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Eduardo Beauté inseparável de Fernanda Serrano: “Somos irmãos do coração”

A atriz e o cabeleireiro são amigos há 27 anos. Sincera e muito direta, Fernanda tenta sempre proteger Eduardo das pessoas interesseiras. Contudo, é também a ingenuidade do amigo que continua a fasciná-la.

Marta Mesquita
26 de maio de 2016, 10:00

Apesar de já se conhecerem há 27 anos e de falarem ao telefone regularmente, sempre que Eduardo Beauté e Fernanda Serrano se encontram, as conversas surgem em catadupa, evidenciando um entusiasmo genuíno que não se perdeu com os anos de convivência. A apoiarem-se em todos os momentos, é com uma sinceridade desarmante – que a leva a dizer ao amigo tudo o que pensa – que a atriz tem acompanhado esta nova fase da vida do cabeleireiro, que, depois de cinco anos muito dedicado à família, quer dar um novo ânimo aos seus sonhos profissionais.
Entre conselhos, confidências e várias gargalhadas, Fernanda e Eduardo revelaram os segredos da ‘cola’ desta amizade.
– Foi uma amizade ‘à primeira vista’?
Eduardo Beauté
– Penso que nos conhecemos quando ela foi fazer um trabalho perto de Leiria e foi pentear-se ao meu cabeleireiro. Na altura, ainda estava em Leiria. Ela cativou-me logo com a sua simpatia e espontaneidade. Mais tarde, cruzámo-nos em Lis­boa e a nossa amizade foi crescendo. Hoje, consideramo-nos família. Ela é minha madrinha de casamento, eu sou o seu padrinho de batismo. Somos irmãos de coração.
– Como é a Fernanda Serrano como amiga?
– É muito preocupada com o outro. Está sempre disponível para falar comigo. É muito presente. É das primeiras pessoas a quem ligo quando quero contar alguma coisa. Tenho o maior à-vontade para falar com ela sobre as minhas alegrias e tristezas.
– O que faz do Eduardo um amigo tão especial?
Fernanda Serrano
– O Eduar­do é dos meus melhores amigos e é uma das pessoas mais presentes na minha vida. Estamos ao lado um do outro nos bons e nos maus momentos. O Eduardo nunca defraudou as minhas expectativas. É um ser humano muito valioso. Por vezes tento defendê-lo de si próprio, porque ele se entrega demasiado a todas as pessoas e algumas podem não ter as melhores intenções. Ele tem uma ingenuidade fascinante, porque acredita nas pessoas. O que é bonito e inspirador, mas não deixa de, em alguns momentos, ser um defeito.
– E é difícil entrar nesse seu círculo mais íntimo?
– É... Os meus melhores amigos já estão na minha vida há muitos anos. Por isso, é muito difícil entrarem pessoas novas. Estou muito feliz com este meu círculo e não me faz falta ter mais amigos, apesar de não fechar portas a ninguém.
– E nesta relação quem é o melhor ouvinte?
– Varia... Há alturas em que sou eu a conselheira, noutras é o Eduardo. É bom ouvirmos alguém que nos traz outra perspetiva das situações que estamos a viver.
– Além de serem amigos, é o Eduardo que trata da imagem da Fernanda. Neste caso, consegue distinguir o amigo do profissional?
Eduardo –
Não. Cuido da ima­gem de várias figuras públicas e a maior parte são minhas amigas. Quando trato da imagem de uma pessoa que é muito minha amiga, tenho uma dedicação ainda maior.
Fernanda – O facto de ele ser meu amigo acaba por facilitar, porque conhece muito bem os meus gostos. O Eduardo conhece bem o meu cabelo e ao fim de tantos anos ainda me consegue surpreender.
– Ao fim de 33 anos de profissão continua a ter essa vonta­de de surpreender?
Eduardo
– Sem dúvida. O segredo é estar sempre na van­guarda. Todos os dias surgem novas técnicas e eu gosto de estar a par de tudo. Como há sempre tanta coisa para aprender, acho muito difícil alguém sentir-se totalmente rea­lizado nesta área. Ter o meu salão na Ave­nida da Liberdade foi realizar um grande sonho. Por enquanto, este é o meu único espaço, mas gostava muito de alargar a marca. Queria abrir espaços Eduardo Beauté nas principais cidades do país, como Porto, Coimbra e Leiria, que é a minha terra natal.
– Acha que vai ser fácil conciliar esta fase de expansão com a sua vida profissional, sendo casado e tendo três filhos?
– Nestes últimos anos, tenho-me dedicado muito à família, mas agora chegou a altura de voltar ao leme deste meu navio. Já era um cabeleireiro de referência muito antes de me casar ou de ter adotado os meus filhos. Já me conhecem publicamente há 25 anos, talvez. Tudo o que consegui foi graças ao meu trabalho. Contudo, noto que nos últimos anos as pessoas começaram a ver-me como um profissional inalcançável. Como me veem nas revistas e na televisão, acham que só atendo as estrelas, o que é mentira. O meu cabeleireiro é acessível a todas as pessoas e bolsas e tanto atendo a Luísa Champalimaud como uma senhora que trabalha nas lim­pezas. Mais de 90 por cento dos meus clientes são anónimos, mas, para mim, são tão importantes como as figuras públicas.

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