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Pedro Sousa: “Não me considero um menino bonito”

Estreou-se como ator na série “Morangos com Açúcar” e atualmente podemos vê-lo na novela da SIC “Rainha das Flores”, mas Pedro diz que também gostaria de fazer teatro.

CARAS
11 de setembro de 2016, 14:00

Durante anos, era nas ondas que Pedro Sousa encontrava diariamente a tranquilidade. Chegou, na verdade, a ser campeão nacional de surf na categoria de sub-18, mas a vontade de agarrar novos desafios levou-o à representação. Hoje, aos 31 anos, sente que é este o seu caminho, mas, da mesma forma que não dá nada por garantido, também não se fecha na ideia de um só caminho. Ao seu lado tem Oceana Basílio, de 37, com quem vive uma relação feliz há cerca de dois anos, embora prefira não se alongar sobre isso.
– Quem é que decidiu que o ‘surf’ não era o caminho a seguir: foi o Pedro ou foi a vida?
Pedro Sousa – Acho que fui eu e foi a vida. Comecei a perceber que já não me sentia motivado, e sem motivação não ia lutar por um caminho que não sei se teria dado ou não. Acho que precisava um bocadinho mais do que aquilo que o surf me estava a dar naquela altura. Por isso foi perfeitamente pacífico.
– É aí que surge a representação na sua vida. Foi uma paixão tardia, mas vincada?
– Sim, completamente. O Frederico Barata é meu amigo e na altura ele estava a fazer teatro, fui vê-lo e fiquei espantado com aquilo. Fiquei curioso por saber quanto se trabalhava para chegar ao espetáculo em si. Foi isso que me começou a fascinar e a despertar interesse. E foi aí que comecei a explorar esta vertente.
– E sente-se feliz com as oportunidades que tem tido?
– Tenho tido a oportunidade de fazer coisas diferentes em televisão e tenho tido sorte, porque tenho trabalhado com consistência, coisa que não é fácil, é difícil ter trabalho continuamente. Portanto, sinto-me muito feliz.
– Na Rainha das Flores interpreta um mulherengo. O Pedro tem alguma coisa do Hugo?
– Não! O Hugo é um engatatão e anda sempre atrás das miúdas... Eu não tenho esse perfil, não me identifico nada com o gingão. E também penso um bocadinho nas consequências daquilo que faço.
– Entrega-se totalmente quando está numa relação? Dá tudo de si?
– Acho que sim. Seja em que tipo de relação for, só faz sentido estar com entrega total.
– Embora tenha dito que não é mulherengo, já ganhou o epíteto de “menino bonito” da televisão. Identifica-se com essa imagem?
– Não, não me considero um menino bonito. Acho que sou uma pessoa como qualquer outra. Aliás, não sinto essa atenção do lado feminino. Não sou abordado constantemente na rua, passo bem despercebido. E não me identifico com uma pessoa que se considere bonita. Claro que uma pessoa bonita é diferente de ser uma bonita pessoa. Falando apenas do lado superficial da coisa, não me identifico nada com isso.
– Mesmo não sendo uma pessoa dada a planos, como é que perspetiva o seu futuro?
– Não faço a mínima ideia. Tenho muitas incertezas ou, se calhar, não tenho muitas certezas, é mais isso. É bom ter um caminho certo, planos, porque assim temos todos os dias uma razão para lutar, mas se esse objetivo é assim tão concreto e se esse caminho já está tão definido podemos perder outras coisas, como perdi quando fazia surf. Quando competia, estava tão focado que me passaram ao lado outras coisas, hoje já tenho um campo de visão mais alargado. Não sei se é por causa disso que não tenho metas definidas, mas gosto de ir andando, agarrando a vida e as oportunidades que surgem.
– Então a representação também não é um caminho fechado?
– Não. Mesmo que se queira seguir só isto, há de sempre ser um caminho aberto, porque a representação é a vida. Nós brincamos com a vida, que é das coisas mais incertas que existem. Pode haver objetivos dentro da representação, como o querer fazer teatro, mas não estou fechado nisto. Quero ser ator e vou ser ator para o resto da vida. É isto que sinto neste momento, mas não excluo outros caminhos que possam surgir. Sei que neste momento é isto que quero fazer e quero crescer e aprender. Não faço ideia do que o amanhã me reserva, mas também não me preocupo muito.
– Gostava de apostar numa carreira internacional?
– Gostava. Acho que o nosso país é lindo e tem muitas coisas boas, mas não podemos ficar-nos só pelo que o país tem para nos dar. Se queremos ser reconhecidos no que fazemos, não deve haver fronteiras, e por isso gostava muito de ir para fora. Até porque gosto de viajar e assim juntava o útil ao agradável. Quando estamos fora, vivemos tudo com mais intensidade e com as emoções à flor da pele. E faz bem viajar, sair da nossa zona de conforto. Aprende-se sempre muito. Como é que me vou conhecer realmente se nunca sair da área que controlo?
– E a Oceana faz parte desses planos?
– [Dá uma gargalhada] Ai, não me apetece falar dessa parte da minha vida!
– Porquê? Por terem visto a vossa relação tão escrutinada, há uns meses, com as notícias de separação?
– A Oceana trabalha há mais tempo do que eu neste meio e já está mais habituada a lidar com a imprensa e com a atenção do que eu. A maneira que me parece mais saudável para lidar com isso é fechar essa parte da minha vida. É mantê-la, de facto, privada. Na verdade, não leio o que sai nas revistas, as pessoas é que me dizem. E essa fase não foi boa porque ia sabendo por pessoas minhas amigas coisas que não eram verdade e que deixavam essas próprias­ pessoas na dúvida até falarem comigo. E isso chateou-me um bocado. Portanto, vou reservar essa parte da minha vida o máximo possível.
– Todas as relações têm altos e baixos. Torna-se mais difícil ultrapassar esses baixos quando se está sob os olhares públicos?
– Acho que não é por aí. As pessoas envolvidas numa relação têm que estar resolvidas uma com a outra e para isso o que está cá fora pouco importa, na verdade. E quando falo das pessoas, falo do casal, dos amigos, das famílias, enfim, das pessoas próximas do casal. Que saibam a verdade. O resto... o resto é irrelevante.
– E isso quer dizer que está feliz? Que estão felizes?
– Estou muito feliz, estou numa fase boa, tanto a nível pessoal como profissional.
– Existe espaço na sua vida para o casamento?
– Já pensei sobre isso, e não excluo o casamento, mas não é um projeto. Há de acontecer, ou talvez aconteça, mas não posso dar uma resposta definitiva em relação a isso. Nada é certo.

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