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Apaixonada por João Alves, Cláudia Vieira admite: “Estou feliz”

A atriz conversou com a CARAS sobre a mulher que é hoje e revelou os sonhos que quer realizar em breve.

Marta Mesquita
23 de julho de 2016, 16:00

É com o seu sorriso rasgado e a sua maneira de ser, leve e descontraída, que Cláudia Vieira assume ter alguma dificuldade em se rever nos 38 anos que completou recentemente. Contudo, a confiança em si mesma e a forma segura como se tornou a única dona das suas decisões refletem a maturidade que os anos lhe trouxeram. Como mulher, a atriz reencontrou o amor ao lado do empresário João Alves, de 31 anos, com quem vive uma relação discreta há aproximadamente dois anos. Como mãe, Cláudia tem na filha, Maria, de seis anos, que nasceu do relacionamento com Pedro Teixeira, a sua companheira de eleição, aquela que lhe mostrou a dimensão maior do amor. Como profissional, a atriz e apresentadora tem colhido os frutos de vários anos de dedicação a áreas exigentes e competitivas, nas quais tem sabido crescer sem abdicar dos seus valores.
Tendo como mote a sua mais recente campanha publi­citária, na qual dá a cara pelo novo Compal Vital Romã Goji, Cláudia conversou com a CARAS sobre a mulher que é hoje e as opções que tomou para ser mais feliz, antes de partir de férias para Nova Iorque.
– Está em excelente forma física. Além de praticar despor­to, também tenta ter uma alimentação saudável? Foi isso que a levou a aceitar ser a cara desta nova campanha?
Cláudia Vieira
– Preocupo-me com aquilo que ingiro, mas de uma forma descontraída. E este é o primeiro sumo que é totalmente adoçado com stevia, ou seja, não tem adição de açúcares. Sou muito gulosa e ando numa luta para não comer tantos doces, porque me preocupo em ter uma alimentação saudável. Gosto de consumir os produtos certos. As bagas goji e as romãs são ótimas e, por isso, é uma excelente combinação. Quando aceitamos ser o rosto de uma campanha é importante identificarmo-nos com o produto. E, no meu caso, isso tem um peso cada vez maior.
– Hoje passou a manhã na praia, o que adora. Consegue, com a sua agenda preenchida, arranjar tempo para estes escapes?
– Sim, faço questão de ter esse tempo, é essencial para o meu equilíbrio. Preciso de ter os meus refúgios e a praia é um deles. São esses escapes que me dão energia para enfrentar o trabalho. Em todas as profissões há exigên­cias e desafios e somos postos à prova. Contudo, na representação e apresentação estamos muito expostos e é muito fácil julgarem-nos e avaliarem-nos.
– E quais são os seus outros escapes?
– Gosto muito de me descalçar e sentir a terra, tanto na praia como no campo. Tenho esse lado ligado à natureza. É um dos meus segredos para manter o equilíbrio e é uma maneira – estou a filosofar – de receber o alimento do universo.
– E é ter, literalmente, os pés assentes na terra...
– É. Acho que o deslumbramento, tal como a falta de coerência, não faz bem a ninguém. Uma das coisas que procuro, tanto pessoal como profissio­nalmente, é ser sensata, coerente, correta e ter paz de espírito para saber lidar com todas as situações. E sinto-me feliz com as opções que tenho tomado. Tenho feito um caminho muitas vezes duro, porque implica engolir alguns sapos e, por vezes, não dar murros na mesa. Contudo, mais tarde acabo por colher os frutos dessa atitude.
– Mas a idade não traz a segurança para dar os tais murros na mesa quando tem razão?
– O que quero dizer com engolir sapos e não dar murros na mesa prende-se com o facto de refletir e não tomar decisões por impulso. Não faço o que me apetece naquele momento. Agora, não deixo de ter uma discussão quando é necessário, quando tenho de impor a minha personalidade ou dizer algo de uma forma que pode ser dura. Procuro é fazê-lo no momento certo. E é essa coerência que não me permite ser precipitada.
– Há pouco falou das exigências da profissão. Com o sucesso que alcançou ainda sente que tem muito para provar? Sente que lhe exigem cada vez mais?
