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Paul McCartney confessa: “Pensei abandonar a música quando os Beatles se separaram”

O músico revela que entrou em depressão e se entregou ao álcool.

CARAS
25 de maio de 2016, 12:47

Aos 73 anos e mais de 46 após o fim dos Beatles, Paul McCartney contou numa entrevista para a rádio BBC que passou por uma fase complicada quando a banda se separou. “Eu estava a separar-me dos meus amigos de longa data, sem sequer saber se ia continuar no mundo da música. Refugiei-me na bebida. Foi ótimo no início, mas depois, de repente, não estava assim tão bem. As coisas não estavam a funcionar. Eu queria voltar aos tempos iniciais da banda e foi por isso que fundei os Wings”, confessou o músico. Os Wings também incluíam a então mulher de McCartney, Linda (de quem se separou em 1998), e receberam muitas críticas negativas, justamente por esta ainda estar a dar os primeiros passos como teclista. No entanto, a banda teve sucesso, embora o artista assuma: “Para ser honesto, nós não éramos assim tão bons. Nós éramos horríveis até. Sabíamos que a Linda não tocava bem, mas ela aprendeu e, olhando para trás, fico muito contente por termos conseguido. Eu podia ter formado um grupo grande (…) mas tornámo-nos especialistas a tocar em universidades e pequenas cidades, o que foi engraçado, porque eu tinha acabado de pisar grandes palcos”.
Nesta ocasião, o britânico disse também que estava satisfeito por ter resolvido a relação tensa que tinha John Lennon, seu colega nos Beatles, antes de este ter sido assassinado, em 1980. "Fiquei muito grato por nos termos voltado a dar antes de ele ter morrido. Porque teria sido muito difícil de lidar com isso se... bem, foi difícil de qualquer maneira", afirmou. Paul McCartney assumiu também que a rivalidade que existia entre os vários membros dos Beatles também tinha o seu lado positivo, pois levava-os a querer dar sempre o seu melhor. “Quando se é jovem, há coisas mágicas que acontecem: fazer parte de uma banda, a competição com John, ser-se jovem, de repente tornar-se famoso... tudo isso acompanhado de um bom trabalho. Se o John aparecesse com uma canção brilhante, eu dizia logo: ‘Ok, vamos lá tentar torná-la ainda melhor’", disse.

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