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Maria João Abreu com os filhos: "Sou completamente dependente deles"

A atriz, de 52 anos, revela o seu lado maternal e posa ao lado dos filhos, Ricardo e Miguel Raposo, fruto do seu anterior relacionamento, com José Raposo.

André Barata
29 de maio de 2016, 12:00

À chegada ao Teatro da Trin­dade, imediatamente vimos a atriz Maria João Abreu, de 52 anos, que, cheia de felicidade, aconchegava num abraço o mais recente membro da família: o neto, Matias, de 4 meses, fruto do casamento do seu filho mais novo, Ricardo Raposo, de 23 anos, com Rita, de 26. Tal como a mãe e o pai, o ator José Raposo, Ricardo e Miguel, este de 30 anos, seguiram o rumo do espetáculo e hoje desdobram-se em projetos que vão do teatro ao cinema e passam pela música. Escolhemos este local para uma sessão fotográfica a pensar no Dia da Mãe, pois é aqui que Maria João passa agora grande parte do seu tempo, onde tem em cena a peça O Apartamento.
– Consegue juntar-se muitas vezes com os seus filhos?
Maria João Abreu –
Sim, consigo! Eles saíram de casa há cinco anos, foram viver juntos, amantizaram-se os dois com as respetivas namoradas [risos], mas ficámos a viver próximos e eu até achava que ia perder os meus filhos, mas de vez em quando vêm comer a casa da mamã ou o contrário. Depois fazemos muita coisa juntos: vamos ao teatro, ao cinema ou à praia.
– Fazendo uma retrospetiva da sua vida enquanto mãe, do que tem mais saudades?
– De quando eles eram pequeninos. Desde que me estreei em teatro que tenho tido sempre trabalho e enquanto eles eram pequenos vinham comigo e eu só desejava que eles crescessem para se tornarem independentes. Só agora percebi que eu é que sou completamente dependente deles!
– É uma ‘mãe-galinha’?
– Completamente. Mas nunca os castrei nem exigi nada. Dei sempre liberdade. Apenas tentei conduzi-los.
– E para os filhos, que tipo de mãe é a vossa?
Ricardo Raposo –
Esta mãe é das mais especiais à face da terra. Nunca põe nada à frente da família.
– Agora é avó. Soube-lhe bem recordar o que é ter um bebé?
Maria João – Parece mesmo que estou a reviver a maternidade, sendo que não tenho a responsabilidade de ser mãe, tenho só o prazer e o amor. Ainda por cima, desde que fez dois meses que os pais o têm confiado ao meu cuidado para ficar com ele uma noite ou um dia. Como os pais são atores e terão um trajeto de vida como eu tive, assim não vai estranhar quando tiver de ficar com a avó. Vamos trocando: ora fica comigo e com o meu marido, ora com o avô José Raposo e com a Sara [Barradas]. Portanto ele tem, acima de tudo, muito amor de toda a família.
– Gostava de ter tido mais filhos?
– Sim, gostava. Depois de me casar com o João, tentei, mas já não consegui. Agora tenho o meu neto e tenho a certeza de que a seguir o meu filho Miguel me vai dar uma neta e a família irá crescendo. Agora tem de ser uma menina!
– E como esta conversa é sobre mães, que tipo de educação recebeu da sua?
– Sendo ela de outra geração e também por uma questão educacional, cultural e religiosa, era um pouco mais conservadora. Não me deu a liberdade que eu dei aos meus filhos. Tinha sempre muito medo. Se ela pudesse, ter-me-ia transportado numa redoma [risos]. Eu cresci a pensar que nunca haveria de fazer o mesmo aos meus filhos. Na altura revoltava-me um pouco, mas hoje, como sou mãe e avó, compreendo que ela o fez por amor. Acho que sou muito parecida com a minha mãe, tenho um enorme instinto protetor.
– Olhando para os seus filhos, sente que fez um bom trabalho?
– Tenho a certeza que sim, embora possa parecer um pouco arrogante da minha parte. Tenho muito orgulho neles.
– 33 anos depois do início da carreira, alguma coisa mudou?
– A paixão continua a crescer, tal como a paixão pelos filhos. Cada dia que passa amo mais os meus filhos, o meu neto. Cada vez estão mais entranhados em mim. A paixão pelo teatro, por esta vida, também. Mas hoje sou mais serena, controlada. Era muito impulsiva e acho que agora desfruto muito mais da vida, há uns anos era muito ansiosa.

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