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Maria, filha de Bibá Pitta, apresenta Duarte: “Nunca pensei ser capaz de amar assim”

Duarte nasceu prematuro e teve de ficar internado uns dias, mas esse tempo já lá vai. Aos três meses, é um bebé cheio de vitalidade e que transmite muita tranquilidade, como concordam a avó Bibá e a mãe, Maria.

Cristiana Rodrigues
19 de junho de 2016, 12:00

Maria, 23 anos, é a filha mais velha de Bibá Pitta. Foi mãe há três meses de um rapaz, Duarte, que nasceu do seu namoro com Gui Paixão com quem se prepara agora para construir uma vida a três. Sem medos nem dúvidas. Maria, que deixou o seu trabalho como assistente de bordo para se dedicar ao primeiro filho, acredita que ser mãe é “o melhor trabalho do mundo”. Numa entrevista em que confessou o quanto o bebé veio preencher o seu coração, também se deixou emocionar quando tentou encontrar palavras para descrever o amor que sente pelo filho. Tentou... mas não conseguiu.
– Vamos falar de amor. De mãe e filho...
Maria –
Não há palavras que descrevam o que sinto pelo meu filho. Nunca pensei que fosse capaz de amar assim. É um amor sem limites. É tão forte e tão intenso que não vou conseguir arranjar palavras que descrevam o que sinto de facto.
– O Duarte nasceu um mês antes do previsto. Foi um início atribulado?
Sim, foram 12 dias em que fui mãe de monitor, como se costuma dizer. O Duarte teve de ser internado na unidade de neonatologia e isso causou-me alguma ansiedade, mesmo sabendo que ele estava a ser bem acompanhado. Mas o normal seria eu sair da maternidade com ele ao colo. E embora soubesse que havia a probabilidade de ele nascer muito cedo, porque a gravidez foi um bocadinho conturbada a partir da 20.ª semana, eu não estava preparada para ir para casa sem ele.
– Mas aconteceu. Foi sempre otimista ou teve momentos de fraqueza?
Não sou nada otimista, só o fui porque a minha família me apoiou.
– Depois veio a emoção de chegar a casa com o bebé nos braços...
Sim, ele foi para casa com 1,900kg e foi crucial o apoio da minha mãe. Ele era muito pequenino e a segurança que tinha no hospital, de repente deixei de ter. Não foi fácil, mas adaptei-me.
– Bibá, têm sido três meses muito in­tensos?
Bibá –
Sim, muito intensos de luz e de coisas boas. Ver este bebé a crescer de dia para dia, ver a Maria a ser uma mãe tão presente, tão dedicada, tem sido uma emoção.
– Não houve o risco de confundir o papel de avó com o de mãe?
Acho que não. Aliás, ser avó não é nada ser mãe duas vezes. A avó mima e cuida. Eu respeito bastante o espaço da Maria, ela sabe muito bem tomar conta do filho. Mas se o fiz, foi por amor, para ajudar. E acho imensa graça: se por acaso ela sai por umas horas, liga-me para saber os pormenores todos. O que lhe vesti, se lhe dei banho, com que produto...
Maria – E não deixar os horários no frigorífico já é uma sorte [risos].
– Sabe-lhe bem sair sem o bebé?
Não tenho muita vontade, confesso. E sair à noite muito menos. Prefiro ficar em casa, nem que seja só a olhar para o Duarte. O que me interessa agora é fazer coisas que o envolvam.
– Há que rever prioridades...
Acho que sim. É também um momento de reflexão. E o mais complicado desta fase é olhar à volta e perceber que há pessoas que se afastaram porque de repente temos interesses diferentes, vidas diferentes.
– Está a falar de amizades?
Sim. Não guardo rancor, mas há pessoas que ficaram para trás.
– Acha que está a perder alguma coisa por ter sido mãe aos 23 anos?
Sempre quis ser mãe nova e adoro. Para sermos mães, temos de abdicar de algumas coisas e para mim ser mãe é o melhor trabalho do mundo. A minha vida agora é o meu filho.
– Mas deve ter ouvido muitas vezes que não tinha maturidade para ter um filho...
Que não tinha maturidade, que era muito nova... Há pessoas que acham que quem vai educar o bebé é a minha mãe. E isso é uma parvoíce. Estou apta para educá-lo e não há ninguém melhor do que eu que saiba o que ele precisa.
– Chegou a hora de a Maria ir à vida dela...
Bibá –
Sim, a Maria vai para casa dela, precisa de ir. Estes três meses foram muito importantes, foi quase terapêutico para mim e para toda a família. Foi colmatar a falta que minha mãe nos faz.
– Está preparada para essa fase, Maria?
Maria –
Sim. Estou profundamente grata à minha família pelo apoio que me deram nestes meses. Sei que junto deles tenho o meu porto seguro, mas está na hora de construir a minha família.
Bibá – Ela tem de ir construir a família dela. Quero que eles sejam felizes e que construam o núcleo deles. A vida é mesmo assim, a construção da família, do afeto, dos amores.
Maria – Pela minha mãe, nós ficávamos aqui a viver, ela já nos diz para irmos só depois do verão [risos].
Bibá – E espero que um dia isso aconteça [risos]. Se pudesse tinha uma casa-mãe e à volta várias casas com portões independentes. Vivi sempre com os meus pais e ainda bem. Eu e a minha mãe nunca guardámos rancor, nunca deixámos de ser amigas, nunca deixámos de nos respeitar.
– O Duarte trouxe tran­quilidade à sua relação com o Gui?
Sim. O Gui tem sido um pai exemplar. A fase difícil que passámos com o nascimento do Duarte uniu-nos ainda mais.
– Diz-se que um filho é uma prova de fogo para qualquer relação. Sente isso?
Sim, é. E o que posso dizer é que neste momento estamos muito felizes e o Duarte serviu para vermos o que queremos da vida.
Bibá – Um filho implica tanta mudança, tanta dedicação, é uma prova para toda a vida. As duas pessoas têm de gostar muito uma da outra para criar um filho em conjunto. Quando se tem um filho, fecha-se um livro, põe-se na prateleira e abre-se outro que nunca mais se fecha. Um filho é para sempre.

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