– Acharmos que já somos muito bons e que não temos nada mais a provar pode ser muito prejudicial. Temos de estar constantemente a dar provas, aos outros e a nós mesmos. Nesse sentido, a minha profissão é muito exigente, porque estamos sempre a ser desafiados, não há zona de conforto. A idade traz-nos segurança e ajuda-nos a perceber o que queremos e não queremos. Por um lado, sou uma mulher mais segura e confiante, mas, por outro, estar sujeita a tantos olhares críticos leva-me a provar constantemente alguma coisa.
– E o que quer e não quer fazer?
– Não é tão linear assim... Por exemplo, vou querer sempre fazer novelas. Aprendi a representar nas novelas. Agora, há fases da nossa vida em que temos de perspe­tivar as coisas. Se calhar, não será interessante para mim nos próximos tempos fazer novelas. É mais interessante dedicar-me ao teatro e cinema ou aceitar um projeto na área da apresentação, algo que quero explorar mais. Há algumas coisas em vista, mas como é tudo tão embrionário, prefiro ainda não falar sobre isso.
– Celebrou o seu 38.º aniversário no passado dia 20 de junho. A idade começa a ser um peso?
– Não é um peso, mas é estranho ver a idade a avançar. Não me vejo nem me sinto com esta idade, mas a verdade é que vou fazer 38 anos. E a idade trouxe-me coisas boas. Hoje, sinto-me melhor comigo mesma. Sinto-me mais mulher, mais bonita e confiante. Dou os passos com outra certeza. Entregava muito a minha vida nas mãos dos outros e hoje tomo mais a rédea das minhas decisões e opções. Se não aceitarmos a idade que temos, nunca vamos conseguir viver bem. Mas a verdade é que tenho dificuldade em aceitar esta idade.
– Já disse que gostava de voltar a ser mãe. O avançar da idade acelera essa vontade?
– Seria hipócrita da minha parte dizer que não me preocupo com isso e que aos 50 anos ainda posso ser mãe. Sei que posso, mas gostaria de o ser mais cedo. E tenho a certeza de que o meu segundo filho virá na altura certa. Se for esse o caso, porque pode não acontecer. Temos de ter a noção de que há coisas que não somos nós que controlamos, é a natureza.
– Mas já está preparada para ser novamente mãe?
– Não. Ainda não estou preparada para ser novamente mãe. Tenho vontade, mas não sinto que seja para já.
– Ainda precisa de ter reunidas algumas condições para que isso aconteça?
– Sim.
– A sua filha já tem seis anos. Enquanto mãe, qual é o seu maior desafio?
– Quero educá-la da melhor forma possível. Tenho como objetivo fazer da Maria uma pessoa feliz, correta. Quero que ela saiba aproveitar bem a vida, algo fácil de dizer e difícil de pôr em prática.
– De alguma maneira, o seu papel de mãe mudou ao separar-se do Pedro Teixeira. Consegue aproveitar bem o tempo que agora tem para si, quando a Maria fica com o pai? Ou é difícil lidar com a ausência dela?
– Mesmo quando estava com o pai da Maria, sempre me obriguei a ter tempo para mim. As mães têm com os filhos uma relação de muita dependência e é algo que temos de trabalhar. Nós não temos uma regra, a Maria está comigo e passa uns dias com o pai, mas sem nada previamente definido. Lido bem com isso e sabe-me bem ter tempo para mim. Claro que posso sentir a falta da minha cria, porque os nossos filhos são viciantes, mas sei que esse tempo também é importante para mim e é saudável para ela.
– Muito se tem especulado sobre a sua reação ao facto de a Sara Matos, a namorada de Pedro, ter ido para a SIC...
– Não faço qualquer comentário. Estou super tranquila na minha estação. É uma novela que evito alimentar, porque não faz sentido. Não quero que a minha vida pessoal se torne uma novela.
– A Cláudia tem vivido o seu namoro com muita discrição. Mas percebe-se que o João a faz feliz...
– Sim, estou feliz, mas não vou falar sobre a minha relação.
– Está de férias. Quais são os seus planos para este período de descanso?
– Gosto muito de aproveitar o que o nosso país tem. Temos praias maravilhosas e um norte extraordinário. Por isso, acho que é quase um crime ir para fora quando as minhas férias são no verão. Contudo, tenho viajado menos do que aquilo que gostaria por causa disso. Fui recentemente a Nova Iorque, uma cidade que conhecia mal. Depois, vou ter a oportunidade de ir, em agosto, à Amazónia, por causa do Amazonia Live, o projeto social do Rock in Rio, do qual sou embaixadora. Espero prolongar por mais uns dias a minha estada lá. No mês de julho vou estar por cá e vou aproveitar para ir ao Algarve, ao norte e também à Madeira.

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