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Liliana Campos e Rodrigo Herédia: As fotografias do casamento de sonho nas Maldivas

Após quatro anos de namoro, a apresentadora da SIC e o ex-surfista, ambos de 45 anos, oficializaram a relação numa cerimónia onde não faltou beleza, amor e emoção.

Cláudia Alegria
22 de julho de 2016, 11:00

Foi uma surpresa para todos, até para os familiares diretos. Durante a viagem que fizeram recentemente às Maldivas, Liliana Campos e Rodrigo Herédia decidiram que aquele era o momento e o sítio certos para darem mais um passo na sua relação. Nada estava planeado quando partiram de Lisboa, exceto a vontade de viverem momentos únicos a dois, mas a verdade é que regressaram indubitavelmente mais completos, espiritual e emocionalmente, depois de terem assumido o compromisso de se amarem para o resto da vida. Depois de terem vivido um dia tão especial, chegaram com vontade de partilhar com todos as memórias da cerimónia, da troca de votos, e até das peripécias que viveram no dia 13 de junho, dia de Santo António, santo casamenteiro do qual Liliana é devota. Partilham, por isso, com a CARAS algumas dessas memórias que lhes acrescentou um brilho especial ao olhar e um sorriso de genuína felicidade.
– As Maldivas são, de facto, um cenário tropical idílico...
Liliana Campos
– Das primei­ras férias que fizemos juntos foi precisamente às Maldivas e foram maravilhosas. O Rodrigo já era um apaixonado pela zona, por causa do surf, e eu passei a gostar muito também. Por isso, no meu aniversário ele ofereceu-me
esta viagem. As Maldivas são, de facto, um paraíso porque, para além de tudo o que temos à nossa volta, conseguimos realmente descansar, que era o que eu estava a precisar.
– Perto da última edição dos Globos de Ouro falou-se da possibilidade de estar noiva quando surgiu com um anel especial...
A famosa história do anel, que não foi muito simpática... O Rodrigo disse-me que tinha uma surpresa para fazer nas Maldivas mas não conseguiu esperar e acabou por me dar o anel no meu aniversário, na condição de o guardar e levar para a viagem. Eu decidi usá-lo um dia...
– Então houve um pedido de casamento?
Rodrigo –
O presente de anos era a viagem e o outro presente era para ser dado nas Maldivas mas, como fazia anos, decidi dar o anel, na condição de o devolver porque era nas Maldivas que fazia sentido. A Liliana quis usá-lo um dia, mas fê-lo no momento e no sítio errados porque houve quem tivesse reparado, o que retirava um pouco a magia do momento, que eu tinha planeado.
Liliana – Na altura pensei “como é que posso ter um anel daqueles e não o usar?” Não re­sisti à tentação, mas a verdade é que o anel dá nas vistas... Por isso acabei por lhe entregar o anel e só o voltei a ver nas Maldivas.
– Nesse caso, já estava prepa­rada para o que ia acontecer?
Não. Podia acontecer, mas não havia nada planeado. Aliás, esteve mesmo para não acontecer, porque quando decidimos que nos íamos mesmo casar, o tempo mudou. Houve um temporal enorme, choveu imenso e eu mentalizei-me que, se não tivesse que ser, não era. Entretanto foi engraçado porque um dia, quando estávamos a tomar o pequeno-al-
moço, um dos responsáveis do resort veio ter connosco e perguntou se nos queríamos casar nessa manhã, já que não estava previsto chover.
Rodrigo – Eram 10h30 e tínhamos duas horas para preparar tudo.
Liliana – E assim foi. Não tinha nenhum vestido novo, usei um da Veste Couture, que tem vestidos de noiva lindíssimos, mas aquele era de praia! Houve um episódio engraçado: o fotógrafo que contratámos na altura chegou ao quarto e, depois de me ter tirado três ou quatro fotografias, disse-me: agora põe o vestido de noiva. Lá lhe expliquei que era aquele mesmo [risos].
