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Rui Maria Pêgo solidário com as vítimas do massacre de Orlando

O filho de Júlia Pinheiro fez um comentário na sua página do Facebook.

CARAS
14 de junho de 2016, 11:01

Rui Maria Pêgo, de 27 anos, recorreu às redes sociais para comentar a tragédia numa discoteca gay em Orlando, no estado norte-americano da Florida, no passado domingo, 12 de domingo, onde morreram 50 pessoas e 53 ficaram feridas.
No Facebook, o filho de Júlia Pinheiro e Rui Pêgo mostrou a sua empatia para com as vítimas. "Há uns tempos um amigo perguntava-me: "o que é isso de ser figura pública? Já se qualificam como figuras públicas, as meninas apanhadas a fazer amor no Main?"
Dificilmente. Por mais que já se lhes conheça alguns ângulos mortos.
Conheço pessoas que dizem ser "figura pública por profissão". Ou seja, existem, respiram, de forma... Pública. O seu trabalho é esse: oxigenar o sangue à frente dos outros.
Tudo bem. Cada um respira como quer. Menos aqueles que acabam mortos por não respirarem como é suposto.
E não estou aqui a fazer uma graça com asmáticos. Morreram 50 pessoas em Orlando - terra da Disney - que ousaram ser quem são dentro de um local que imaginavam seguro.
No fundo, respiravam. Lá na vida deles. Ligeiramente entrincheirados numa discoteca lá "deles".
Para sempre "meio entrincheirados".
Porque é sempre assim, não é? Morreram "aqueles". Aqueles sírios. Aqueles turcos. Aquelas nigerianas raptadas e violadas pelo Boko Haram. Aqueles paneleiros que quiseram abanar-se ao som de Ariana Grande.
Não digo paneleiros para chocar. Digo-o porque as palavras têm vida; memória. Digo-o porque esses paneleiros são iguais a ti que estás a ler isto.
E são completamente iguais a mim; são pessoas.
Por circunstâncias escolhidas e herdadas, sou uma figura pública - por mais que o termo me faça rir.
Contudo, não desconto no IRS com croquetes e não apareço muitas vezes nas revistas que acabam esquecidas em salas de espera. Esse não é o meu trabalho.
O meu trabalho é público. Seja na televisão, ou na rádio, mas gosto de pensar que existe para promover discussão.
É por isso que escolho ter o desplante de falar disto às quase 60 mil pessoas que seguem esta página.
Coincide gostar de homens. Mas gosto mais de que toda a gente possa ser o que quiser, onde quiser, de que forma quiser, sem esperar um balázio na testa.
Não me parece pedir muito.
E eles não pediram muito. Quiseram só estar à vontade.
Não quero pôr um # a trendar.
Quero só que penses como, ao fomentar o ódio, vamos todos parar ao mesmo forno.
É só uma questão de tempo.
Não rezes por Orlando. Trata só os outros com o respeito que gostarias que tivessem por ti."
, escreveu.

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