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Maitê Proença, de 58 anos, aparece nua em “Liberdade, Liberdade”

A atriz, que continua linda, é uma das caras da novela de época da Globo que estreou na SIC no início de setembro.

Roberta Escansette
25 de setembro de 2016, 14:00

Trinta anos depois de ter protagonizado cenas escaldantes na novela Dona Beija, Maitê Proença, de 58 anos, continua a exibir uma beleza que desafia o tempo, atraindo a atenção do público brasileiro mais jovem com os momentos igualmente quentes que vive na novela da Globo Liberdade, Liberdade, uma das grandes apostas da nova grelha da SIC, onde estreia a 5 de setembro. “A minha vaidade está naquilo que tenho conquistado. A beleza física foi presente dos meus pais”, salienta a atriz, cuja nudez deu que falar nas redes sociais. O facto de se ter sabido posteriormente que uma atriz mais jovem dobrou Maitê em algumas dessas cenas, para rentabilizar o tempo de gravações, provocou alguma polémica, mas na piscina do Copacabana Palace, luxuoso hotel do Rio de Janeiro do qual é vizinha, onde posou em fato de banho para a CARAS, ficou óbvio que a passagem do tempo lhe assenta bem. E, descontraída, explicou o segredo: “Faço o que dizem ser necessário. Alimento-me bem, exercito-me, cultivo amizades e tento não me levar demasiado a sério. Sou poeira passageira.”
Apesar de hoje encarar a vida com mais leveza, Maitê diz que continua a ser intensa nos afetos. A atriz, que tem uma filha de 25 anos, Maria, de uma união de 12 anos com o empresário Paulo Marinho, e em 2009 manteve um romance de alguns meses com o escritor português Miguel Sousa Tavares, defende: “Cada relação pede o que precisa. E a gente se molda. Não mantenho relacionamentos monótonos, não haveria motivo. Os meus afetos são incandescentes. Sou autossufi­ciente, mas afeto nunca é suficiente, quanto mais, melhor.”
– Como lida com o passar dos anos?
Maitê Proença – O tempo permitiu-me conhecer mais de 80 países, conviver com pessoas diversas, observar, perceber e compreen­der mais. Lançou-me em aventuras de toda a espécie, ensinou-me idiomas, fez-me amar com paixão e devaneio, encenar personagens magníficas, escrever livros e peças de teatro que tratam de temas que me fascinam. Isso é tudo a meu favor e não contra. Ou não?
– As cenas de nudez da novela são con­textualizadas. Tirar a roupa torna-se mais natural?
– Fora de contexto é abuso, não dá para fazer. Em Liberdade, Liberdade isso nunca aconteceu, é um trabalho de bom gosto.
– Que balanço faz da sua personagem, Dionísia?
– É daquelas mulheres marcantes que não se conseguem decifrar, por ser complexa demais. Foi delicioso interpretá-la.
– Em algumas entrevistas saiu mesmo em defesa dela...
– Sou ‘mulherista’ e feminista. As mulhe­res são fascinantes. Fazem dois terços do trabalho mundial, mas têm menos de um por cento da propriedade. Recebem menos do que os homens pelo mesmo trabalho. São as mais pobres entre os pobres. Continuam vulneráveis porque não têm independência económica e são constantemente ameaçadas por exploração, violência e abuso sexual. Dar possibilidade de estudos às mulheres, além de trabalho, beneficia a sociedade.
– Já sofreu algum tipo de assédio, moral ou sexual?
– Em diversas ocasiões. Hoje, adulta e fortalecida, estou preparada para lidar com isso. Às vezes, até através do humor.
– Que dica daria às mulheres que passam por essa situação?
– Que usem a inteligência, o senso comum, a autoridade como mulheres e donas do seu nariz. Que não se intimidem.
– A sua história de vida ajuda-a a traba­lhar as suas personagens?
– Ajuda, mas é difícil aceder a regiões internas que fechámos para continuarmos em frente. As zonas sensíveis não gostam de ser reabertas e quando isso acontece em função das personagens, dói um bocado.
– Há momentos em que gostaria de ser desconhecida?
– Quando ando na rua e quero observar sem ser observada, conversar com quem me
acompanha sem pedir desculpa pelas sucessivas interrupções, quando conheço alguém que já tem de mim uma imagem pré-concebida. Sou mais tímida do que pareço e mais introspetiva, ainda que adore pessoas. Gosto de pessoas verdadeiras, que chegam desarmadas. Mas a minha figura pública perturba a naturalidade dos outros.
– Porque é que só teve uma filha?
– Adoraria ter oito crianças. Sou uma mãe dedicada, gosto e acho que sou boa nisso. Mas não calhou.
– Como é a sua relação com a sua filha?
– A Maria vive comigo, mas é uma adulta independente, com quem tenho um convívio amoroso, fluido, conversas densas e inteligentes, mas, sobretudo, divertidas. Rimo-nos juntas.
– O que é que ainda lhe falta fazer?
– Dar a volta ao mundo num veleiro, aprender um instrumento, outros idiomas, visitar mais países, ler os livros que se acumulam, suavizar o espírito, ser generosa, tanta coisa...

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