– Estava nervosa?
Sim. Nunca pensei que ficasse nervosa, porque lá é tudo muito descontraído, mas dei por mim a pensar realmente no passo que estávamos a dar. Estava nervosa, mas muito feliz e quando cheguei e vi o que estava à nossa espera, tive a certeza de que era mesmo aquilo que queria para nós. Tinha tudo a ver connosco, foi uma cerimónia simples, mas muito emotiva. A nossa alegria foi contagiante e senti que quem estava à nossa volta – os hóspedes do resort vieram todos espreitar – estava feliz também. A rapariga que conduziu a cerimónia também se emocionou, e está habituada a fazer estes casamentos.
– Houve mais alguém que também chorou...
Eu. Pior, fiquei com aquele nó na garganta que não nos deixa falar. Ter que dizer coisas muito íntimas em inglês torna-se complicado... Mas foi um momento de felicidade muito bonito. Foi uma cerimónia simples e emotiva, mas como foi tão especial, decidimos partilhar alguns momentos. Só o fazemos agora porque ainda não tínhamos falado com as pessoas mais próximas, como os pais do Rodrigo.
– Que só souberam depois? Ninguém ficou aborrecido?
Rodrigo –
Só souberam quando chegámos. Também não fazia sentido dizer-lhes pelo telefone... Convidámo-los para jantar em nossa casa e ninguém ficou aborrecido, pelo contrário. Se há coisa que querem é ver-nos felizes.
– A família e os amigos vão exigir uma festa cá...
Quando isso acontecer será um bocado como aconteceu esta, será quando tiver que ser e onde for. Não há nada planeado.
– De facto, não vale a pena planear muito as coisas...
Liliana –
“Não faças planos para a vida porque a vida já tem planos para ti.” Foi como tinha que ser e acho que foi uma ceri­mónia muito bonita, que tem tudo a ver connosco. O Rodrigo tem uma ligação grande ao mar, eu sou uma apaixonada por praia e por todo aquele ambiente. Sinceramente, olhando para trás, não queria mais nada. Era aquilo: o homem que eu amo, num sítio que nos diz tanto.
– Era importante para vocês oficializar a relação?
Era importante para os dois celebrar desta forma, iniciar assim o primeiro dia do resto das nossas vidas. Não é que mude alguma coisa, porque não mudou nada, mas vivemos momentos tão bonitos e tão intensos... Acho que a diferença é essa: celebrar o nosso amor e ter estes momentos para recordar.
Rodrigo – A relação era mais do que oficial, mas creio que era um passo importante para nós enquanto casal. Apesar de burocrático, esta responsabilidade que assumimos tem o seu lado simbólico e emocional.
Liliana – Ajuda a lembrarmo-nos do que prometemos um ao outro, dos conselhos que a mestre de cerimónia nos deu, como dizer todos os dias um ao outro que nos amamos e nunca nos deitarmos chateados. São coisas que estamos sempre a ouvir, mas que agora estão muito mais presentes na nossa cabeça, porque nos foram ditas daquela forma, naquele dia. Por isso é que o início das relações é tão importante: lembrar os bons momentos pode ajudar-nos mais tarde, no caso de surgirem dúvidas. Esta cerimónia será uma coisa boa para nos lembrarmos em fases mais complicadas.
– Calculo que tenha pensado muito na sua mãe e no quanto gostaria de partilhar com ela este momento tão feliz.
Tenho a certeza de que a minha mãe estava comigo, que estava feliz, talvez com o coração mais descansado por me ver acompanhada pelo Rodrigo. Levei uma fotografia dela comigo e, antes da cerimónia, falei com ela. Sei que se cá estivesse ficaria muito feliz e mais tranquila, e sei que ela abençoou a nossa relação, assim como também pedi a bênção ao Santo
António, de quem sou devota.

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