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Diogo e Carla Sousa-Martins abrem as portas da sua casa, no Estoril

Carla e Diogo são pais de Diogo, de sete anos, e de Carlota, de quatro. O gestor e professor universitário revelou à CARAS o segredo do seu sucesso, tanto profissional como pessoal.

Marta Mesquita
11 de setembro de 2016, 10:00

Foi com uma boa dose de ousadia e outro tanto de fé nas suas capacidades que Diogo Sousa-Martins, de 39 anos, se tornou um investigador e gestor reconhecido internacionalmente. Licenciado em Ciências Farmacêuticas, cedo percebeu que queria seguir um caminho multidisciplinar, acrescentando ao seu currículo habilitações nas áreas da gestão e do marketing.
Em plena fase de crescimento profissional, e quando se preparava para ir trabalhar para o Brasil, Diogo pôs à prova o seu espírito aventureiro e pediu em casamento a namorada, Carla, que conhecera em Harvard, onde ambos faziam pós-graduações. Estavam juntos há apenas três meses, mas o risco parece ter compensado, e, nove anos depois desse casamento-relâmpago, sem anel de noivado, festa ou viagem de núpcias, os dois gestores voltaram a dizer ‘sim’, mas desta vez na igreja, com direito a copo-d’água e lua-de-mel.
Homem de desafios, é com o apoio incondicional da mulher e disciplina na organização da sua agenda que consegue ser, simultaneamente, um pai presente para Diogo, de sete anos, e Carlota, de quatro, e um profissional dedicado, estando hoje a liderar um novo projeto empresarial de grande envergadura na indústria farmacêutica.
Mostrando o seu lado mais privado, o gestor e professor universitário abriu as portas da sua casa, no Estoril, e partilhou com a CARAS como o sucesso pode ser transversal a todas as áreas.
– Como é que alguém licenciado em Ciências Farmacêuticas acaba por ser um gestor reconhecido a nível internacional?
Diogo Sousa-Martins
Resultou tudo de uma sequência de eventos e de felizes coincidências e de muito trabalho. Sem trabalho não se consegue nada. Comecei a trabalhar na indústria farmacêutica quando ainda estava na faculdade. Sempre estudei e trabalhei ao mesmo tempo. Depois percebi, já na sequência da minha atividade profissional, que deveria ter formação noutras áreas. Assim, apostei nas áreas de gestão e divorciei-me um bocadinho da área técnica.
– E na área dos negócios, o que procura são os números e os resultados ou há também alguma motivação mais humanista?
– A minha grande motivação para tirar Ciências Farmacêuticas foi perceber que poderia fazer algo de muito concreto pela saúde das pessoas. Em todas as decisões que tomo há sempre um lado muito humano. Tento aliar o negócio ao interesse das pessoas.
– Tem um currículo profissional e académico de excelência. Qual é o segredo deste sucesso?
– O segredo é ter uma ótima estabilidade familiar. Sempre tive o apoio da minha mulher, e, honestamente, é tudo uma questão de trabalho, disciplina, rigor e resiliência. Não basta ter um objetivo, temos de trabalhar para o atingir. A minha empresa é o meu foco, porque só assim consigo tocar mais vidas e chegar às pessoas. É esse o valor agregado do meu trabalho. Sou muito exigente e procuro sempre fazer coisas novas. Alio a exigência à inovação. O que mais me apaixona é traduzir uma ideia num bom negócio.
– O sucesso pode não durar para sempre. Como encara o facto de poder vir a falhar?
– Já falhei inúmeras vezes. Não existe ninguém que seja bom sempre, isso é mesmo uma falácia. Falhei muitas vezes e vou falhar no futuro. O que talvez me distinga das outras pessoas é que não tenho medo de falhar. Encaro o falhanço como uma parte normal da vida, mas tento nunca repetir o mesmo erro, aprendendo com ele.
– É fácil desligar do trabalho quando chega a casa?
– É muito difícil, diria mesmo que é impossível. Hoje em dia, com tanta tecnologia e com a globalização dos negócios, não há horários ou feriados. Mesmo quando estou de férias não desligo. Pelo menos uma ou duas vezes por dia tenho de me ligar para ver como estão as coisas. A gestão entre a minha vida profissional e pessoal tem sido fácil, porque, graças a Deus, tenho uma grande parceira. E tenho conseguido participar nos momentos chave da vida dos meus filhos. Com a compreensão da minha família e a minha flexibilidade, temos conseguido coordenar tudo.
– Mas isso é um peso para si? Ou vive bem com essa dedicação total ao trabalho?
– Vivo muito bem com isso e é mesmo um valor assumido. Não consigo desligar do trabalho, mas também não quero fazê-lo. E mesmo assim consigo relaxar. É assim que me sinto bem.
– E tem tempo para desfrutar desta casa, por exemplo?
– Sim, até porque está perto da praia e de um campo de golfe, que são duas coisas que adoro. Estivemos um ano e tal à procura de casa, até encontrarmos esta, que foi totalmente reconstruída.
– E esta casa foi ‘inaugurada’ com uma festa muito especial...
– Sim, com o copo-d’água que se seguiu ao nosso casamento religioso. Há dez anos, a minha mulher e eu casámo-nos pelo civil e não houve tempo para anel de noivado, alianças ou festa. Desta vez quisemos fazer uma grande festa, até porque foi muito importante para nós casarmo-nos pela igreja. Foi a melhor maneira de inaugurarmos esta casa.

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