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Bárbara Lourenço: “Não sou escrava da imagem”

A atriz, de 23 anos, que atualmente dá vida a Sofia na novela da SIC ‘Rainha das Flores’, conversou com a CARAS e revelou o caminho que quer trilhar na representação e na vida de todos os dias.

Marta Mesquita
31 de julho de 2016, 14:00

Dona de uma beleza inques­tionável, Bárbara Louren­ço, de 23 anos, não se deixa deslumbrar pelo que vê no espelho. Muito pelo contrário. Apesar de saber a importância que a imagem tem para quem trabalha em televisão, a atriz valoriza, acima de tudo, o que o mundo interior e a sua vontade inabalável – que resvala muitas vezes para o perfeccionismo – de dar o melhor de si tanto dentro como fora do ecrã. Se na novela da SIC Rainha das Flores Bárbara é uma nadadora obcecada em colecionar medalhas, na vida de todos os dias é uma jovem mulher que aprecia a simplicidade e que encontra naqueles de quem mais gosta, nomeadamente na família e no namorado, o médico Rui Pereira, o seu refúgio de eleição.
Numa conversa descontraída, a atriz partilhou com a CARAS alguns dos seus sonhos, mostrando que a sua ambição não lhe tira os pés do chão.
– Bárbara, a personagem que interpreta em Rainha das Flores está a ser um grande desafio?
Bárbara Lourenço – Está. Estou muito entusiasmada com esta personagem, porque tem muitos altos e baixos e isso dá-me muito gozo. Gosto muito de todo o drama familiar que a Sofia vive, e que mostra que a personagem é muito mais do que alguém obcecado pelos resultados que obtém na natação. Claro que a parte da natação foi muito desafiante para mim, até porque não sabia nadar muito bem e tive de aprender. Presto muita atenção aos conselhos que o elenco me dá. Não faço perguntas, porque tenho vergonha, mas sou muito observadora. Tenho aprendido bastante com os meus colegas.
– Emprestou muito de si à Sofia?
– Não. Somos o oposto uma da outra. A única coisa em que me revejo nela é no facto de quando quero muito uma coisa vou à luta. Luto por aquilo que quero e isso liga-me à personagem.
– E ser atriz é um sonho de sempre ou é uma vontade que se tem consolidado com as experiências profissionais que tem tido ao longo do tempo?
– Foi uma vontade que surgiu na adolescência e, desde esse momen­to, tenho lutado muito para o conseguir. Sempre trabalhei bastante e tenho a certeza de que é o que quero fazer para o resto da minha vida. Mesmo quando estou cansada, acordo sempre bem disposta para ir trabalhar, porque vou fazer aquilo de que gosto. Fascina-me passar o dia numa vida paralela à minha e ser uma pessoa que não sou. Também adoro o espírito de equipa que se vive nesta área.
– Mas é uma área muito competitiva, na qual existem várias atrizes com a sua idade e com as mesmas ambições. Lida bem com a concorrência e com a pressão que existe?
– Somos todas diferentes e cada uma tem algo de espe­cial. É uma área muito competitiva, com muitas pessoas, mas o que tiver de ser nosso será.
– E na vida de todos os dias, quem é a Bárbara?
– Sou uma miúda descontraída, gosto de me rir e de me divertir, mas confesso que tenho mau feitio. Gosto muito de ter uma vida simples: chegar a casa, ver um filme, estar com a minha cadela, ir à praia ou ao cinema...
– E tem sido fácil lidar com o mau feitio que assume ter?
– Sou muito transparente e demonstro logo quando não gosto de algo. Também stresso com facilidade e gostava de ser mais calma e menos perfeccionista. O meu perfeccionismo acaba, muitas vezes, por se tornar cansativo para mim.
– Gosta de ter tudo planeado? Ou prefere ser surpreendida pela vida?
– Adoro ter tudo planeado, organizado e com horários. Gosto muito de ter regras, mas também sei lidar com os imprevistos. Contudo, tenho de admitir que sou muito metódica. Arrisco, mas até onde me sinto confortável.
– Aos 23 anos são os sonhos que comandam a vida?
– Tenho muitos sonhos e à medida que o tempo passa vou tendo novos objetivos. Sou ambiciosa e acho que vou querer fazer mais e melhor até ao fim da minha vida.
– Como já manifestou numa entrevista, gostava de tirar um curso ligado às Ciências da Comunicação. O que a atrai nesta área?
– A ideia é conciliar o trabalho com os estudos, sem grande pressão. Gostava de tirar Jornalismo, porque é uma área de que gosto e penso que me iria adaptar muito bem. Sou uma pessoa muito comunicativa.
– Pelo meio da sua aposta na representação, surgiu a opor­tunidade de ingressar no mundo da moda ao ser escolhida num casting da Intimissimi. A moda também é uma área que quer explorar?
– A Intimissimi vai ter sempre um lugar especial no meu coração. Foi uma experiência maravilhosa, mas quero canalizar o meu tempo para a representação.
– Algum tempo antes deste casting, decidiu perder 12 quilos em dois meses. O que a motivou para emagrecer tanto?
– Fi-lo por mim. Meti na cabeça que ia emagrecer e consegui. Queria sentir-me melhor comigo mesma, ser mais saudável e ativa. Contudo, mesmo quando tinha uns quilos a mais, sentia-me bem e nunca sofri com isso. Vestia roupa curta e justa e usava biquíni na praia.
– Dá muita importância à imagem, sofre para estar em forma?
– Não. Não sou escrava da ima­gem nem quero sê-lo. Sinto-me bem com o meu corpo. Tento comer bem sempre que possível, mas quando como algo menos saudável também não é um drama. Além disso, tento ir ao ginásio. Já perdi o que tinha a perder, agora é manter-me assim.
– Namora há dois anos com Rui Pereira. O casamento já faz parte dos seus planos?
– Sou uma romântica e sempre quis casar-me. Contudo, estou a levar tudo com muita calma. Quero desfrutar do meu namoro.
– O seu namorado não é desta área. Isso tem sido positivo na vossa relação?
– Sim, tem sido ótimo namorar com alguém que não é da área. Se o meu namorado fosse ator, acho que as nossas conversas iriam girar à volta do trabalho e assim não. Falamos de muitas outras coisas.
– É uma pessoa de afetos? Precisa de estar próxima dos que ama?
– Sou muito ligada à minha família. Agora não tenho tido o tempo que gostaria para estar com eles. Às vezes fico triste por causa disso, mas todos compreendem e ninguém me cobra nada.

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