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Liliana Santos confessa: “Não me apaixono facilmente”

A atriz fez um balanço dos doze anos de carreira e fala sobre as bases em que assenta a sua vida.

André Barata
28 de agosto de 2016, 10:00

Aos 35 anos, dez a representar, Liliana Santos conquistou o seu lugar como atriz. Atualmente, podemos vê-la na novela da SIC Rainha das Flores, onde interpreta uma personagem que considera um desafio como ainda não tinha encontrado, já que é diferente de si em todos os aspetos. Depois de um passeio de barco pelo Rio Tejo, a atriz fez um balanço não só da carreira e do que conquistou, dentro e fora do pequeno ecrã, mas também sobre aqueles que são os grandes pilares da sua vida.
– Doze anos depois de ter começado, que diferenças nota no ramo da representação?
Liliana Santos – Houve uma altura em que era muito difícil entrar no meio artístico, mas hoje as portas estão mais abertas. Por outro lado, neste momento, o mercado já tem muitas opções e poderá voltar a ser complicado entrar, ou até mesmo permanecer. As oportunidades surgem, eventualmente, e nós temos de saber aproveitá-las.
– Além da televisão e também da moda, há outra área que gostasse de explorar?
– Tudo o que seja muito ligado às artes. Dançar é uma coisa que adoro fazer. As áreas que vou explorando são os meus hobbies, portanto, é tudo muito a nível pessoal e não com intuito de seguir profissionalmente.
– Quando se está no auge, é difícil manter os pés assentes na terra?
– Sempre fui muito controlada. Acho que tem a ver com a minha estrutura pessoal e familiar. Tem a ver com as características da nossa essência. Vou ser sempre a mesma pessoa, tenha mais ou menos trabalho.
– Há muitos medos e an­siedades associados a esta profissão?
– Às vezes as pessoas não vivem o presente e focam-se no futuro, não só neste ramo, mas eu nunca faço isso. Preocupo-me exclusivamente com o presente e empenho-me no que estou a fazer. Até nos momentos mais difíceis, é a solução e é o segredo para se ter uma vida melhor.
– Quais são os grandes pilares da sua vida?
– A minha família. São eles que me apoiam e que estão todos os dias do meu lado. É com eles que abordo as minhas dúvidas e partilho as minhas alegrias. São uma força na minha vida.
– Influenciam a maneira como lida com o dia-a-dia?
– A grande base é, sem dúvida, a família, mas a essência da pessoa marca a diferença. Foram muito importantes, fizeram um excelente trabalho e eu tenho tentado continuá-lo, preocu­pando-me em ser melhor a cada dia.
– Já tinha revelado que, como vem de uma família tradicional, casar-se e ser mãe é algo que gostaria de concretizar. Que tipo de mãe gostaria de ser?
– Quero ser igual à minha [risos]. Ela é uma pessoa muito forte e inspiradora. Tem muita garra e determinação. É aquela pessoa que dá segurança, com quem sabemos que, aconteça o que acontecer, haverá sempre uma solução. É esse tipo de mãe que vou querer ser.
– Há dez anos, era assim que imaginava a sua vida?
– Estou muito contente com tudo o que foi acontecendo. Fiz muitas conquistas, aconteceram coisas boas e outras nem tanto, mas até mesmo essas foram importantes para o que sou hoje. Fazendo um balanço, se calhar queria ter coisas que não tenho, mas também tenho outras que não procurei e que se proporcio­naram, felizmente.
– Por esta altura gostaria de já ter construído a sua própria família?
– Nunca fui de criar metas e de não descansar até que as consi­ga atingir. Tento levar as coisas por um determinado caminho e vou vendo o que acontece.
– Para não ter de lidar com a desilusão?
– Acredito que cada coisa acontece a seu tempo. Não vale a pena estarmos ansiosos, porque às vezes até pode ter o efeito inverso. A ambição pode ser tão desmedida, que nos perdemos de nós mesmos. O que faço é estar atenta e focada em mim.
– Que valores precisa de ter uma pessoa para a cativar?
– Aprecio mesmo muito a educação, a sinceridade e a honestidade. Gosto de pessoas divertidas e dinâmicas, como eu. [risos]
– Apaixona-se facilmente?
– Não me apaixono facilmente, vou-me apaixonando, vai acontecendo. Mais facilmente me apaixonaria por alguém que já conheço, com quem lido, do que aquela coisa do amor à primeira vista. Eu vejo isso como em tudo na minha vida: ninguém pode ter sentimentos muito desenvolvidos por alguém que conhece mal, isso vai crescendo com o tempo, com a partilha de momentos e de valores.
– Já sofreu algum desgosto amoroso?
– Já, sim. Mesmo assim, passado tanto tempo, analiso isso de uma forma muito positiva. Esse desgosto só aconteceu por eu ter gostado mesmo muito. Gostar tanto é tão bom! E nem toda a gente passa por isso...
– Já encontrou o dono do seu coração?
– [risos] Ainda não é hoje que falo sobre isso. Como se pode perceber, estou muito feliz.
– Para terminar: se pudesse mudar alguma coisa em si, ou na sua vida, o que seria?
– Gostava de ser mais calma, não tão efusiva. Ser mais calma na resolução de todos os problemas. Há uma frase que diz “eu sou o que sinto e sinto muito” e realmente é o que acontece comigo. Consigo guardar para mim o que sinto, mas sinto mesmo muito. Gostava de ser mais zen. Trabalho para isso com as aulas de ioga e com a meditação, é um caminho a percorrer.

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