Nas Bancas

João Paulo Rodrigues: “A Juliana é uma mamã linda e todos os mimos são poucos”

O apresentador e a futura dentista esperam a segunda filha, Sofia, para agosto.

Natalina Almeida
30 de julho de 2016, 15:00

Não trocam os momentos em família por nada no mundo e vivem sem medo de desafios. Aos 37 anos, o humorista e apresentador João Paulo Rodrigues e a mulher, Juliana Marto, de 31, dizem que quando pensam no futuro se imaginam sempre juntos. Com as filhas, Rita, de seis anos, e Sofia, que nasce em agosto.
– São um casal feliz?
J.P. Rodrigues – Nunca ninguém é absolutamente feliz. Ser feliz implica um estado ininterrupto de felicidade que não existe. Contudo, podemos ter a sorte de partilhar a vida com alguém que nos faça estar felizes muitas vezes. Nós temos essa sorte. Construímos uma família que, apesar de todas aquelas coisas chatas, típicas em todas as casas, é a origem de toda a alegria de cada um de nós. E assim vamos sendo felizes um com o outro.
– Todos os casais têm uma história de amor. Qual é a vossa?
– Conhecemo-nos num festival de tunas femininas em Coimbra, a Juliana estava a tocar com a sua tuna. Eu estava, por acaso, a assistir. Gostei do sorriso dela. Gostei muito. Fomos apresentados por amigos comuns e ficámos amigos também. Durante algum tempo fomos só isso: amigos. Eu ia ter com ela a Coimbra ou ao Monte da Caparica, onde ela estudava, e ela ia ter comigo ao Porto. Divertíamo-nos muito um com o outro. Gostávamos de estar juntos. Um dia, apercebemo-nos de que já não queríamos – não conseguíamos – estar um sem outro e... O pedido de casamento foi, como eu lhe havia prometido, especial. Acordei-a às três da manhã, metemo-nos num táxi e arrancámos para o aeroporto. “Onde vamos?”, perguntou-me ela. “Já vais ver, tem paciência”, respondi eu. Passadas três ou quatro horas, ligou à mãe: “Mãe, estamos em Veneza, ele é maluco!”. Mais tarde zangou-se comigo porque tinha gasto muito no jantar! Amuou e fugiu por uma ruela sem saída que terminava num ancoradouro de gôndolas. “Deixa-me estar sozinha um bocadinho. Já sabes como fico quando estou chateada”, disse-me. “Eu trago-te aqui para te pedir em casamento e tu resolves amuar comigo?”, concluí. Começou a chorar! O resto fica para nós.
– Há quase três anos mudou-se para Lis­boa sozinho e depois a família juntou-se-lhe. Que balanço faz da vida na capital?
– Esta mudança aproximou-me mais das minhas miúdas. Antes, as minhas semanas eram passadas de um lado para o outro. Entre TV e espetáculos, estava muito tempo afastado delas. Com a mudança para a SIC a minha vida acalmou. Agora que tenho uma profissão ‘a sério’ [risos], passámos a ser mais família. E isso é o melhor de tudo.
– Como conciliam a sua vida profissional com a familiar?
– Não é fácil. Eu estou sempre a trabalhar, fins de semana incluídos, e isso tem consequências. A Ritinha cresceu com esta realidade e, por isso, para ela é normal. A Juliana, legitimamente, cobra-me mais e está sempre a recordar-me que o trabalho não é tudo.
– No meio disso tudo, encontram tempo para os dois?
– Sempre que podemos, fugimos os dois.
– Como tem sido acompanhar a gravidez da Juliana? Mima-a muito?
– A Juliana é uma mamã linda e todos os mimos são poucos. A barriga demorou menos tempo a crescer desta vez. Está enorme. De um momento para o outro, a Sofia passou a ser alguém presente na nossa vida.
– Estarem em Lisboa, longe da família, com duas crianças, significa ainda uma maior necessidade de planeamento. Estão preparados?
– Preparadíssimos. Não temos medo de desafios.
– A Sofia nascerá em Lisboa? Quer assistir ao parto?
– Sim, será lisboeta como o pai. A Ritinha é matosinhense. Quero assistir ao parto, resta saber se consigo.
– Estão sempre de acordo na educação da vossa filha?
