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Rita Mendes à beira de fazer 40 anos: “Sou insatisfeita por natureza”

A DJ vai fazer 40 anos em outubro e diz que não receia o envelhecimento se mantiver a saúde. Ao lado dos filhos, Matilde e Afonso, sente-se feliz.

CARAS
24 de setembro de 2016, 12:00

A chegar aos 40 anos, Rita Mendes sente-se feliz e bem na sua pele. Com a família que tem – os filhos, Afonso, de cinco anos, e Matilde, de três, e o namorado, o fotógrafo Hugo Caetano, com quem se sente casada –, com a carreira de DJ e com a sua própria imagem, na qual investiu recentemente através de uma mamoplastia.
– É adepta de fazer mudanças na sua vida?
Rita Mendes –
No meu caso é um modo de vida. Eu vivo de mudanças, quer de trabalho, quer pessoais. Às vezes até gostava de ter uma rotina, apesar de achar que não a ia aguentar. Mas o meu objetivo de vida é acalmar.
– E porque não o faz?
– Porque sou insatisfeita por natureza. Quando as coisas não correm bem, salto para outra. Pode ser um defeito ou uma virtude, porque, se por um lado sou uma lutadora, por outro sou impaciente. Apesar de ter acontecido criar uma vida minimamente confortável, todos os dias tenho de lutar por mim e pelos meus filhos, de quem cuido quase sozinha, porque a minha família nuclear não me dá muito apoio.
– Imagino que acorde todos os dias a pensar no futuro dos seus filhos.
– Claro que sim, mas felizmente os meus filhos têm dois pais ótimos. Quer o Hugo, quer o pai do Afonso são pessoas estáveis e o meu karma com eles era mesmo este: ter o Afonso Luz e a Matilde Estrela do meu ventre com estes pais.
– Daí terem nomes tão brilhantes, Luz e Estrela?
– Os pais em ambos os casos escolheram o primeiro nome. Mas por serem tão usuais eu escolhi segundos nomes que brilhassem. Até costumo dizer na brincadeira que, se tivesse um terceiro
filho – coisa que duvido –, iria chamar-lhe Lusco-Fusco. Mas à partida isso não vai acontecer.
– Porque não? Não gostaria de voltar a ser mãe?
– Sou mais coração do que razão, mas de vez em quando a razão vem buscar-me. Se fosse só coração, diria que sim, porque gostava muito de ter uma família grande. Mas nos dias que correm, dois filhos já chegam. Porque eles apoquentam-me a cabeça, apesar de me encherem o coração. São a minha luz e a minha estrela, mas pelo meio há muitos relâmpagos.
– Eles são parecidos consigo?
– Completamente! São muito diferentes um do outro, apesar de estarem a criar uma relação cada vez mais próxima entre eles. O Afonso tem uma personalidade muito parecida com a minha. É um miúdo muito doce, mimado, sensível. É muito atento às minhas conversas, muito filosófico. A Matilde é rebelde e desenras­cada, é mais caprichosa e senhora de si. Dá-me mais luta. É muito princesa. Já gosta de maquilhagem, quer usar soutien e só tem três anos.
– Se calhar isso vem do facto de ter visto que a Rita aumentou o peito. Falou sobre isso com eles?
– Eles vivem desde muito cedo a minha vida profissional e o cuidado que tenho de ter com a minha imagem. Eles viveram muito de perto esta fase em que resolvi fazer dieta – emagreci dez quilos – e que fiz a mamoplastia. Ela é vaidosa porque eu também sou. E explico-lhes tudo. Expli­quei-lhes por que fiz dois meses de dieta e por que mudei a nossa alimentação, e expliquei-lhes
por que aumentei o peito.
– Porque é que resolveu cuidar da sua imagem de forma tão vincada nesta altura da sua vida?
– Não foi uma coisa consciente, mas acho que é mesmo por os 40 anos estarem a chegar.
– Teme envelhecer?
– Eu estou mesmo a gostar de fazer esta idade, mas decidi que queria chegar aos 40 anos bem por dentro e por fora. Porque me sinto uma miúda, mas o meu metabolismo já não é o dos meus 20 anos. Foi um esforço, mas com ajuda profissional, consegui. Quanto à intervenção cirúrgica, eu sempre disse que não faria nada até chegar aos 40. Senti que com o avançar da idade, e por ter amamentado, fiquei sem o peito bonito que tinha aos 30 anos.
– Consegue fazer um balanço daquilo que era aos 30 e daquilo que é, ou tem, hoje?
– Escrevi isso num caderno no outro dia. Identifiquei muitas diferenças. Há dez anos, tinha o cabelo loiro, encaracolado, hoje estou ruiva, de cabelo esticado; há dez anos queria ser reconhecida como artista, hoje quero ser reconhecida como empresária; há dez anos achava que não podia ter filhos, hoje tenho duas crianças lindas; há dez anos era vegetariana, e hoje como tudo, mas faço dieta.
– A vida é surpreendente?
– Muito. Em dez anos aconteceram muitas coisas.
– Foi mais fácil começar a dieta, ou decidir fazer a cirurgia?
– Uma cirurgia exige coragem, mas sais do bloco com uma mudança visível. A dieta exige esforço e força de vontade, empenho, sacrifício. Como estas dietas são acompanhadas, as regras são mais fáceis de cumprir. Custou-me mais fazer a dieta do que a cirurgia, porque um dia acordei e disse que ia tratar do meu peito.
– Como é que o seu marido reagiu?
– O Hugo sempre disse que gostava de mim como estava, mas agora ainda gosta mais. [risos] É normal. Sinto-me bem aos 40, sinto que estou a envelhecer bem. Estou mais madura, confiante e certa do que quero.

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