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Débora Monteiro: “Já tenho 33 anos e sei que está mais do que na altura de ser mãe”

Feliz ao lado de Miguel Mouzinho, com quem namora há quase cinco anos, a atriz gostaria de ter dois filhos.

Sandra Cáceres Monteiro
17 de setembro de 2016, 14:00

A vida de Débora Monteiro não tem sido sempre um mar de rosas. Quando, aos 19 anos, deixou a casa de família, em Vila Nova de Gaia, para vir para Lisboa atrás do sonho de ser atriz, sofreu na pele as dificuldades de alguém que de repente é obrigado a sobreviver sozinho numa cidade grande e com pouco dinheiro. Débora já assumiu que, na altura, chegou a passar fome e que se viu obrigada a trabalhar como empregada doméstica. Um trabalho que, se necessário, voltaria a fazer sem qualquer problema. “Não podemos ficar à espera que o dinheiro nos caia do céu”, defende, convicta. Mas, apesar das adversidades, mostrou a garra de que são feitas as mulheres do Norte e tem vindo a conquistar o seu lugar ao sol no mundo da representação.
Num dia de verão – em que nos revelou o seu lado mais sensual durante uma produção fotográfica na Praia do Abano, no Guincho –, a atriz mostrou estar de bem com a vida e muito feliz ao lado de Miguel Mouzinho, seu namorado há quase cinco anos.
– A sensualidade é um atributo inato ou é algo que tem de ser trabalhado?
Débora Monteiro – Acho que pode ser as duas coisas. No meu caso, é algo que tenho vindo a trabalhar. As pessoas olham para mim como uma mulher sensual, mas não me sinto como tal. Sempre fui muito maria-rapaz! Detesto decotes, não gosto nada de dar nas vistas e sou muito prática. Vi-me obrigada a explorar a minha sensualidade pela profissão que tenho, mas no dia a dia não sou nada assim.
– Que tipo de cuidados é que tem consigo?
– Gosto muito de ir ao ginásio. Além de trabalhar o físico, faz-me também muito bem à cabeça. E tenho alguns cuidados com a alimentação: evito gorduras, doces, fritos... Mas, como sou um bom garfo, tenho um dia por semana em que me permito comer de tudo.
– É importante olhar-se ao espelho e gostar da imagem que vê refletida?
– Sim, claro, é bastante importante.
– E gosta sempre do que vê?
– Nem sempre! [Risos.] Nós, mulheres, nunca estamos satisfeitas, há sempre qualquer coisa de que gostamos menos. Há alturas em que me sinto mais gorda, em que estou com mais celulite... Mas acho que também depende muito do estado de espírito do dia.
– Normalmente é uma mulher segura?
– Não. Mas a insegurança é uma característica de quase todos os atores... Temos a obrigação de mostrar que estamos sempre felizes e que tudo à nossa volta é maravilhoso, mas nem sempre é assim. Quero dar sempre o meu melhor, mas, às vezes, coloco a mim própria expectativas demasiado altas e desiludo-me.
– Qual é a sua maior fragilidade?
– Há uma coisa que me aborrece imenso, que é o ser-me exigido que esteja sempre perfeita.
– Tem uma citação no seu Instagram que diz: ‘Cuidado com o ego: o pavão de hoje pode ser o espanador de amanhã.’ É um recado para alguém ou um lembrete para si própria?
– Serve para quem enfiar a carapuça! [Risos.] A verdade é que vivo num mundo de egos insuflados, em que algumas pessoas me cumprimentam num dia e me ignoram no dia a seguir. E eu não consigo lidar com isso. Sou sempre igual a mim própria e já percebi que acabo por sofrer.
– Como é que lida com a exposição pública?
– Sei que faz parte da minha profissão, mas não me agrada mesmo nada. Sou sempre simpática com as pessoas que me abordam e não tenho qualquer razão de queixa do público, os eventos e a perseguição dos media é que me incomodam mais.
– Parece que não corre o risco de se deslumbrar...
– Nada! Tenho os pés muito bem assentes na terra. Além disso, tenho uma mãe que, se for preciso, me puxa as orelhas e me empurra para o caminho certo. [Risos.]
– É importante ter esse apoio da família?
– Para mim, a família é a base de tudo. Se não estiver bem por qualquer motivo, é para os braços deles que corro.
– Quando veio para Lisboa atrás do sonho de ser atriz passou por muitas dificuldades: já assumiu que chegou a passar fome e que se viu obrigada a trabalhar em limpezas. Essas adversidades foram determinantes para forjar a mulher que é hoje?
– Sim, sem dúvida! Aprendi da pior forma possível que ser ator não é tão simples quanto isso. E que tão depressa estamos a trabalhar como podemos não ter trabalho... As dificuldades fizeram-me crescer mais depressa.
– Voltava a trabalhar como empregada doméstica se fosse necessário?
– Claro, não teria qualquer problema. Não podemos ficar à espera que o dinheiro nos caia do céu.
– Depois das dificuldades económicas por que passou, como é que é hoje em dia a sua relação com o dinheiro?
– Sou muito, muito poupada. Faço uma gestão muito rigorosa do meu dinheiro.
– O Miguel, além de ser seu namorado, é também o seu melhor amigo?
– Existe, de facto, uma enorme cumplicidade entre nós. Rimo-nos muito um com o outro.
– É ainda este ano que vai concretizar o sonho de ser mãe?
– Este ano já não deve ser. [Risos.] Agora a sério, já tenho 33 anos e sei que está mais do que na altura de ser mãe, mas tenho vindo a adiar a maternidade por questões profissio­nais. Ainda não chegou o momento certo.
– Que tipo de mãe se imagina ser?
– Acho que vou ser uma mãe muito protetora e exigente. Uma chata! Mas, por outro lado, também quero dar a liberdade devida aos meus filhos... E gostava de ter pelo menos dois. [Risos.]

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