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Adriane Garcia “Sempre sonhei ser mãe e ter a minha própria família”

Depois de ter sofrido um aborto, a apresentadora e atriz está novamente grávida. O bebé deverá nascer em janeiro.

Marta Mesquita
1 de outubro de 2016, 12:00

Em agosto do ano passado, Adriane Garcia, de 35 anos, sofreu um aborto espontâneo, uma experiência dolorosa sobre a qual falou a muito pouca gente. Contudo, agora que está novamente grávida, a apresentadora e atriz brasileira decidiu revelar aquilo por que passou, dando voz a uma realidade partilhada por muitas mulheres.
Quando ainda estava a ‘digerir’ a perda que sofreu, processo no qual teve o apoio fundamental do companheiro, Tiago Alves Ribeiro, Adriane engravidou sem estar à espera, “uma grande surpresa” que a ajudou a encerrar definitivamente o anterior capítulo da sua vida. Apesar de ter passado por um primeiro trimestre mais delicado, ao entrar no quarto mês de gestação começou a relaxar e a conseguir desfrutar da sua gravidez com alegria e entusiasmo.
Numa entrevista muito emotiva, Adriane partilhou o seu lado mais íntimo, mostrando que, mesmo com muitas dificuldades pelo meio, nunca se deve deixar de acreditar em finais felizes.
– Esta não foi uma gravidez planeada...
Adriane Garcia – Não! Que­ria engravidar mais para o final deste ano, até porque já tinha alguns projetos de trabalho. Foi uma grande surpresa! Até estávamos a ter muito cuidado para não engravidar, porque, infelizmente, há um ano passei por uma má experiência...
– Porque era uma gravidez planeada e perdeu o bebé...
– Sim... E ainda não me sentia recuperada para engravidar novamente. O meu marido já queria, mas eu estava sempre a adiar... É normal sentirmos receio. Podemos ler muito sobre o assunto, mas só quando é connosco sabemos o que custa. É uma dor enorme e foi um período muito difícil para mim. Quando perdi o bebé, em agosto, estava a trabalhar muito e gerir tudo isso foi bastante complicado. Foi algo que me marcou muito e que me fez crescer. E, por tudo isto, queria adiar uma segunda gravidez. Mas se Deus já me acha preparada para ser mãe, aceito!
– Como é que conseguiu ultrapassar o que lhe aconteceu?
– Passei por um sofrimento muito grande, que vivi para dentro, porque poucas pessoas sabiam o que me tinha acontecido. Estive no fundo. E quando em janeiro recebi o convite para fazer a princesa Yasmin [no espetáculo Aladino e a Lâmpada Mágica], aceitei sem hesitar. Tra­balhar com crianças ajudou-me muito. O carinho que recebia de todas foi muito gratificante. Senti-me amparada por Deus.
– Como disse, viveu esta perda muito “para dentro”. Agora, decidiu partilhar o que viveu. Sente que falar sobre o assunto a ajuda, de alguma maneira, a lidar melhor com a perda?
– Agora sim. Perdi o bebé quando estava a completar as 12 semanas e tive de fazer uma cirurgia. Foi muito invasivo e agressivo, não desejo que nenhuma mulher passe por aquilo que passei. Fui para o hospital como se fosse ter um parto, mas saí de lá sem um bebé! O apoio do meu marido e da minha família foi fundamental. Nunca conseguiram apurar por que motivo perdi o bebé. Pode ter sido o excesso de trabalho, andava sempre de um lado para o outro, mas não se sabe ao certo. O que importa é que ultrapassei. Levantei-me e vamos embora.
– O facto de ter passado por tudo isso deve ajudá-la a valori­zar ainda mais esta gravidez...
– Sim, é mesmo isso! Sempre fui uma workaholic, estive sempre focada na minha carreira e lutei muito para ter o meu lugar na televisão. Se tivesse de trabalhar dez horas, trabalhava 20. Fazia viagens grandes, os trabalhos mais extenuantes... E depois de tudo o que me aconteceu, percebi que era tempo de parar e de pensar mais em mim e na família que queria construir. Sempre sonhei ser mãe e ter a minha família. Desde os 20 e poucos anos que me imagino grávida e com filhos. Contudo, estava sempre a adiar esse sonho por causa do trabalho. Achava que poderia perder o meu lugar se me ausentasse. Mas percebi que um filho é algo que será nosso para o resto da vida e estou muito feliz.
– E está a ser uma gravidez tranquila?
– Os primeiros três meses foram muito complicados. Tive muitos enjoos e vómitos e fui às urgências algumas vezes. A minha placenta está muito baixa, não sei se está de alguma maneira relacionado com o aborto que sofri. No início, não contámos a ninguém, porque não queríamos criar falsas expectativas. Só fiquei mais tranquila quando entrei no quarto mês de gestação e deixei de estar em repouso absoluto. Só agora é que comecei a desfrutar da gravidez e a aproveitar a parte boa desta fase.
– Sente que todas estas experiências fortaleceram a sua relação com o Tiago?
– Sim, sem dúvida. Eu e o Tiago sempre tivemos uma relação muito cúmplice. Estamos juntos há oito anos e, como não tenho a minha família cá, ele cuida muito de mim, é muito protetor. Nesta fase mais delicada, o que mais quero é sentir-me protegida, e é exatamente isso que o Tiago faz. Sinto-me muito amada.
– Depois disto tudo é, com certeza, uma mulher diferente...
– Tudo isto está a mudar a mulher que sou. Aprendi a dar prioridade aos meus projetos pessoais. Antes pensava: “Tenho de fazer isto por mim.” Agora penso mais: “Tenho de fazer isto por nós.” Acho que não voltaria a cometer os mesmos erros. Hoje temos um trabalho, amanhã podemos ter outro... Um filho será sempre nosso.
– Sendo uma pessoa que adora tudo o que está relacionado com moda e beleza, como tem encarado as mudanças do seu corpo? Gosta de se ver grávida?
– É uma novidade. Ainda nem sei bem como reagir ao meu novo corpo. Mas acho bonito ver a barriga crescer. Sempre fui muito ligada à moda e ao bem-estar, sim, mas não sou daquelas mulheres que têm de ir todos os dias ao ginásio, por exemplo. Aliás, eu já não treinava há dois anos! Agora também não posso fazer desporto e não stresso com isso. Preocupo-me mais com as manchas e com as estrias, porque são mais difíceis de sair.

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