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Ruben Rua admite: "Acho que sou um bom rebelde"

Durante o passado mês de junho, o manequim, ‘booker’ e apresentador trocou Lisboa por Nova Iorque, onde deu cartas no mundo da moda.

Marta Mesquita
13 de agosto de 2016, 12:00

Durante o mês passado, Nova Iorque, nos EUA, foi a casa de Ruben Rua, de 29 anos. O manequim, que passou a ser representado internacionalmente pela Wilhelmina Models, uma das mais conceituadas agências a nível mundial, aproveitou esta estada não só para mostrar o seu talento nesta área, como para ficar a conhecer melhor o exigente mercado norte-americano. Apesar de ter ficado muito feliz com a oportunidade, Ruben assegura que é em Portugal que se imagina a realizar grande parte dos seus sonhos, até porque o seu percurso como manequim mistura-se com o seu trabalho como booker e como apresentador.
Numa conversa descontraída, na qual o profissional dividiu o protagonismo com o homem de todos os dias, Ruben revelou o seu lado mais rebelde, aquele que o leva a lutar por aquilo que quer sem deixar que as dificuldades e desilusões lhe roubem a capacidade de sonhar.
– Passou o último mês em Nova Iorque a trabalhar como manequim. Esta foi, até agora, a grande oportunidade da sua carreira?
Ruben Rua – Não, de forma alguma. Acho que seria muito injusto, com o meu percurso e com todos os trabalhos que fiz nos últimos dez anos, considerar Nova Iorque a grande oportunidade da minha carreira como modelo. Tive o privilégio de ter desfilado para os melhores criadores nas semanas de moda de Milão e Paris, de ter fotografado em cidades como Londres, Madrid, Hamburgo, Atenas ou Tóquio. Em Portugal continuo a ter cada vez mais trabalho, por isso acredito que Nova Iorque é sem dúvida um enorme passo, mas é apenas mais um num caminho que tenho vindo a construir desde 2005.
– Como é que foi o seu dia-a-dia na “cidade que nunca dorme”?
– Foi à imagem da cidade, agitado. Fe­lizmente tive tempo suficiente para conhecer a agência, ver clientes, rever grandes amigos e descobrir Nova Iorque mais uma vez. Não acho que tenha o perfil nem a personalidade de um new yorker, mas a verdade é que sou sempre muito feliz nesta cidade.
– Gostava de ficar mais tempo em Nova Iorque?
– As coisas correram francamente bem e o feedback foi muito positivo. A minha agência quer avançar com o visto de trabalho e gostava que eu voltasse por um período mais alargado. É algo que tenho de ponderar, até porque em Portugal estão a acontecer vários projetos em simultâneo que considero serem mais-valias para mim. Não posso ter o melhor de dois mundos e por isso acho que a seu tempo terei de fazer escolhas. Espero ter o discernimento de fazer as mais acertadas.
– Tem muitos sonhos ou, numa área tão competitiva como a moda internacional, prefere não fazer grandes planos nem ter grandes expectativas?
– Tive, tenho e espero ter sempre muitos sonhos. Sou ambicioso e não conheço outra forma de viver e iluminar o meu caminho. Acho que se não o fosse, nunca teria conquistado metade das coisas que tenho hoje. A competição é algo que me estimula. Sempre gostei de desafios exigentes. Levam-me aos limites e fazem-me sentir vivo.
– Já se estreou na representação, é manequim, booker e ainda é o apresentador do programa What’s Up – Olhar a Moda, na RTP2. A ideia é conciliar todas

estas atividades ou há alguma que o fascina mais?
– Para já, tenho conseguido conciliar tudo. Às vezes nem eu sei muito bem como é que tudo tem sido possível. Continuo a ver-me e assumir-me como modelo. Trabalhar na Elite como booker continua a ser um desafio diário e a representação foi uma experiência enriquecedora. No entanto, não posso esconder que a apresentação tem conquistado o meu coração. É uma área que gostava de aprofundar para aprender mais.
– Para o ano completa 30 anos. Que homem é hoje?
– Alguém que dá o melhor de si para encontrar o seu caminho de forma a sentir-se mais feliz e realizado. Aceito os meus defeitos e virtudes. Gosto de mim como sou.
– Na entrevista que nos deu no verão passado, admitiu que planeia tudo, menos o que diz respeito à sua vida amorosa. É um rapaz muito certinho ou há aí um rebelde escondido?
– Acho que sou um bom rebelde. No que diz respeito ao trabalho e aos assuntos realmente importantes, sou certinho, no resto, gosto de brincar ao jogo da vida e deixar-me levar pelo vento. Gosto dos meus momentos de rebeldia. A inconsequência e a ousadia tornam alguns acontecimentos da nossa vida muito mais especiais e memoráveis.
– Sempre se assumiu como um ro­mântico, alguém que gostava de constituir a sua própria família. Ainda não chegou essa altura?
– Ainda não. Há de chegar o dia... Estou solteiro e sinto-me muito bem assim. Apesar de saber que a verdadeira felicidade só se alcança com a partilha...
– Já foi casado e divorciou-se, teve uma namorada, a Francisca Perez, e também não resultou. Ficaram algumas frustrações com o fim destas relações? Ou é um homem bem resolvido com o seu passado?
– Sou um homem bem resolvido e esclarecido. O passado não traz futuro e o amanhã será ainda melhor que o presente. Tudo faz parte de um caminho e de uma aprendizagem, sem arrependimentos, mágoas ou frustrações. Não há ninguém nem nenhuma experiência menos conseguida que consiga mudar as minhas crenças.

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