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Isabel Figueira responde às acusações de César Peixoto

O futebolista deu uma entrevista onde acusa a ex-mulher de difamação no que toca ao pagamento da pensão de alimentos do filho de ambos, Rodrigo, de oito anos.

CARAS
26 de agosto de 2016, 13:52

“Acreditei, ingenuamente que o meu silêncio não alimentaria discórdias e falsas verdades. Lamentavelmente, verifico o quão estava errado... Sou forçado a contar a minha história, uma história igual à de muitos pais. A verdade é que continuo a ser acusado e difamado, e tudo porque nunca vou aceitar ser um pai que só é chamado para pagar. Eu e o meu filho temos direito a viver uma história feliz, a acordar juntos e a brincar. O meu filho tem direito a ter um pai que o ame, o acarinhe, o eduque, o ensine a viver.” São estas declarações de César Peixoto numa entrevista exclusiva à tvmais desta semana que levam Isabel Figueira a querer esclarecer, negando a acusações feitas pelo ex-companheiro relativamente à educação e ao pagamento da pensão de alimentos do filho de ambos, Rodrigo, de oito anos.
Os advogados da apresentadora e atriz respondem a estas acusações com o seguinte comunicado enviado à revista CARAS:
“Na sequência da notícia publicada na Revista TV Mais e a fim de repor a verdade dos factos que merecem tutela em nome dos direitos e interesses legalmente protegidos que assistem à Sr.a Isabel Figueira, informa-se V.as Ex.as acerca do que já se encontra transitado e da situação actual referente ao regime de responsabilidades parentais do menor filho entre a mesma e o Sr. César Peixoto.

Acrescenta-se que o presente comunicado constitui o direito de resposta que assiste à Sr.a Isabel Figueira em face da notícia que veio a público, consubstanciando a mesma uma expressão da sua autoria, a qual se passa a citar:

TRANSITADO

A) FACTOS PROVADOS PELO TRIBUNAL

1. Conforme consta do Proc.nº 6610/09.3TBCSC que correu seus termos pelo 3º Juízo do Tribunal de Família de Cascais, até essa data o César Peixoto contribuía com uma pensão de alimentos no valor de 250€ mensais, posteriormente foi efectuada uma efectuada uma adenda ao referido acordo onde ficou estabelecido o valor de 500€ mensais:

2. Na falta de acordo, o Tribunal fixou um regime provisório de 750€ mensais, tendo o Ministério Publico e a Organização Tutelar de Menores, se pronunciado no sentido de ser atribuída uma pensão no valor de 1.1150€ mensais: (O César nunca contribuiu com qualquer outra quantia para despesas do menor)

3. Sendo que, no ano de 2009, o menor frequentava o ensino pré escolar com uma messalidade aproximada de 415,00€, sendo que em Setembro de 2012 o menor iniciou a escolaridade obrigatória, oscilando o valor mensal actual do Colégio entre os 700€ e os 800€ mensais.

B) QUANTO AO INCUMPRIMENTO, DECISÃO DE 14 DE Março de 2011

Consta, igualmente no identificado processo, que o César Peixoto, nunca cumpriu no pagamento da pensão de alimentos a que ficou obrigado pelo tribunal, entregando as quantias de diversos valores. Assim:

Valores estes que sempre pagou fora dos prazos estipulados pelo Tribunal, até ao dia 08 de cada mês, nem actualizou o valor:

Ainda de acordo com o processo:

C) POR FIM, DEIXOU DE PAGAR, ENTRANDO EM INCUMPRIMENTO:

Importa sublinhar, não obstante a condenação no pagamento do valor de 5.587,88€, este valor nunca foi liquidado, uma vez que a Isabel prescindiu no mesmo, com o compromisso do César efectuar atempadamente a partir daquela datas, o pagamento da pensão de alimentos ao filho menor.

D) NOVO INCUMPRIMENTO

Actualmente, face a novo incumprimento no pagamento da pensão de alimentos ao filho menor, está em curso, no tribunal de Cascais, o processo nº6610/09.3 TBCAC – C, cuja conferência de pais foi realizada no passado dia 31 de Maio.

Este ultimo incumprimento no pagamento da pensão de alimentos, teve inicio no mês de Dezembro de 2015 e prolongou-se até Maio de 2016, sendo que durante o período de 6 meses esteve em falta com o mencionado pagamento.

Surpreendentemente, na véspera da Conferência de Pais, o César Peixoto, pagou parcialmente o valor em divida, sem qualquer explicação.

