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Ricardo Pereira anfitrião em Lisboa da atriz brasileira Irene Ravache

Dias antes de estrearem a peça “Meu Deus”, na qual contracenam, os dois atores passearam pelas ruas de Alfama.

André Barata
18 de setembro de 2016, 14:00

Com o elevado fluxo de trabalho que se vai proporcionando no Brasil, são cada vez mais raras e curtas as visitas de Ricardo Pereira a Portugal. Desta vez, trouxe consigo Irene Ravache, a atriz brasileira com quem vai partilhar o palco do Teatro Tivoli na peça Meu Deus: ele é Deus, ela a psicóloga a quem este pede ajuda. A preparação da peça começou do outro lado do Atlântico e agora, recém-chegados, grande parte do tempo está a ser aproveitado para promover a peça, mas também para estarem com a família e os amigos. “Como tenho amigos aqui”, conta Irene, “os primeiros dias são passados com eles. A primeira coisa que faço quando chego é subir ao topo de um edifício e ver Lisboa lá do alto, porque tem uma vista deslum­brante, é uma cidade linda! Nunca tinha vindo no verão, portanto, é tudo novo”.
Para Ricardo, a experiência dos regressos não é substancialmente diferente da da atriz, já que tem passado muito tempo fora. “Ainda não consegui matar todas as saudades, só dos familiares mais próximos. Com os amigos estive muito pouco. A par da peça, estou também a fazer um filme, Mulheres, de Leonel Vieira. Acho que qualquer ator, artista, até que a peça estreie, vive um momento de preocupação, de querer ver o barco na água. Depois, conseguimos respirar e desfrutar melhor. Até vou conseguir ir levar os meus filhos à escola!” Por seu lado, Irene conta que esta visita lhe tem permitido “respirar”, fazer o que não consegue na cidade onde vive, São Paulo, mesmo estando cá em trabalho. “Fui até Cascais e andei muito por lá, é uma cidade encantadora, era mesmo o que eu queria! Poder caminhar pelas ruas, ver as casinhas brancas, andar com uma roupa leve, de cara lavada. Aqui, faço o que não consigo fazer em São Paulo, que é uma cidade que nos consome. Em Lisboa existe outro ritmo.” O bónus foi ter trazido a companhia do marido, Edison Paes de Melo, assessor: “Das outras vezes não foi possível fazer a viagem com ele. Ele vinha, mas ficava três, quatro dias. Desta vez organizou tudo para poder ficar mais tempo. Isso faz uma diferença enorme para mim! Mas custa sempre estar longe, sentimos saudades de quem lá fica, principalmente dos netos.
Embora nunca tenham contracenado antes, Ricardo e Irene já se conheciam e durante este passeio por Lisboa pudemos testemunhar a relação de amizade e cumplicidade que entretanto se estabeleceu entre eles. “A Irene tem um sentido de família muito parecido com o meu. Tenciono fazê-la sentir-se em casa, embora ela já conheça o nosso país. Há um sentido de acolhimento, não só porque amo o meu país, a minha cidade, mas também porque, sendo a Irene parecida comigo, tenho vontade de acolhê-la como muitos colegas e amigos fizeram comigo quando estava no Brasil. Este lado familiar é importante e permite que o trabalho seja feito com uma entrega muito honesta.

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