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Aos 27 anos, Carolina Torres, admite: “Gosto muito de mim enquanto pessoa”

A apresentadora falou com a CARAS sobre os desafios na sua vida desde que surgiu no programa ‘Ídolos’.

Joana Carreira
24 de julho de 2016, 14:00

A conversa começa com descontração e espontaneidade, dois dos pilares que sus­tentam a vida de Carolina Torres, que há seis anos trocou o Porto, de onde é natural, por Lisboa para seguir o seu sonho na música. Com o reconhecimento no concurso de talentos Ídolos chegou uma oportunidade de trabalho no Curto Circuito, na SIC Radical, que agarrou com “unhas e dentes”. Recém-separada do músico norte-americano Anthony Meier, com quem namorou cerca de dois anos, a apresentadora é uma mulher criativa e irreverente, que procura constantemente novos desafios que a preencham como pessoa.
– Está mais magra. Deve-se a alguma dieta?
Carolina Torres – Chama-se ansiedade [risos]! Tive uma fase em que perdi 13 quilos, foi assustador. Queria emagrecer, mas não conseguia, e quando menos estava à espera, comecei a comer normalmente, em menos quantidade. Agora sinto-me saudável.
– Veio para Lisboa aos 20 anos. Foi difícil a adaptação?
– Muito. Por mais que, na altura, tenha parecido fácil, só agora é que percebo o que é que Lisboa tem realmente para oferecer.
– As saudades da família e dos amigos também contribuíram para essa fase complicada?
– Ainda hoje custa muito, porque são raízes que criamos. Tenho amigos que também vieram para Lisboa trabalhar em televisão e essa ligação nunca se perdeu. É bom saber que nos continuamos a dar bem como aos 15 anos.
– É bom viver em Lisboa?
– É uma experiência gira, apaixonei-me completamente pela cidade. Adoro o Porto, mas já não me consigo imaginar a viver lá.
– Já deu várias entrevistas sobre o seu pai. Tem vontade de o conhecer, de o procurar?
– Claro! Mas, por outro la­do, não vou parar a minha vida para ir atrás dele. Não é uma pessoa que dê para procu­rar no Facebook e já está. Simplesmente, não dá! Acho que ele é que está a perder, porque sou uma miúda fixe [risos]!
– Como lidou com essa ausência ao longo da vida?
– Tive a sorte de ter uma mãe incrível. Colmatou essa falta da melhor forma que pôde. Há pessoas que dizem que não se pode sentir falta daquilo que não se tem, mas isso é completamente mentira. Agora já não me faz tanta confusão, mas na adolescência foi complicado.
– A sua mãe é a sua melhor amiga?
– Sem dúvida! É curioso, porque chocamos muito a nível de feitios. Mas no outro dia tive um assunto mais sério para resolver e estava confusa, e ela reagiu de uma forma tão calma que me surpreendeu e me deixou contente. Nós esquecemo-nos de que as mães sabem muita coisa e, independentemente da geração em que estejamos, é tudo igual. É uma repetição da história.
– Ficou conhecida nos Ídolos. Como vê o seu percurso musical até aqui?
– Olho para trás, acho piada, mas é estranho. Era tão pequenina! É como levar um namorado ou uma amiga a casa e a nossa mãe mostrar-lhes fo­tografias nos­sas em criança [risos]. Foi um grande momento da minha vida, que me abriu muitas portas profissionalmente, mas é preciso ter os pés assentes na terra para saber lidar com isso. Questiono-me muito como seria se não tivesse participado no Ídolos.
– A música é um escape?
– Se não fosse a música, não tinha feito nada. Cresci na Maia e tive uma mãe que sempre me disse para seguir os meus sonhos. A música era o que provava que eu podia fazer o que quisesse. É o que mais gosto de fazer, não consigo imaginar a minha vida sem isso.
– Apresenta o Curto Circuito, na SIC Radical, há seis anos. É um programa à medida?
– Adoro o formato, está muito bem feito, porque se baseia no improviso. Não temos texto, damos o nosso melhor e temos de deixar tudo o resto à porta. Mas funciona bem, somos todos bem dispostos, puxamos uns pelos outros e vamos para o ar sempre animados. Tenho imenso orgulho no programa.
– E gostava de experimentar a representação?
– Adoro o facto de poder ser alguém que não sou. É uma porta aberta na minha vida. Fiz teatro durante muitos anos quando era criança e geralmente era protagonista, participava em todas as cenas.
– Gosta de passar o seu lado rebelde para tudo o que faz?
– Percebo que as pessoas me vejam assim, e fico feliz com isso, pois nunca quis ser considerada normal. Mas não escolhi a forma como lido com as coisas, não penso nisso. Sou mesmo assim, já tentei mudar, mas não consigo.
– Parece ser um bocadinho maria-rapaz...
– Muito, gosto de fazer as coisas à minha maneira. Felizmente, as pessoas com quem trabalho dão-se bem comigo. Às vezes reparo que sou muito diferente, acho engraçado. A maneira como sou vai sempre refletir-se no que faço. Na verdade, gosto muito de mim enquanto pessoa.
– É uma pessoa pessimista ou otimista?
– Sou antes realista, preparo-me sempre para o pior e se correr bem, excelente.
– Esteve loira recentemente e pintou novamente o cabelo de castanho. Como se sentiu melhor?
– Gostei dos dois looks, mas sobretudo gosto de me ver feliz. O cabelo loiro é mais irreverente, mas fiquei aliviada por voltar a ser morena. Uso a aparência de forma terapêutica e o mais importante é mesmo sentir-me bem e estar disponível para mudanças. Quando era mais nova cortava o cabelo sozinha, pintava-o de várias cores, mas agora não posso!
– Ser mãe faz parte dos seus planos?
– É um sonho, herdei-o da minha mãe. Brinquei com bonecas quando era pequena e ‘treinei’ para ser mãe. Tenho um instinto maternal muito forte e, além disso, gosto de cuidar das pessoas que estão à minha volta, portanto, acho que vou ser uma boa mãe.

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