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Raquel Rocheta: “Hoje dou mais valor aos pequenos prazeres da vida”

A relações-públicas tem passado os verões no Algarve, sua terra natal, a trabalhar. Depois de alguns anos atribulados, Raquel garante que encontrou finalmente a serenidade que lhe faltava.

Andreia Cardinali
24 de setembro de 2016, 14:00

Cada vez mais serena e segura de si, Raquel Rocheta evidencia nas palavras a maturidade que lhe trouxe o caminho que já percorreu. Apesar de se sentir realizada profissionalmente, a relações-públicas e responsável de comunicação não descarta a hipótese de abraçar um sonho antigo: a representação. De parte, para já, está o amor, até porque hoje acredita que quanto mais se procura, menos se encontra. A única certeza que tem é o amor incondicional pela filha Mariana, de 14 anos, fruto do seu casamento com Carlos Cruz. Um dos temas desta conversa na Ilha Deserta, no Algarve.
– Estar no Algarve, mesmo que apenas por um fim de semana, é como regressar a casa...
Raquel Rocheta –
O Algarve será sempre a minha casa, é aqui que pertenço, que tenho a minha família, a liberdade, a paz, que revivo diariamente bons momentos passados, que encontro as pessoas que me acompanharam durante a minha infância, que passo em ruas por onde andava de bicicleta quando encontrava os meus amigos, enfim... Tenho recordações muito boas e cada vez que cá venho, levo algumas comigo. Vir aqui uma vez por mês durante o ano e passar cá um mês e meio durante o verão é uma lufada de ar fresco e o carregar de baterias para continuar a caminhada.
– À semelhança do ano passado, o verão tem sido passado aqui, a trabalhar. Lida bem com isso?
Claro, assim tenho justificação para cá estar mais tempo. Consigo conciliar trabalho e prazer, família, praia e diversão. Todos procuramos tirar o máximo partido de cada momento e é o que faço neste mês e meio.
– A Mariana já está na adolescência. Acha graça ao facto de a mãe trabalhar à noite no verão?
No início não, depois percebeu que as amigas achavam o máximo a mãe estar na discoteca que elas adorariam visitar. Hoje em dia, pede-me para vir ao Bliss com uma amiga. Está na fase das descobertas, da necessidade de liberdade, mas ao mesmo tempo frustrada por perceber que o sítio onde quer ir com as amigas é exatamente onde a mãe vai estar a controlar... Mas só permitirei que vá aos 16 anos, há regras e são para se cumprir, tem to­da a vida para usufruir deste tipo de espaços. Acompanha-me quando lá vou durante o dia.
– Os dias são dedicados a ela...
São dedicados à minha filha, aos meus pais e aos meus amigos. Nesta idade, a Mariana já não quer a minha presença o tempo todo, os colegas de escola também cá estão e ela pedir-me-á inúmeras vezes, tal como no ano passado, para ir à praia com elas, ou ao shopping, ou à marina. Confio nela e permito que tenha o seu espaço. Sempre a protegi demais, neste momento tenho de a deixar voar devagarinho. A confiança é essencial e sem liberdade não conhece as suas capacidades.
– Desde que se separou do Carlos que vive exclusivamente para a Mariana...
Sim, e também para o meu trabalho. A Mariana é uma menina responsável e já tem 14 anos, como tal, já tenho tempo para pensar em mim. Dedico-me ao alojamento local com uma parceira – “Portugalike­home” é a nossa marca –, exploramos imóveis para arrendamento temporário em todo o país, além disso organizo e promovo eventos em várias zonas e em várias áreas de atividade.
– Não tem vontade de refazer a sua vida amorosa?
Não forço nada, acredito que acontece quando tiver que ser. O que se procura nunca se alcança. Acredito no destino. Depois, também não sou uma pessoa fácil e fasquias muito elevadas são sempre difíceis de ultrapassar.
– Diz-se que aos 40 as mulheres se tornam diferentes. Mais serenas e confiantes. Alguma coisa mudou nesta década?
É verdade, sinto-me mais confiante, tranquila e espiritual. Cada vez dou mais valor aos amigos, aos pequenos prazeres da vida, aos silêncios e ao mesmo tempo, para contrabalançar toda esta paz, procuro experiências diferentes, enriquecedoras e que me levem ao limite. No ano passado foram os loopings em avioneta, o rappel sobre o Guadiana, o salto de paraquedas e este ano a carta de patrão local, pelo prazer de aprender e de contrariar os que me diziam ser dificílimo alcançar.
– E como mantém a boa forma física? É uma preocupação?
É realmente uma preocupação. Faço a dieta do Dr. Pedro Choy e tratamentos de Plasma e Vitaminas da Clínica Milénio. Exercício, tento fazer o máximo, mas reconheço que sou indisciplinada. Aqui no Algarve pratico pilates e ioga sempre que posso.
– Vê-se que se sente confortável na sua pele... É uma consequência da maturidade?
Sem dúvida. A confiança e a autoestima que sinto, fruto de todas as boas e más experiências de vida, são fundamentais para viver bem na minha pele e não me preocupar com a mesquinhez e a inveja alheias. Já não perco tempo a julgar e criticar os outros, peço apenas que façam o mesmo em relação a mim. Sejamos felizes e livres.
– E a nível profissional, há algum sonho por realizar?
Sim, desde os 18 anos, quando entrei para a Central Models, que me interesso pela representação, além de ser modelo e de trabalhar em publicidade. Realizei vários cursos na área com a atriz brasileira Thaís de Campos e workshops em representação. Infelizmente, quando me sentia preparada para os primeiros castings, a minha vida tornou-se muito complicada e tive de deixar esse sonho para segundo plano. Agora que estou novamente mais calma e com uma vida mais equilibrada, sinto que tenho capacidades para o fazer. Quem sabe...

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