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Rodrigo Soares: “Espero encontrar alguém que seja para o resto da vida”

O ator e modelo não gosta do estereótipo de D. Juan, muito menos do de “solitário”, e, embora se mantenha solteiro aos 37 anos, planeia um dia constituir família. Para já, dedica-se à carreira.

Sofia Lourenço
24 de setembro de 2016, 16:00

Manhã no Guincho, ao volante de um Morgan 3 Wheeler. Cenário perfeito para uma conversa com o modelo e ator Rodrigo Soares. Aos 37 anos, e depois de quase 20 como manequim, admite que a representação é atualmente o foco da sua carreira.
– As gravações da novela Coração d’Ouro terminaram. Que balanço faz?
Rodrigo Soares –
Gostei imenso, tive a hipótese de contracenar com grandes atores com quem ainda não tinha trabalhado. Fiquei muito contente com o meu papel, que acabou por ganhar uma dimensão que me agradou muito, o Fred acabou por se tornar um rapaz mais mauzinho e foi um desafio para mim.
– É possível construir amizades nas gravações?
– É! Aliás, criei uma excelente amizade com o Diogo Lopes, que fazia de meu irmão. O convívio de quase um ano de gravações fez-nos criar uma amizade muito grande.
– A passagem de modelo para ator tem sido natural?
– Sim, muito natural, tenho dado os passos certos na altura certa. A estreia foi nos Morangos com Açúcar, há cinco anos, depois participei em várias novelas, nunca no elenco principal, mas com participações que me deram traquejo. Fui fazendo formação ao longo dos anos para, quando tivesse a hipótese de ter um papel principal, estar preparado.
– O estigma do modelo que passa a ser ator por causa da aparência existe?
– Acho que é normal fazerem essa pergunta, mas é uma coisa que já se esbateu com o passar dos anos. Temos bons exemplos, como o Paulo Pires, de bons atores que vieram da moda. Acho que é um percurso natural, porque estamos habituados a lidar com câmaras e temos o acesso aos castings, mas eu sempre gostei da representação, nem foi por isso.
– Quais são as grandes diferenças entre as duas áreas?
– Ser ator é um papel com muito mais substância. Vamos ser sinceros: eu adorava ser modelo, porque me permitia viajar, ganhar dinheiro, conhecer pessoas e sítios que de outra forma não tinha possibilidade, mas no fundo é um trabalho relativamente fácil. Ser ator dá-me muito gozo, embora crie mais inseguranças. Mas no fim do dia são essas inseguranças que me fazem subir mais uns degraus.
– Que inseguranças?
– Estar sempre preocupado com a voz, com a expressão. Sou muito autocrítico, vejo e revejo as minhas cenas e às vezes sou obsessivo. É uma profissão que me dá mais trabalho, mas eu gosto.
– Portanto, a representação é um plano a longo prazo?
– É “o” plano. Enquanto puder continuar a fazer moda, irei fazê-lo, até porque os atores por vezes têm muitos espaços mortos, de vários meses sem trabalhar.
– E esses planos passam pelo cinema?
– Gostava de fazer cinema, claro, cá e lá fora. Acho que tenho de dar alguns passos, mas gostava de fazer representação lá fora.
– E não é difícil sacrificar a família e os amigos?
A minha família está habituada a isso, pois sou manequim desde os 18 anos. Não estou casado, não tenho filhos nem animais, por isso não tenho essas “prisões”. Estou preparado para esse tipo de vida.
– Atualmente está solteiro, mas, quando tem alguém, como é que concilia uma carreira como uma relação?
– Tem de se ter uma pessoa segura ao lado. Eu percebo que não deve ser fácil namorar com um modelo ou com um ator. Só uma pessoa com muita segurança é que encara isso com naturalidade.
– Gosta de estar sozinho?
– Gosto. Quero ter alguém um dia e, quando encontrar esse alguém, espero que seja para o resto da vida. Não me revejo em relações superficiais só porque preciso de companhia ou por conforto, estou confortável sozinho.
– Talvez pela força do hábito...
– Vivo sozinho desde os 20 anos e nunca vivi com ninguém. Sim, é um hábito, mas eu espero um dia encontrar alguém que me dê a volta e me faça querer viver de outra maneira.
– O que é que se aprende sozinho?
– Aprendes a conhecer-te, a gostar da tua companhia.
– E não há pressão para se casar?
– Não, os meus amigos dizem que eu é que estou bem. [Risos.] Gostava de ter filhos, sei que já não vou ser um pai jovem, mas não sinto pressão, porque me sinto bem como estou.
– Então, ter uma família faz parte dos seus planos...
– Claro, e sei que vou ser um ótimo pai, tenho muito jeito para crianças. Gostava imenso, mas tem que ser com a pessoa certa. No dia em que ela aparecer, cá estarei, não embarco em coisas só porque sim.

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