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Álvaro Siza Vieira partilha arquivo com os portugueses

Álvaro Siza Vieira voltou a Serralves para apresentar a exposição “Matéria-Prima: Um Olhar Sobre o Arquivo de Álvaro Siza”, comissariada por André Tavares.

CARAS
3 de julho de 2016, 14:00

Matéria-Prima: Um Olhar Sobre o Arquivo de Álvaro Siza reúne no Museu de Arte Contemporânea de Serralves materiais de trabalho de 27 obras marcantes, dos 40 projetos em arquivo, do vencedor do Prémio Pritzker de 1992 e autor daquele espaço museológico portuense. “Esta exposição é para quem quiser estudar e compreender o porquê das coisas. Aqui podem ficar a saber como nasce a arquitetura, um trabalho que depende de toda uma equipa. E embora a maioria dos projetos não se realizem, podem ver como se desenrolam as negociações”, afirmou Álvaro Siza Vieira na inauguração da mostra, organizada em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian e o Canadian Centre of Architecture. Juntas, as três instituições cooperam na gestão do espólio do arquiteto, que salientou: “Fico muito satisfeito por saber que grande parte dos meus arquivos fica em Portugal, ao contrário do que se chegou a dizer.”
“Este é um dia especial para Serralves, desde logo porque temos a oportunidade de inaugurar uma exposição que se debruça sobre o trabalho de um dos arquitetos mais reconhecidos internacionalmente. Siza e Serralves estão ligados para todo o sempre por este museu, que é muitas vezes apontado como um dos mais belos do mundo”
, salientou Ana Pinho, presidente da Fundação de Serralves. Também Suzanne Cotter, diretora do museu, realçou a importância de permitir o acesso ao arquivo para investigações, consulta e exposições: “É uma forma
de partilhar esta riqueza com o mundo e partilhar o processo de conceção da obra de Álvaro Siza Vieira.”

Comissariada pelo arquiteto André Tavares, a mostra inclui plantas, esquissos, maquetas, correspondência e fotografias. “Olhar as obras de Siza não nos conta toda a história da arquitetura. Esta exposição quer mostrar esse trabalho e ainda os conflitos e as convergências com os clientes, a forma das encomendas e a natureza de alguns documentos”, explicou o comissário.

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