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Felizes, Miguel Stanley e Sasha Beznosyuk garantem: “Com amor nada é impossível”

Casados há três anos, o dentista português e a modelo ucraniana acreditam que com amor há sempre um caminho a percorrer. E dizem que nos momentos maus há que esperar pelos bons.

Andreia Cardinali
10 de setembro de 2016, 14:00

Bonitos, simpáticos e visivelmente felizes, quando entraram no Mercado de Cascais, às 8h da manhã de um sábado, Miguel Stanley, de 43 anos, e Sasha Beznosyuk, de 35, foram cumprimentados com familiaridade pelos vendedores. Porque, apesar de viverem em Lisboa, é ali que costumam fazer as suas compras, e já são caras bem conhecidas.
Apaixonados desde o momento em que se conheceram, em Nova Iorque, há quatro anos, o dentista e a modelo ucraniana vivem cada vez mais um para o outro e, apesar de não fazerem grandes planos de futuro, gostariam de em breve ver a família aumentar.
– A vossa história é especial: uma paixão à primeira vista que depressa conduziu ao casamento e que parece estar cada vez mais sólida...
Miguel Stanley – Depois de quase três anos e meio a viver juntos e três anos de casados, sim, a nossa história é especial. Cinco semanas depois do início do namoro pedi-a em casamento. No primeiro ano, casámo-nos três vezes! Somos ambos muito decididos, mas acho que a sorte também jogou a nosso favor, porque podia ter corrido mal. A questão é que nenhum de nós desiste facilmente e acho que essa combinação é perfeita.
– E num casamento é necessário que assim seja...
Como em tudo na vida. Temos um lado profissional muito exigente, em algumas situações somos o centro das atenções, mas depois, a nível pessoal, ambos gostamos muito de privacidade e sossego.
– Como lidam com os momentos baixos da relação?
Sasha
Beznosyuk – Esperamos pelos momentos altos!
Miguel – Eu ia dizer a mesma coisa. [Risos.] A vida ensina-nos a ter calma. Para cada momento baixo há um momento alto... é só saber esperar.
Sasha – Se uma relação tiver sempre dias bons, acaba por estagnar, por isso também é bom ter de vez em quando alguns dias maus, que até trazem alguma adrenalina. [Risos.]
Miguel – Cada discussão que temos torna-nos mais fortes. A Sasha é uma lutadora à séria, tem uma garra incrível... É nos momentos maus que se revela o nosso caráter.
– Essa calma foi a Sasha que lha trouxe?
– Não sei. Eu já tenho 43 anos... É fácil ser boémio aos 23, aos 33, e não o ser aos 43. Mas sem sombra de dúvida que agora estou muito mais tranquilo.
– A Sasha morava em Nova Iorque e, quando conheceu o Miguel, largou tudo para vir para Portugal. Foi uma prova de amor?
Sasha –
Julgo que sim, mas também foi uma escolha. Por vezes devemos dar alguns passos pequenos para conseguirmos resultados maiores. Apaixonei-me e este era o melhor país para nós criarmos raízes. Para mim, a família é o mais importante. Estamos a envelhecer e, apesar de os nossos pais serem a nossa família, também precisamos de criar a nossa própria família.
Miguel – Para mim foi uma grande prova de amor. Mas Portugal tem muito para oferecer e também não podemos dizer que a Sasha tenha vindo morar para o Pólo Norte. [Risos.] O nosso país está cada vez mais multicultural, são muitos os casais estrangeiros que se mudam para cá. Portugal está a mudar. Há três anos, quando a Sasha chegou e vinha aqui às compras, recusava-se a levar sacos de plástico, pois é completamente ecológica, e era olhada de lado. Hoje isso já é normal.
– Como gerem as vossas diferenças culturais no dia a dia?
Sasha –
Já vivi em vários países e acho que a maior diferença entre nós tem a ver com o género, e não com a cultura. Haverá sempre diferenças entre homens e mulheres nas mais pequenas coisas. [Risos.]
Miguel – A verdade é que hoje em dia somos todos cidadãos do mundo e o local onde escolhes viver não define quem tu és.
Sasha – Ainda tenho dificuldade em lidar com jantares tardios... [Risos.]
– Miguel, com a clínica, as palestras e o blogue, como consegue ter tempo para a Sasha?
Sasha –
Passamos muito tempo juntos, mesmo em oca­siões em que o Miguel está a trabalhar.
Miguel – Eu comunico muito com a Sasha. Acordamos bastante cedo, vamos ao ginásio de manhã e temos sempre duas horas em que estamos com o telefone desligado a dar atenção um ao outro. Depois, eu tenho uma equipa muito grande e dedicada, que me ajuda imenso. São escolhas na vida. Prefiro ter mais tempo e menos coisas. Estar com alguém que tem os pés profundamente assentes na terra e valores tão sólidos tornou-me mais desprendido. Coisas são coisas... Amamos pessoas, e não coisas. Bem sei que tenho uma clínica de luxo e que pratico tratamentos considerados como tal, porque, infelizmente, também não tenho subsídios para o fazer de outra forma, mas no meu lado pessoal procuro coisas simples, procuro amor, amigos. Não é desapego, é um plano calculado, feito também para honrarmos os nossos pais, que são pessoas simples.
– Percebe-se facilmente que se complementam...
– Temos muita vontade de provar um ao outro que com amor nada é impossível.
Sasha – No final do dia, o amor também é uma escolha. Estar apaixonado é muito diferente de escolher uma pessoa para amar. Eu acredito que tudo é uma escolha e muitas vezes as pessoas não querem perder tempo a escolher, preferem desistir. Os meus pais podiam ter-se divorciado 50 vezes, mas escolheram estar juntos e já passaram 37 anos. Procuram uma forma, e no final do dia o meu pai só fala da minha mãe.
– Que planos têm a dois?
Miguel –
Obviamente, constituir família, mas, acima de tudo, desfrutar da vida. Juntos.

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