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Daiana Pinto Coelho: “Já tinha desistido quando descobri que ia ser mãe”

Por ter a doença celíaca, a mulher de Manuel Pinto Coelho teve dificuldade em engravidar

Cláudia Alegria
3 de setembro de 2016, 11:43

No final do mês, Daiana e Manuel Pinto Coelho já deverão ter a filha, Lara, nos braços. Na reta final da gravidez, a gestora brasileira diz ter demorado algum tempo a interiorizar a ideia de que ia ser mãe. Por ter a doença celíaca, que pode provocar infertilidade e abortos espontâneos, Daiana teve alguma dificuldade em engravidar e só três meses depois de saber que esperava o primeiro filho é que se deixou render às emoções. “Transbordei de amor e de alegria. Saber que estamos a gerar uma crian­ça, uma vida dentro de nós que é um pedacinho nosso e da pessoa que amamos e admiramos, é uma coisa divina e muito especial”, assegura.
A gestora, de 34 anos, acredita que ter alterado os seus hábitos alimentares e iniciado a prática de exercício físico terão contribuído para esta gravidez bem sucedida. Um estilo de vida que adotou enquanto frequentava os cursos de medicina ortomolecular, naturopatia e acupuntura, que por agora estão em stand by. “Acho que esta gravidez aconteceu no momento certo. Quando soube que estava grávida, assustei-me, porque eu tinha que cuidar do Bernardo [filho de Manuel Pinto Coelho, que sofre de esclerose lateral amio­trófica], que vivia em nossa casa há dois anos. Pensei: como é que consigo cuidar do Bernardo e de um bebé ao mesmo tempo? A verdade é que a gravidez aconteceu mesmo na altura certa, porque, entretanto, o Bernardo e a Joana [Horta e Costa] casaram-se e fizeram questão de ir viver para uma casa só deles. Parece que tudo se encaixou e passou a fazer sentido”, conta Daiana, garantindo não estar preo­cupada com o facto de Manuel voltar a ser pai aos 68 anos, 43 anos depois do nascimento de Bernardo, o mais velho dos seus quatro filhos. “Uma das razões pelas quais tinha algum receio de engravidar era precisamente por achar que iria interferir com o nosso relacionamento. O Manuel é muito pragmático. Teve quatro filhos sem ter participado no crescimento de nenhum deles. Não foi verdadeiramente pai. Não trocou fraldas. Eu pensava: uma criança vai estragar tudo, ele não vai aguentar o choro, as noites sem dormir, nada disto será compatível com a personalidade ou a vida profissional dele. Ele dizia-me sempre que iria ser diferente e a verdade é que tem vivido tudo isto com muito mais intensidade que eu. Está muito ansioso e expectante por ver a Lara. E acredito que, sem querer magoar os outros filhos dele, o Manuel vai agora ser pai pela primeira vez. E será um pai maravilhoso”, confidencia Daiana.

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