi fácil, mas também não foi difícil, porque não olhei para a música como um desafio. Trabalhava como consultor, fazia música por diversão, até que saí da empresa e decidi tentar a minha sorte.
– O que mais o inspira?
– Poder fazer os outros felizes com a minha música é, sem dúvida, o que me inspira.
– Alguma vez imaginou que a sua música tivesse todo este sucesso internacional?
– Nunca. Quando era novo, fazia música só para os meus amigos. Aconteceu que houve mais pessoas que gostaram e expandiu-se para fora do bairro. Depois ficou conhecida na internet e várias pessoas espalhadas pelo mundo começavam a perguntar pela minha música. Talvez um dia uns extraterrestres apareçam para ouvir a minha música. [Risos.]
– É fácil para um artista com tanto sucesso manter os pés assentes na terra?
– Eu não sou esse tipo de pessoa, não me perco. Já tinha muita maturidade quando comecei a ter sucesso, uma personalidade desenvolvida e objetivos definidos, portanto foi fácil para mim.
– Se tivesse de escolher uma música sua com a qual se relacione mais, qual seria?
– Diria que é Love is the Answer. Durante toda a minha vida, sempre que os problemas foram surgindo, a resposta veio depois de usar o meu coração ou de alguém usar o seu para me ajudar!
– Tem dois filhos pequenos. Como concilia a sua carreira com o seu papel de pai?
– É muito difícil, é sempre um equilíbrio delicado. Às vezes trago a família comigo para poder trabalhar com eles por perto. É importante conseguir um equilíbrio.
– Não é a primeira vez que vem a Portugal. O que destaca no nosso país?
– Reparo sempre que, mesmo que as pessoas não saibam todas as minhas letras, arranjam maneira de desfrutar, e isso para mim é lindo! Estão sempre felizes enquanto sentem a música e deixam-se levar. São espectadores fantásticos!

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