– Nem sempre. Eu e a Juliana somos o resultado de educações distintas. Por isso, é natural que às vezes as opiniões não coincidam. Como é ela que está mais presente na educação da Rita, por norma eu sigo as suas indicações. E tem mesmo de ser assim, porque, em idade mental, eu sou mais ou menos da idade da Rita [risos]!
– Como se descrevem enquanto pais?
– A Juliana é a educadora, eu sou o ‘deseducador’ [risos]. A mamã está sempre lá, em tudo que a Ritinha faz. Sempre atenta, sempre preocupada, sempre presente. O papá é o mais chato: “Cuidado, Rita, não faças isto, não faças aquilo!” Eu sou o ultra-mega-preocupado. Nas palavras da Ritinha, a mamã é “fixe e amorosa”. Já o papá, é “fixe, fofinho e muito carinhoso”.
– Como é que deram a notícia da gravidez à vossa filha?
– Entregámos-lhe um envelope com a primeira ecografia e perguntámos se sabia o que era. Quando lhe dissemos que era um bebé, um irmão ou uma irmã, começou a chorar, “de felicidade”, disse ela. Temos tudo filmado. Para mais tarde recordar…
– Como reagiu a Rita [a pergunta era dirigida aos pais, mas é Rita quem responde]?
Rita – Reagi muito bem, fiquei contente, aos pulinhos no sofá e fiquei muito feliz ao saber que ia ter uma irmã. Vi na ecografia que a maninha é muito fofinha, é muito bonitinha e parecida comigo e com o meu papá. A minha mamã não tem nenhuma filha parecida com ela.
– E não tens um bocadinho de ciúmes...?
– Não tenho ciúmes porque sempre quis ter uma mana. Quando ela nascer, vou amá-la, porque ela vai ser muito querida, como eu.
– João Paulo, acha que a sua vida vai mudar com o nascimento da Sofia?
JPR – Tenho a certeza que sim. Vamos voltar às fraldas e aos biberões, às noites sem dormir... Mas faz parte. E estou ansioso por que mude... Uma nova vida nas nossas vidas. Venha ela, estou ansioso por conhecê-la!
– Nos últimos meses fez um grande esforço para perder peso e ganhar massa muscular. Como se sente com um novo corpo aos 37 anos?
– Sinto-me com 27! Aliás, sinto-me muito melhor do que quando tinha 27. Naquela altura fumava e tinha pelo menos mais 15 quilos. Ganhei saúde, ganhei vida. Se soubesse que era assim, já o tinha feito antes.
– Qual foi motivação para mudar?
– O compromisso que assumi com o desafio que me lançaram. Se me dizem que não sou capaz, fico em brasa! Foram muitas as vezes que me apeteceu desistir, pensava que nada compensava o sacrifício. Nesses momentos, lá aparecia a voz da minha consciência a dizer-me: ‘És mesmo fraquinho, pá. Vais dar razão aos que acham que vais falhar?’ E assim foram passando os meses e o corpo foi mudando e com isso a confiança e a vontade de me esforçar um bocadinho mais.
– O que é que diria a alguém que quer ter um novo corpo e tem falhado sistematicamente no seu propósito?
– Acho que cada um deve procurar a sua própria motivação onde e com quem lhe faça sentido. Não há duas pessoas iguais, por isso, não há uma técnica, uma dica ou conselho que sirva a toda a gente. E reconhecer isto é deixar de olhar para aquilo que os outros fazem, o que nos obriga a desenvolver o nosso próprio processo. É este autoconhecimento – perceber onde temos falhado e porquê, o que nos motiva a acordar às seis da manhã para correr, o que devemos deixar de comer ou passar a incluir na nossa dieta, etc. – que vai escrevendo a nossa fórmula. E para que isso aconteça, a primeira coisa a fazer é começar. Comecem e depois logo se vê.
– Recebeu muitos elogios da Juliana?
– Sim. Disse-me que admirava a minha força de vontade. A verdade é que eu não teria conseguido sem ela. O apoio dela foi fundamental. E acho que ela gosta mais deste marido novo. Como alguém disse: “A Juliana casou com um bidão e agora tem um tanque em casa.”
– Estar em forma é uma preocupação que partilha com a sua família?
