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Ana Hickmann volta à rotina depois do atentado do fã

Em casa com o marido e o filho, a apresentadora brasileira recorda as horas de terror que passou sequestrada num quarto de hotel.

CARAS
10 de julho de 2016, 14:00

Nove dias depois de ter sofrido uma tentativa de assassinato por um suposto fã, Ana Hickmann, de 35 anos, procura forças na família para voltar à rotina e superar o susto que quase lhe tirou a vida. “Tive a certeza absoluta de que iria morrer. Ele olhou-me nos olhos, não pestanejava, e disse com muita segurança que me mataria, que dali eu não sairia, que chegara o meu dia”, conta a apresentadora do Hoje em Dia, da Rede Record, sobre o atentado que sofreu as mãos de Rodrigo Augusto de Pádua, de 30 anos, em Belo Horizonte, onde estava, com os cunhados Gustavo Corrêa, seu sócio, e Giovana Oliveira, sua assessora de imprensa, de passagem para o lançamento da sua marca de roupa. Armado, Rodrigo invadiu o quarto onde Ana se preparava para o evento, e manteve os três sequestrados. Acabou por disparar duas vezes sobre Giovana, ferindo-a gravemente, e Gustavo acabou por matá-lo com dois tiros. “Hoje, já consigo contar a história sem chorar. Ele apontou à minha cabeça e apertou o gatilho. Parece o guião de um filme de terror. Jamais pensei que isso pudesse acontecer”, conta Ana, acarinhada pelo marido, o empresário Alexandre Corrêa, de 44 anos, e na companhia do filho, Alexandre Jr., de dois, no seu apartamento, em S. Paulo, na véspera de regressar ao trabalho. “Não vou deixar de fazer nada”, reforça.
– Como foram os últimos dias?
Ana Hickmann – Cheguei a casa num sábado de madrugada e domingo foi um dia muito difícil. Principalmente pela aflição por notícias da saúde da Giovana, que passou por duas cirur­gias muito delicadas. As minhas irmãs vieram para a minha casa e ficámos todos juntos, tentando buscar forças uns nos outros. Depois da transferência da Gio­vana para São Paulo, na quarta-feira,
e de toda a repercussão do caso na imprensa, decidi que não queria mais acompanhar a história pelos media. Fui com o meu marido e o meu filho para a minha casa no interior, em Itu, a 75 quilómetros de São Paulo. Fez-me bem rever as minhas coisas, as pessoas que amo, os meus cães. Foi impossível pensar que poderia não estar mais ali. O sábado, quando fez uma semana, foi muito difícil. Perto da hora a que tudo aconteceu, emocionei-me e chorei.
– Está a receber ajuda profissional?
– Sim! Nunca fiz terapia, mas pedi ajuda a um psicólogo amigo. Não só para mim, mas para toda a família. Está a ser difícil para todos. Ele recomenda-me que fale sobre o assunto, para chorar se tiver vontade... Até essa sensação de medo passar. É uma mistura de insegurança com alegria de estar viva e felicidade de ter a família junto a mim. O barulho da porta a bater, por exemplo, ainda me assusta.
– Chegou a tomar algum medicamento?
– Durante três dias tive de tomar remédios para dormir. Assim que deito a cabeça na almofada, regressam as lembranças. Mas, por enquanto, nada de antidepressivos. Às 6 da manhã, quando o meu filho me chama, isso dá-me coragem para me levantar e levar a vida para a frente. O melhor remédio tem sido a oração e a família. Voltar ao trabalho vai ser muito bom.
– Mudou a sua relação com Deus?
– Sempre rezei bastante e acredito muito em Deus. Mas nunca agradeci tanto por estar aqui, bem, inteira e, apesar de tudo o que aconteceu, sem um arranhão. Papai do Céu me deu a chance de voltar para casa, ver o meu filho e o meu marido, sentir o cheiro deles. Já posso dizer que Ele gosta muito de mim e me deu provas que acreditar Nele e pedir sua força e proteção faz toda a diferença. Quando tudo passou e o pó assentou, tive certeza de que tenho uma missão a cumprir por aqui. Tenho muita coisa boa ainda para fazer nessa vida.
– Depois de uma semana em casa, vai voltar ao trabalho. Sente-se prepa­rada para voltar a estar exposta?
– Depois de cinco dias protegida dentro de casa, perguntei-me se estaria preparada para sair à rua e encontrar gente. E fiz isso. Em Itu, fui pessoalmente comprar algumas coisas. Assim que saí do carro, os primeiros minutos foram difíceis... Comecei a transpirar e fiquei com a boca seca. Mas assim que se aproximou a primeira pessoa com uma palavra de carinho, tudo passou. Se antes se aproximavam pedindo para fazer uma selfie, esta semana o que mais escutei foi: “Posso te dar um abraço?” Aprendi o que significa na prática a palavra solidariedade. Solidariedade de atenção, de dar força, de pedir para eu voltar rapidamente. Agora, quando choro, não é de tristeza, mas sim de alegria e conforto. E isso dá-me força para voltar ao trabalho. Não quero parar com a minha agenda, nem com a minha vida.
– Pretende mudar sua relação com as redes sociais?
– Não! Sempre interagi nas redes sociais como algo positivo e vai continuar a ser assim. Por ali, as pessoas sempre foram muito presentes e carinhosas comigo. O meu trabalho sempre foi movido a esse relacionamento, dentro e fora da TV. E quando não é pela Internet, é na rua. Não vou evitar as pessoas. Nunca fiz isso e não vai ser agora. Quero voltar à minha vida normal, voltar a ser a Ana que sempre fui.
– Planos para o futuro?
– Esta é uma página que ficará na minha história, mas não quero ficar marcada por isso. Tive uma segunda oportunidade e quero que esse drama fique pequeno diante de tantas coisas boas que vou realizar daqui para frente. Quero ver o meu filho crescer, a minha família aumentar e o meu marido feliz.

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