SITUAÇÃO PRESENTE

I. O artigo 36º, nº 3, da CONSTITUIÇÃO, estabelece o princípio de igualdade de deveres de ambos os progenitores na manutenção dos filhos. Com este princípio não pretende a lei que cada progenitor contribua com metade do necessário à manutenção dos filhos, antes se visa que sobre cada um deles impenda a responsabilidade de assegurar, na medida das suas possibilidades, o que for necessário ao sustento, habitação e vestuário (alimentos naturais), bem como à instrução e educação do menor (alimentos civis). Deverá, assim, entender-se que no caso concreto o pai do menor tendo auferido rendimentos elevados durante a sua carreira de futebolista em face da mãe é adequado que tenha prestado uma pensão de alimentos superior a esta para garantir o mesmo nível e qualidade de vida que proporcionava ao filho antes da ruptura conjugal.

II. O superior interesse da criança deve estar sempre presente em cada caso concreto e, com ele, pretende-se assegurar um desenvolvimento harmonioso da criança ou jovem, tendo em conta as suas necessidades, bem como a capacidade dos pais para as satisfazer e ainda os valores dominantes no meio envolvente.

III. Aos progenitores compete criar para os filhos uma condição de vida que corresponda a um patamar normal dentro das condicionantes sócio-económicas de que disponham. Devendo a contribuição de cada um ser fixada de modo a conseguir que ambos os pais se sintam implicados e responsáveis pelo bem-estar dos filhos.

IV. E, independentemente das concretas circunstâncias de cada caso, mostra-se igualmente decisiva a maturidade dos pais, que devem saber pôr os filhos em primeiro lugar, mostrar civismo em prol dos mesmos, pela simples razão de que os filhos precisam de ambos e, muito importante, não foram ouvidos na decisão ou no acto, do acaso, de que resultou o seu nascimento.

V. Em sede de fixação de pensão de alimentos, há que ponderar que as necessidades dos filhos sobrelevam a disponibilidade económica do progenitor devedor de alimentos, devendo estes em momentos menos propícios adequar as suas despesas aos seus rendimentos, cientes que a assunção da responsabilidade parental impõe que as necessidades dos filhos tenham uma importância prevalecente e prioritária.

VI. Em Portugal, ao contrário de outros países do mundo ocidental não existem tabelas vinculativas ou meramente indiciárias de alimentos a filhos menores, o que, a nosso ver, é uma lacuna do nosso ordenamento jurídico, levando a que divirjam, muitas vezes substancialmente, os montantes fixados pelos diversos tribunais em casos idênticos e, às vezes, até nos mesmos tribunais.

VII. Neste sentido, estando actualmente em vigor o pagamento de uma pensão de alimentos que ascende a 1184€ por parte do Pai, tal fixação decorre do acordo entre este e mãe em que se estabeleceu a cargo do primeiro os encargos de mensalidades por frequência de uma escola privada – na ordem dos 600€ - do ATL – na ordem dos 200€ - e da prática de futebol – na ordem dos 200€.

VIII. Além de que este valor foi aceite inicialmente pelo pai, feitas as deduções dessas despesas extras que o mesmo fez questão de assumir, restam 184€ que o menor recebe do Pai para o seu sustento mensal, o qual se destina à sua alimentação, higiene, vestuário e demais cuidados diários.

IX. Perante este cenário e recentemente vislumbrou-se ser interesse do pai manter o menor numa escola privada, à qual se associa o custo mensal exclusivo de 600€, refutando o proposto pela mãe da frequência de um estabelecimento escolar da rede pública que assegura as mesmas condições ao filho de ambos.

X. Não deixa de ser curioso que o pai do menor venha reclamar a sua presença activa na vida do menor quando recentemente abdicou de o levar de ferias alegando que pretendia estar somente com a sua actual família.

XI. Por ultimo e antes de se lamuriar na comunicação social, seria honroso dar também conta que incumpriu por diversas vezes o regime de responsabilidades parentais acordado em tribunal e detém actualmente um processo crime por omissão de pagamento de pensão de alimentos a correr contra si.”
Após o fim da união com Isabel Figueira, César Peixoto refez a sua vida amorosa ao lado da atriz Diana Chaves, com quem tem uma filha, Pilar, de quatro anos. Isabel, por sua vez, é também mãe de mais um rapaz, Francisco Maria, de três anos, nascido da relação entretanto terminada com o empresário João Sotto Mayor.
O ex-casal deverá encontrar-se novamente em tribunal em breve para discutir o valor da pensão de alimentos, assim como as condições da guarda de Rodrigo, que ficou entregue à apresentadora na altura da separação, uma vez que o futebolista se encontrava a viver em Braga. Agora que se mudou para Lisboa, pretende ter uma relação mais próxima com o menino, como explicou à tvmais.

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