– Não é uma obsessão, não somos funda­mentalistas da boa forma, mas temos os cuidados normais, todos praticamos exercício físico e cuidamos da nossa alimentação.
– Apresentar o programa da manhã da SIC continua a ser um desafio?
– Todos os dias os desafios são diferentes, por isso a aprendizagem é contínua. A preparação para cada programa é diferente, o que exige que tenhamos de estar bem preparados e informados. Aprendi a entreter informando e a comunicar divertindo. E depois há também as grandes lições de vida que ali recebemos de vez em quando, que nos fazem olhar para o que temos de uma forma mais agradecida. Em quase três anos no programa conheci pessoas fantásticas. Algumas marcaram a minha vida.
– O que é que o desafia enquanto ator, humorista, apresentador e músico?
– Sou isso tudo? Enquanto ator, o que mais me desafia é a verdade com que consigo fingir que sou outra coisa que afinal não sou. Enquanto humorista, são as lágrimas! Sim, as lágrimas que se soltam de tanto rir. É isso que busco quando estou em cima de um palco. O João apresentador ainda anda por ali, meio perdido, a ver como os apresentadores a sério fazem. Talvez busque o equilíbrio entre comunicar e entreter, ensinar e fazer rir, informar e inspirar, sei lá... o JPR músico ou cantor ainda está a tentar perceber por onde quer seguir. Em breve terá uma resposta…
– Qual a receita para se sentir feliz con­sigo mesmo?
– Nunca me levar demasiado a sério e fazer apenas o que me faz feliz. Se é para ser infeliz, mais vale procurar outro caminho. Nunca é tarde para mudar a vida e transformá-la em algo de que realmente gostemos.
– A Juliana é muito discreta. É fácil ser casada com o João Paulo?
Juliana Marto – Sou discreta no sentido em que não me identifico com o meio profissio­nal do João e, por isso mesmo, prefiro passar despercebida. No que toca à boa disposição, palhaçadas e convívio com os amigos somos parecidos e entendemo-nos bem. A única dificuldade de ser casada com o João é o facto de a vida profissional dele ocupar muito do seu tempo e, consequentemente, passarmos menos momentos em família.
– Em casa ele é o João Paulo ou o Jota?
– É um bocadinho dos dois. Normalmente é um pouco mais contido, até porque como trabalha tanto aproveita para descansar, mas nos momentos em que estamos todos juntos boa disposição não falta, principalmente quando se junta a Rita, que também gosta de ser ‘engraçadinha’ como o pai.
– O João Paulo fá-la rir ou é um daqueles casos que confirmam o ditado “em casa de ferreiro, espeto de pau”?
– Faz-me rir muito, sem dúvida! Não há um único momento do dia em que não faça ou diga algo que me faça rir... faz parte da sua natureza.
– Têm-se sentido mimada por ele nesta gravidez?
– Sim, tenho, mas também não sou uma grávida difícil de agradar... não tenho desejos e não tenho grandes alterações hormonais [risos], até porque nem tenho tempo para isso, com a Rita e com os estu­dos... Felizmente, tudo corre dentro da normalidade, aliás, até considero a atenção e preocupação dele comigo excessivas, ao invés de pedir mimos e atenção, peço é que não se preocupe tanto!
– A vida profissional do João Paulo obrigou-a a vir viver com a vossa filha para Lisboa. Como correu a adaptação?
– Muito bem. Somos todos mais felizes em Lisboa. Só pelo simples facto de estarmos juntos, qualquer sacrifício vale a pena.
– O João Paulo diz sempre que tem uma mulher muito bonita. Como se sente quando ouve elogios do seu marido?
– Sabe sempre bem ouvir elogios da pessoa que amamos, fico de alma e coração cheios e fico feliz que o meu marido sinta orgulho na mulher que tem.
– Estão casados há sete anos. Com tantas mudanças na vossa vida, tiveram tempo para sentir os efeitos da tão famosa crise dos sete anos?
– Estamos casados há sete anos, mas juntos há dez. Posso dizer que na nossa relação há companheirismo, compreensão e respeito. Tudo se resume em aceitar e amar, porque enquanto existir amor, tudo será ultrapassado. Sejamos sinceros: aguardamos a chegada da nossa segunda filha, portanto, tudo o que se prevê para estes sete anos de casados é uma enorme ‘crise’ de felicidade.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras