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Ao lado dos filhos, Rita Ferro Alvim admite: “Ser mãe faz-me sentir linda”

A jornalista da SIC Notícias posou para a CARAS num final de tarde de verão, na companhia dos filhos, Madalena, de três meses [agora quatro], Duarte, de cinco anos, e Maria, de sete.

Marta Mesquita
15 de agosto de 2016, 12:00

Madalena, de três meses, é o terceiro filho de Rita Ferro Alvim e do marido, Bernardo Alvim. Contudo, o entu­siasmo e a doçura com que a jornalista da SIC Notícias fala da filha mais nova mostram que a experiência acumulada não diminui em nada a alegria de voltar a ter um bebé em casa. Totalmente dedicada à maternidade, Rita tem em Madalena, em Duarte, de cinco anos, e em Maria, de sete, os protagonistas do seu mundo afetivo, cuja riqueza a tem ajudado a ultrapassar as dificuldades inerentes ao dia-a-dia de uma mãe de três.
Sempre com a bebé ao colo, a jornalista e blogger conversou com a CARAS e partilhou a revolução de sentimentos que os filhos provocaram na sua vida, mostrando que, depois deles, nada volta a ser como dantes.
– Desfruta-se de um terceiro filho como do primeiro? Ou é uma experiência totalmente diferente?
Rita Ferro Alvim – É um misto. Já se passaram cinco anos desde que tive o Duarte e há muitas coisas que mudaram. Também tenho outra idade, o que me tem dado mais tranquilidade. E como sei que tudo isto passa tão rápido, desfruto muito mais do que é bom e desvalorizo a parte mais chata da maternidade. Nos primeiros filhos, vivemos mais intensamente os momentos difíceis, até porque temos mais medos e inseguranças. E no terceiro já sentimos outra paz. Sabemos que tudo vai correr bem.
– O facto de saber que poderá ser o seu último filho também influenciará certamen­te a forma como vive cada momento...
– Sim, completamente. Sempre achei que só teria dois filhos. Depois, tive a Madalena e esse sentimento de nostalgia por ser a última ainda ficou mais acentuado. É uma bênção ter um bebé aos 39 anos. Por isso, em princípio, ela será mesmo a última.
– Mas ainda sente vontade de ter mais filhos?
– Confesso que tenho muita vontade de ter outro filho. O meu médico diz que está tudo pronto para o quarto, mas o meu marido diz que não está nada pronto! Acho muito difícil termos mais, porque os tempos são complicados. Mas confesso que não me importava de arriscar.
– E a logística em casa mudou muito com a chegada da Madalena?
– Sim, mudou um bocadinho, porque precisamos de mais um quarto e de um novo carro. Nós só somos dois e eles já são três e parece que há sempre um que fica um bocadinho de fora. Claro que tento não deixar nenhum de lado, o que acaba por ser muito exigente para mim. O que faço é tentar incluir os mais velhos nas rotinas da bebé. O Duarte sentiu muito o nascimento da irmã, porque foi o nosso bebé durante muito tempo e é muito ligado a mim. E tenho-o puxado para me aju­dar com ela. Como amamento, estou muito com a bebé, o que me deixa pouco tempo para tudo o resto. De qualquer maneira, estou a tentar criar rotinas com os três.
– E no meio desta logística tão exigente há tempo para si? Ou, neste momento, isso não é uma prioridade?
– Não tenho esse tempo para mim, mas vivo lindamente com isso. Ser mãe faz-me sentir linda. Não há nada que suba mais o meu ego do que a maternidade. Claro que tento cuidar de mim e não passo o dia de pijama. Contudo, confesso que ainda não retomei os treinos no ginásio, porque sinto que ainda não é tempo para isso. E não me culpo por me sentir assim.
– Há muitas mulheres que se sentem pressionadas para recuperarem rapidamente o corpo que tinham antes de engravidarem...
– Este tempo não volta atrás e acho que não devo apressar ou deixar de viver coisas maravilhosas que só acontecem nesta fase em que são recém-nascidos. Não há nada que passe tão rápido como este momento das vidas deles. Por isso, quero aproveitar ao máximo e não me dispersar com outras coisas. Há muitas mães como eu, que não vão logo ao ginásio. Acho que cada mãe tem de fazer aquilo que considera melhor para si. Hei de ter imenso tempo para mim quando eles saírem de casa. Agora, quero estar sempre com eles.
– Nesta aventura da paternidade, os pais também têm um papel fundamental. O seu marido também está um pai diferente?
– Sim, está. O Bernardo é um ótimo pai, daqueles que fazem tudo. Claro que agora ele está mais com a Maria e com o Duarte para eu poder estar com a bebé. Mas o que mais se destaca no Bernardo é este sentimento de querer aproveitar cada momento da Madalena por, muito possivelmente, ser a última. É uma bebé muito meiguinha e parece que estamos a viver numa espécie de nuvem de amor. A Madalena trouxe coisas maravilhosas à nossa vida. Todos trouxeram, mas como esta veio mais tarde, parece que é tudo diferente. Ainda tenho um bebé nos braços e já me sinto nostálgica!
– E tem saudades do trabalho?
– Tenho algumas, até porque na SIC Notícias temos um ótimo ambiente de traba­lho e dou-me muito bem com as minhas colegas. Contudo, ainda não chegou esse tempo. Sou daquelas mães que sofrem imenso quando têm de deixar os filhos para voltar para o trabalho.
– Gostava de ser mãe a tempo inteiro?
– Tenho muitas dúvidas em relação a isso... Não sei se seria bom para a socialização deles. Acredito que é bom para eles terem as suas próprias regras sociais, estarem com outras crianças e obedecerem a outras pessoas. Ser mãe a tempo inteiro é muito exigente, porque não podemos estar só a limpar a casa e a mudar fraldas. Temos de lhes dar ferramentas de desenvolvimento também, o que, na minha perspetiva, é mais complicado. Acho admirável as mães que o conseguem fazer. Sou uma mãe muito absorvente e o trabalho permite-me reconhecer que a vida é mais do que a maternidade, o que é bom.
– E sendo uma mãe que vive a maternidade de uma forma tão totalitária e intensa, como é que lida com as suas falhas?
– Lido bem. Tenho imensas falhas e acho que é impossível não se falhar quando se tem três filhos. Muitas vezes estou cansada, não tenho paciência e não consigo chegar a todo o lado. Mas acho importante os nossos filhos perceberem que não somos robots.

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