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Vanessa Giácomo: “Não me privo de nada por causa da fama”

A atriz brasileira esteve em Lisboa para participar na XXI Gala dos Globos de Ouro.

Marta Mesquita
25 de junho de 2016, 14:00

Vanessa Giácomo, de 33 anos, é uma das grandes apostas da Globo, tendo já no seu currículo papéis marcantes – como Zuca, em Cabocla, e Aline, em Amor à Vida – que lhe mereceram os aplausos não só do público como da crítica e dos seus pares. Contudo, o seu crescente sucesso e mediatismo nunca a deslumbraram e é com os pés bem assentes na terra que tem conseguido conciliar a sua vida de todos os dias, como mãe e mulher, com um trabalho exigente que lhe traz fama e reconhecimento além-fronteiras. Sem tiques de vedetismo, a estrela brasileira nunca recusa uma fotografia e um sorriso a quem a aborda, como se comprovou durante o seu desfile na passadeira vermelha dos Globos de Ouro, na qual entregou o Globo de Ouro de Melhor Desportista Feminino a Telma Monteiro.
Dias antes desta grande festa, a atriz conversou com a CARAS e partilhou o seu universo pessoal, no qual o marido, o empresário Giuseppe Dioguardi, e os filhos, Raul, de oito anos, Moisés, de seis [que nasceram do seu anterior casamento], e Maria, de um ano [já desta união], têm os papéis principais.
– Não é a primeira vez que vem a Portugal. O que mais gosta do nosso país?
Vanessa Giácomo – Esta é a segunda vez que venho a Portugal. Vim em 2005 e estive no Algarve, em Lisboa e em Leiria. E adoro Portugal! Gosto muito dos portugueses. Quando chegamos a um sítio, o que nos marca logo é a forma como somos recebidos. Além disso, é um país lindo e cheio de história. Também adoro a comida! Portugal é o país da Europa em que mais me sinto em casa. É muito gratificante saber que aqui as pessoas assistem às nossas novelas e gostam.
– Em Portugal já é bastante conhecida, mas no Brasil ainda é mais. Consegue fazer uma vida normal, com todo o sucesso e mediatismo que alcançou?
– Não me privo de nada por causa da fama. Um ator não pode deixar de passear, de ir aos lugares ou de conhecer pessoas. Nós vivemos de observar os outros. Não deixo de fazer nada por ser conhecida. No Rio de Janeiro, as pessoas já estão muito habituadas a ver atores. Eu vou ao mercado, trato dos meus assuntos e não me incomoda nada ser abordada pelas pessoas nessas ocasiões. Faz parte do meu trabalho. E o que seria de um ator sem o reconhecimento do público?
– Só foi para o Rio de Janeiro com 18 anos. Foi bom poder crescer num sítio mais pequeno e sem a fama à mistura?
– Acho que sim. Na vida não podemos pular etapas. Aproveitei a infância, brinquei na rua, subi às árvores... Depois, vivi intensamente todos os conflitos da adolescência. Por isso, quando aos 18 anos decidi ir viver para o Rio, estava muito preparada para o que queria fazer. Sempre soube que queria seguir esta carreira. Não por uma vaidade, nunca quis ser famosa, mas sim por amor à representação. Tenho muito amor e respeito pelo que faço. Além disso, não misturo a minha vida pessoal com a profissional. Deixo sempre a personagem no estúdio. Chego a minha casa e sou eu. E preciso mesmo desse distanciamento.
– E como é que se concilia tanta dedicação à profissão com um marido e três filhos?
– Como qualquer mulher, consigo ser uma equilibrista! Faço o meu trabalho e dou atenção aos meus filhos. Não ponho a responsabilidade da educação deles nas mãos de outra pessoa, porque quero transmitir-lhes os valores que considero importantes. Consigo tempo para tudo e às vezes nem sei como! Agora que terminei as gravações da novela [A Regra do Jogo, em exibição na SIC] surgiram alguns convites para fazer cinema e eu não aceitei para poder estar com os meus filhos. É fundamental ter tempo para a minha vida.
– E quem é a protagonista dessa vida de todos os dias?
– Sou uma pessoa muito positiva, nunca me vitimizo.
– E conseguiu fazê-lo mesmo quando perdeu a sua mãe, em 2013?
– Sim. A dor da perda e da sau­dade é incomparável, nem há palavras que a expliquem. Contudo, não me vitimizei nem deprimi. Sinto muitas saudades da minha mãe, sofro muito com isso, mas não me vitimizo. Resolvi tudo dentro de mim e entendi que a vida é mesmo assim. Tento sempre ver as soluções para os problemas. Não podemos ficar presos ao que aconteceu. Temos é de pensar naquilo que podemos mudar.
– Que tipo de mãe é?
– Sou exigente, mas sou muito carinhosa. Tento equilibrar tudo e não deixo que o amor que sinto por eles me impeça de corrigi-los. Ser mãe é corrigir e a criança entende essa atitude. É, com certeza, o papel mais exigente da minha vida.
– E faz uma boa equipa com o seu marido?
– Sim, sem dúvida. Tive muita sorte em encontrar uma pessoa tão bacana que acolheu de uma forma extraordinária os meus filhos e que faz tudo por eles. É um marido mara­vilhoso e sinto-me uma sortuda.

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