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Albano Jerónimo: “Digo com orgulho que faço parte da família SIC”

“Estou com muita vontade de, através do meu trabalho, fazer com que a SIC chegue mais longe. Sei que aquilo que nos está reservado é uma viagem bonita”, referiu o ator, que assume ter “fome desta profissão”.

CARAS
28 de agosto de 2016, 14:00

Albano Jerónimo, de 37 anos, é um dos nomes incontornáveis da sua geração, com provas dadas em televisão, teatro e cinema. Agora chegou o momento de o ator abraçar um novo desafio: fazer parte da família SIC de forma permanente. Albano passou uma manhã descontraída com a CARAS, durante a qual falou desta nova etapa e das razões que o levam a ser muito reservado em relação à sua vida privada. Abriu apenas uma pequena exceção para falar da filha, Francisca, de quatro anos, nascida da relação com a também atriz Cláudia Chéu, de 38 anos.
– Como surgiu o convite para integrar os quadros da SIC?
Albano Jerónimo – Tenho sido sempre freelancer e sou um felizardo por ter propostas de trabalho. Sempre deixei portas abertas no meu percurso, e isso é fantástico... E este namoro concretiza-se agora porque estão reunidas outras condições. Estou diferente, mais velho, e as necessidades são outras. Acho que foram estas razões que me levam a estar aqui hoje a dizer com todo o orgulho que faço parte da família SIC. Nunca tive isto no meu percurso profissional e acho que foi um bom timing.
– O que pesou nessas decisões?
– Muitas coisas, mas o maior peso, para mim, passa pelas pessoas. Vou reencontrar várias pessoas com quem já tive o prazer de trabalhar e agora durante mais tempo e de uma forma mais prolongada.
– O seu caminho tem sido feito com passos firmes e seguros…
– Vão sendo. Há sempre coisas que gostaríamos de ter feito de outra forma, mas faz parte, é a aprendizagem. Se envelhecer tem algum interesse, e tem vários, um deles é ter outra perspetiva e outro tempo sobre as coisas.
– Já fez alguns trabalhos no estrangeiro. Como foram essas experiências?
– Essas experiências são uma continuidade da minha necessidade de comunicar. Desde há coisa de dois anos e meio investi em várias frentes para chegar lá fora, mas estou a encetar esse caminho com muita tranquilidade. Vêm aí coisas boas e irei sempre trabalhar nesse sentido.
– Como pai, não o assusta a ideia de passar grandes temporadas fora?
– Acredito que tenho que me especializar ao máximo naquilo que faço, e o melhor exemplo que posso dar enquanto pai é seguir a minha convicção e ir o mais longe possível.
– Mas as decisões que hoje toma têm naturalmente a Francisca na sua base…
– Claro que sim. Tornares-te pai muda a maneira de veres o mundo. Deixamos de ser o centro da nossa vida, e isso é saudável. Há coisas maiores do que nós. O Ricardo Araújo Pereira disse uma coisa que acho extremamente interessante: nós rimos porque sabemos que vamos morrer. E essa noção do fim dá-nos uma outra perspetiva das coisas. É um pouco como ter um filho. As urgências na tua vida mudam.
– A sua filha compreende o seu trabalho, sabe o que faz?
– Sou muito zeloso do meu lado mais íntimo e não me irei esticar muito sobre estes assuntos, mas sim, ela percebe. É a minha profissão, mais tarde ou mais cedo teria de saber o que o pai faz.
– Sendo filha de dois atores, ela já mostra algum jeito para a representação?
– Vamos ver... ainda é cedo! Aquilo que desejo, como é óbvio, é que ela siga o que a fizer feliz e o que a complete. E que tenha orgulho e respeito por aquilo que é construído pelas pessoas que estão à sua volta.
– É muito discreto e tem pautado a sua carreira por essa discrição. É importante o distanciamento do que é público e do que é privado?
– Sem dúvida! O que é verdadeiramente público é o meu trabalho, e não a minha vida pessoal. A minha vida pessoal não tem interesse nenhum, é uma vida como outra qualquer. E gosto de manter um lado onde ninguém entra, o meu lado mais íntimo. Gosto de me preservar enquanto ator. Respeito imenso aquilo que faço e, nessa perspetiva, gosto de me tornar cativo do meu mundo.

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