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Vanessa Oliveira: “Custa muito olhar para o espelho e ver que não tens o mesmo corpo”

A apresentadora, de 35 anos, fala da luta que travou para voltar ao peso ideal.

Cláudia Alegria
10 de setembro de 2016, 10:00

O corpo é o seu instrumento de trabalho desde os 17 anos, quando se estreou no mundo da moda. Sempre foi magra e nunca precisou de fazer dietas ou de passar horas no ginásio para conseguir manter a silhueta ideal. Um cenário que qualquer mulher invejaria, mas que se alterou depois de ter sido mãe de André, há três anos e meio, nascido da sua relação com João Fernandes, profissio­nalmente conhecido por DJ Kamala. As suas formas mudaram e, apesar de todos os esforços, a balança teimava em não baixar. Vanessa Oliveira acabou por procurar ajuda e, através de uma reeducação alimentar, conseguiu, finalmente, alcançar o seu peso ideal. Dias antes de estrear Praias Olímpicas, o programa com o qual percorre algumas praias de Portugal com Francisco Menezes, António Raminhos e Jani Gabriel, a apresentadora, de 35 anos, marcou encontro com a CARAS na praia da Comporta.
– Este ano passa o verão na praia…
Vanessa Oliveira – É verdade, mais vestida do que é normal, mas algo me diz que hei de ir parar à água algumas vezes! [Risos.] Vai ser muito engraçado, porque vamos buscar o conceito dos Jogos sem Fronteiras, mas inspirados nas várias modalidades dos Jogos Olímpicos.
– Quando o verão se aproxima, as mulheres têm sempre uma preocupação extra com o corpo, tentando perceber se conseguem usar biquíni. Acontece isso consigo também?
– A chamada ‘operação biquíni’! Tento ter essa preocupação durante o ano inteiro, mas, ainda que de forma inconsciente, em março começo a ir ao ginásio. Na realidade, sou obrigada a ir, e, como me custa, vou logo de manhã, para não pensar mais no assunto o resto do dia, porque odeio fazer ginásio. Já o João, morre se não for! Se o pai dele fizer anos, ele chega atrasado ao jantar porque vai ao ginásio antes, nada o demove. Eu vou porque sou obrigada. E gasto dinheiro para ter uma personal trainer porque, se não o fizer, não ponho lá os pés. Faço-o não só pela ‘operação biquíni’, mas porque sei que me vai fazer bem daqui a dez ou 20 anos. É um misto de sentimentos, porque odeio, mas depois saio de lá a sentir-me bem. Um destes dias estava em Santo André e não resisti a comer uma cachupa maravilhosa, que adoro. No dia a seguir achei que ia morrer no ginásio.
– Porque disse à PT que tinha comido a cachupa?
– Pois... Tenho medo que ela descubra, portanto, é melhor dizer-lhe. [Risos.] Quem diz a verdade não merece castigo, mas eu mereci! Saí de lá “feita num oito” e no dia a seguir não me mexia com dores.
– Só fazer ginásio por vezes não basta...
– Pois não. Eu acabei por pedir ajuda ao Dr. Tallon. Não tomo compridos, mas costumo dizer que ele é o meu psicólogo. Vou às consultas de dois em dois meses, que é quando começamos a vacilar e a esquecer regras. Ele diz sempre para não abusar, mas que se me apetecer comer uma coisa especial o faça, porque é pior ficar ansiosa e acabar por me vingar e comer qualquer coisa. Não posso é fazer isso todos os dias. Quando nasceu o André, engordei 22 quilos, e depois, para os perder, foi muito difícil. Portanto, é preferível não fazer muitas asneiras, porque, se engordar muito, vai custar mais a recuperar.
– Quanto tempo demorou a recuperar o peso após o nascimento do André?
– Quatro meses, mas fui radical e sofri muito. Quando saí da maternidade, tinha menos 12 quilos, mas perder o resto custou muito, tive mesmo que fechar a boca. Como não dei de mamar muito tempo, pude cortar logo na alimentação e após dois meses já estava no ginásio. Mas custou-me um horror. Espero que numa próxima gravidez não caia no mesmo erro de comer imenso todos os dias.
– O que é que mudou desde que passou a ir às consultas?
– Nunca tinha precisado de fazer uma única dieta ou regime, mas com a gravidez o meu corpo mudou e o metabolismo também. Se antes podia comer o que quisesse que não engordava, agora parece que engordo só com o ar. O André tinha um ano quando fui procurar o Dr. Tallon. Não conseguia perder os últimos quatro ou cinco quilos nem à lei da bala e com ele percebi que temos de ser radicais e, obviamente, fechar a boca. O que não significa deixar de comer, mas sim fazê-lo nas quantidades certas e com alimentos saudáveis. Habituei-me a andar sempre com snacks, fruta ou frutos secos para ir trincando, e a beber muita água. Também percebi que estava a comer a fruta, que tem muita frutose, de forma errada...
Então quantas peças de fruta passou a comer?
– Na verdade, não passei a comer menos, passei foi a fazê-lo até uma certa hora, no limite até ao lanche. O que me custa mesmo é não poder comer hidratos. Só posso comer uma fatia de pão ao pequeno-almoço, porque vou treinar logo de manhã, depois não posso tocar em mais nada, e eu adoro massa e arroz!
E agora já atingiu o peso que pretendia?
– Sim. Acho que o meu corpo mudou, alarguei com a gravidez. Mas já me habituei a este corpo novo, agora é só manter.
– O que a levaria a prevaricar nesta fase?
– A musse de chocolate feita pela minha mãe, pela qual sou doida.
– Diz-se que o segredo é nunca pedir a receita, para não cair na tentação de a fazer…
– Pois, mas eu faço-a. Não sou daquelas pessoas que faz assados espetaculares, mas desde miúda que gosto muito de fazer doces.
– E parece que ultimamente tem sido requisitada para fazer os bolos de aniversário das crianças da família...
– É verdade. Quando estava grávida do André, ofereceram à minha sogra um curso de cakedesign e, como era uma coisa de que gostava, acabei por ir com ela, e divertimo-nos imenso. E tenho feito alguns bolos engraçados. A verdade é que aquilo me descontrai imenso, desligo de tudo o resto.
– Faz os bolos, mas depois não os pode comer...
– Gosto muito de fazer doces, mas depois sou incapaz de os comer, pois fico meio enjoada só de os ver.
– Tornou-se mais confiante desde que emagreceu?
– Sim, sem dúvida. O facto de ver resultados faz com que queira cumprir ainda mais os objetivos. A gravidez muda inevitavelmente o corpo de uma mulher, e no meu caso foi uma mudança drástica. Sempre trabalhei em moda e sei que o corpo é o meu objeto de trabalho. Olhar-me ao espelho e ver que não era a mesma pessoa custou muito. Agora sim, estou muito mais confiante. A dieta custa, mas compensa.

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