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Ana Galvão: “Sinto que o melhor está para vir”

Recém-separada de Nuno Markl, em Marrocos a animadora de rádio mostrou-se incapaz de perder a boa disposição.

Ana Oliveira
10 de junho de 2016, 10:00

A semana passada em Saïdia, Marrocos, com um grupo de caras conhecidas, oferecia diversos passeios e experiências e Ana Galvão, de 41 anos, destacou-se pela disponibilidade e entusiasmo com que aceitou qualquer desafio. Curiosa e bem disposta, a animadora de rádio da Antena 3 e autora do blogue com o seu nome, alojado na rede da CARAS, não hesitou em participar numa clínica de golfe com o filho, Pedro Markl, de sete anos, que a acompanhou, ou em fazer uma viagem de quase uma hora para ir conhecer as montanhas de Béni-Snassen, o Vale de Zegzel e a deslumbrante Gruta do Camelo. Quando nos conta que tem a matrícula no curso de Turismo congelada, tudo encaixa: claro que não poderia ter desperdiçado todas estas expe­riências. “Um dia hei de terminar o curso”, promete, com o otimismo que lhe observámos durante todos estes dias. Mesmo quando fala da recente separação do pai do filho, o humorista Nuno Markl, Ana não perde o sorriso: “Somos pais, continuamos a ser uma família e temos uma relação maravilhosa”, justifica, naquele seu português quase demasiado perfeito, que apurou de forma a poder fazer rádio em Portugal, para onde se mudou com os pais – ela espanhola, ele português – na adolescência, depois de ter crescido em Madrid.
– O Pedro fala espanhol? Consegue ensinar-lhe a sua língua materna?
Ana Galvão
– Gostaria, mas tenho um problema: se me ponho a falar espanhol, rapidamente recupero o sotaque, e não posso, por causa do meu trabalho. O Pedro entende espanhol, mas ainda não é fluente. A minha mãe é que fala muito em espanhol com os netos (são cinco). Eu prefiro não me contagiar: para grande pena minha, não vejo filmes espanhóis, por exemplo.
– E foi fácil dominar o portu­guês quando veio para cá?
– Sempre falei português, por causa do meu pai e da família desse lado, mas quando vim, era super gozada na escola, onde fui sempre “a espanhola”. Havia um lado bom: não só era notada por ser especial, como beneficiava de alguma benevolência dos professores. Mas quando comecei a fazer rádio, aí sim, tive de trabalhar muito para perder o sotaque.
– A rádio surgiu por acaso ou foi uma paixão desde cedo?
– Acho que sempre tive vontade de fazer rádio. E quando entrei num estúdio pela primeira vez confirmei essa sensação. Comecei como estagiária e, entretanto, ao acabar o secundário, fiz um curso profissional de comunicação de rádio na estação onde traba­lhava. Foi um ano muito intenso. Depois inscrevi-me em Letras, mas não consegui conciliar os horários com o trabalho e não terminei. Mais tarde comecei o curso de Turismo, uma matrícula que tenho congelada, mais uma vez por causa dos horários. Mas terei tempo para terminá-lo, um dia...
– Entretanto, foi também fa­zendo televisão.
– Estreei-me no Top +, depois estive no Só Visto!, cheguei a estar no Portugal no Coração diariamente e fazia continuidade no Dança Comigo ao fim de semana. Houve uma altura em que trabalhava tanto, porque acumulava a televisão com as manhãs na rádio, que ponderei ficar só com a televisão. Mas houve qualquer coisa que me travou. Eu adoro rádio.
– E a televisão traz questões que suspeito não serem irrelevantes no seu caso: a exposição e a necessidade de estar sempre preocupada com a imagem.
– Sem dúvida. O mundo da televisão é muito divertido se o levarmos com leveza, de outra forma, traz demasiada pressão. Já a exposição, no meu caso, não noto muito. Há dias em que tenho imenso retorno, mas outros em que passo completamente despercebida. Mas não me incomo­da, falo com qualquer pessoa.
– Mas isso acabou por a obrigar a expor um pouco da vida privada, nomeadamente quando anunciou a separação.
– Claro. Fizemo-lo por respeito pelo público, não fazia sentido esconder. Tudo tem um reverso, e se por um lado usufruímos do cuidado e da atenção das pessoas, por outro temos de as respeitar.
– E mantém uma boa relação com o Nuno, continuam a ter projetos profissionais juntos, como o Animais Anónimos.
– Sim, temos uma relação maravilhosa, somos amigos e somos pais. Continuamos a ser uma família os três, estamos ambos com o Pedro todos os dias, jantamos muitas vezes os três. Não quero que esta fase de transição deixe qualquer tipo de trauma no Pedro, estamos a dar-lhe tempo para absorver tudo.
– Gostaria de um dia ter mais filhos?
– Agora não penso nisso, não sei.
– E não teve mais filhos quando o Pedro era pequeno por opção ou porque deixou passar o tempo?
– Foi um bocado isso, deixei passar o tempo. O Pedro deu-nos muito trabalho até aos três anos, tinha imensas cólicas, e nós pensámos: não vamos ter outro agora, temos de recuperar um bocadinho da sanidade mental. E as coisas vão acontecendo assim... Mas claro que não sei o que vai acontecer no futuro. Há anos era colega do Nuno e não me passava pela cabeça que teríamos um filho juntos [risos].
– Não mostra qualquer amargura quando fala do Nuno.
– Não, de to­do. Acho que fizemos as coisas na altura certa, estou absolutamente convencida disso.
– Parece ser uma pessoa com um otimismo intrínseco, o que ajuda certamente a ultrapassar os problemas.
– Sim, sou bastante. E não considero que a minha separação tenha sido um problema ou uma dificuldade. É duro separares-te de alguém, sobretudo de uma pessoa de quem gostas, da companhia, dos hábitos... É muito recente e ele ainda é a minha pessoa. Mas tudo se supera e eu vejo isto como uma nova fase. Acredito mesmo que o melhor ainda está para vir. Acho sempre isso [risos]. E há uma coisa em que às vezes não se pensa: a vida seria muito aborrecida sem vicissitudes. É isso que nos faz crescer e aprender. É uma coisa que deveríamos apreciar.

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