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Marido de Cláudia Jacques libertado

Após ouvir o arguido, juíza considera que não há indícios de burla qualificada, usurpação de funções, branqueamento de capitais ou falsificação.

CARAS
24 de julho de 2016, 17:20

Olivier da Silva foi novamente detido na passada quarta-feira, dia 20, pela Secção Regional de Investigação de Criminalidade Económica e Financeira da Polícia Judiciária de Faro enquanto participava num evento em Elvas. Passou duas noites no Estabelecimento Prisional de Faro e foi presente ao juiz no Tribunal de Portimão na sexta-feira, 22 de julho, tendo depois sido libertado.
O marido de Cláudia Jacques foi ouvido durante algumas horas no âmbito do processo em que é suspeito dos crimes de burla qualificada, falsificação, usurpação de funções e branqueamento de capitais, na sequência de negócios do ramo imobiliário, no Algarve e no norte do país. Após o interrogatório, a juíza determinou que não havia indícios que Olivier da Silva tivesse cometido os crimes acima referidos, pelo que poderia sair em liberdade com termo de identidade e residência.
Recorde-se que no passado dia 31 de maio Olivier da Silva foi detido pela Polícia Judiciária na Exponor – onde representava precisamente Cláudia Jacques no evento ‘Barbie – Tu Podes Ser o que Quiseres’ – no seguimento de um pedido de extradição emitido por França. Na altura, o advogado do consultor, Aníbal Pinto, explicou à CARAS o que sucedeu: “Existe uma queixa na polícia francesa contra Olivier da Silva e como é público que ele vive em Portugal, fez-se o que é normal no princípio de reciprocidade. A polícia portuguesa recebeu indicações para mandar Olivier da Silva para França, para ser ouvido sobre a queixa, e por isso foi emitido o mandato de detenção. Mas ele não está constituído arguido em França, aliás, nem sabia da existência da queixa”.
O caso refere-se a um negócio alegadamente feito pelo marido de Cláudia Jacques enquanto intermediário de um cliente francês que pretendia comprar um apartamento de 70 mil euros em Vila do Conde. “O Olivier tratou de fazer o contrato de promessa com o dono do apartamento, um senhor de Vizela, e pagou 20 mil euros de sinal. O restante seria pago na escritura, como é normal. No dia da escritura, no Porto, os donos do apartamento não quiseram vender. Os senhores francesas não gostaram e possivelmente entenderam que estavam a ser enganados pelo Olivier, por isso intentaram uma ação crime em França. Por cá, o Olivier intentou uma ação civil a exigir o dobro do sinal pago, como está previsto na lei”, esclarece Aníbal Pinto.
Depois de ter passado a noite na PJ, o empresário foi presente ao juiz no Tribunal da Relação do Porto. “Disse que não queria ser extraditado, que queria ir a França pelo seu pé para esclarecer tudo o que se está a passar”, continua o advogado. “Como tal, e porque o tribunal entende que há perigo de fuga, enquanto Olivier não se pronuncia fica sujeito a vigilância eletrónica no domicílio”. Olivier da Silva esteve em prisão domiciliária cerca de duas semanas.

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