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Sofia Cerveira: “Este bebé é fruto de um grande amor”

Juntos há pouco mais de um ano, a apresentadora e Gonçalo Diniz preparam-se para serem pais pela primeira vez e já sabem que vão ter uma menina, que deverá nascer no início de agosto.

Marta Mesquita
22 de maio de 2016, 16:00

Diz-se que as grávidas estão em “estado de graça” e, de facto, esta definição encaixa na perfeição no período que Sofia Cerveira atravessa. À espera do primeiro filho, a apresentadora tem vivido com imensa alegria cada momento da gravidez, não deixando que os seus 41 anos ou a luta contra um cancro nos testículos que o seu companheiro, o ator Gonçalo Diniz, travou durante os primeiros meses da sua gravidez, diminuísse este sentimento de plenitude. Aos seis meses de gestação [na data em que foi feita esta entrevista], Sofia já sente a natural ansiedade para conhecer aquele – ou melhor, aquela, porque está à espera de uma menina – que já lhe ocupou o coração e que a faz sentir-se a “transbordar de amor.”
Numa conversa em que as emoções foram protagonistas, a apresentadora revelou o seu lado mais privado e profundo, explicando como esta gravidez e a relação com Gonçalo Diniz a transformaram por completo.
– Na sua página de Facebook publicou uma fotografia sua grávida e escreveu: “Quando o amor toma conta de nós.” Este amor já transformou a sua vida?
Sofia Cerveira – Totalmen­te... É uma emoção muito especial [emociona-se]. São as hormonas! É um amor enorme que se apoderou de mim. Achava que já conhecia amores muito profundos, mas este que agora sinto ultrapassou todas as minhas expectativas. Também sinto muita gratidão por este bebé ter vindo neste momento. Temos recebido bênçãos atrás de bênçãos. Este bebé é o fruto de um grande amor e sinto-me profundamente agradecida a Deus por ser um bebé saudável. Estou a viver esta gravidez com muita emoção. Estou numa fase muito feliz e sinto-me a transbordar de amor.
– Sente, portanto, que este bebé também já a mudou enquanto mulher...
– Sinto, totalmente. Acho que esta gravidez não podia ter acontecido noutro momento, porque tudo o que vivi até aqui foi importante para ser a mulher que sou hoje, mais tranquila, madura e sem pressa de viver tudo isto. Já tive a oportunidade de me entregar imenso à minha profissão e de corresponder aos inúmeros desafios que me foram lançados. Hoje, estou completamente preparada para ter este bebé de uma forma muito mais serena. Tenho vivido dia a dia este estado de graça, sem ansiedade. Fiz tudo na altura certa. Estou muito bem resolvida comigo mesma. Experimentei uma grande paixão, que é a representação, antes de ser mãe, viajei imenso, fui tia... Este bebé trouxe-me muita paz.
– Ser mãe sempre foi um grande sonho ou foi um desejo que surgiu quando se apaixonou pelo Gonçalo?
– Sempre achei que fazia sentido ser mãe. Com o nascimento dos meus sobrinhos esse instinto aprimorou-se. E depois, o facto de ter alguém ao meu lado, que partilha desta vontade, torna esse desejo mais real, porque há expectativas e objetivos em comum. Tem sido tudo muito partilhado e vivido a dois.
– O Gonçalo já agradeceu publicamente o apoio que lhe tem dado, admitindo que para ele a Sofia é uma “inspiração”. É um grande elogio...
– Foi uma declaração inesperada, mas ele é assim... O Gonçalo é que tem sido uma inspiração para mim. Tem sido uma aprendizagem viver com um homem tão determinado, que não desiste, com uma coragem enorme... Tudo isso é fruto de uma grande parceria e cumplicidade que temos. Damos muita atenção um ao outro. Apesar de o Gonçalo ter passado por uma fase mais difícil, nunca deixou de me fazer sentir uma mulher grávida e especial. Ao longo de todo o processo, sempre me senti muito amada. Por isso é que digo que eu é que me sinto inspirada por uma pessoa que passou por algo tão delicado e esteve sempre ao meu lado! Também estive sempre ao lado dele e só assim faz sentido esta partilha, porque é para os bons e maus momentos! Quando amo, entrego-me apaixonadamente.
– Como foi para a Sofia desfrutar da alegria da gravidez ao mesmo tempo que o seu companheiro lutava contra um cancro? Como foi viver com esta dualidade de sentimentos?
– Acho que este bebé veio aliviar esse momento mais delicado pelo qual já estávamos a passar quando soubemos que estava grávida. Portanto, foi uma graça que tivemos e que veio fortalecer ainda mais tudo aquilo que já existia entre nós. Conseguimos enfrentar esse período com outra força e serenidade, porque recebemos algo que ambos queríamos muito e que veio precisamente naquele momento. A nossa vida ganhou outro significado. A vinda deste bebé ajudou também a fortalecer a própria caminhada do Gonçalo na luta contra a doença.
– E no meio de todas estas emoções, tem tido uma gravidez tranquila?
– Sim, muito tranquila. No início tive alguns enjoos, mas passaram. Tenho estado muito bem e tenho feito a minha vida normal, mais regrada, é certo. Quero continuar a trabalhar até ao final da gravidez, até porque me sinto muito bem.
– Ter 41 anos muda em alguma coisa a maneira como está a desfrutar da gravidez?
– A minha idade nunca me assustou. Como é óbvio, é encarada como uma gravidez de risco e estou mais alerta. Mas tem corrido bem desde o início. Nunca houve motivos para ter medo. Estou a ser muito bem seguida pela minha obstetra, com quem tenho uma relação de enorme cumplicidade, e tudo aquilo que tenho de fazer por ter 41 anos foi encarado com tranquilidade. Não sofro por antecipação, até porque assim não conseguiria desfrutar de cada momento. O Gonçalo tem estado presente em todas as consultas e exames, por isso sinto-me muito acompanhada. E somos ambos positivos. Também só temos tido boas notícias, o que nos serena ainda mais. Estamos cheios de esperanças e expectativas.
– Por falar em expectativas, já sabem que vão ter uma menina. Tinham alguma prefe­rência em relação ao sexo?
– Vamos ser pais pela primeira vez e tendo em conta a minha idade, o importante para nós sempre foi que viesse um bebé cheio de saúde, independentemente do sexo. Recebemos esta notícia com muita felicidade e no fundo tenho um imaginário feminino... Mas não havia uma preferência. Ainda não decidimos o nome, mas espero que consigamos escolher antes de a bebé nascer!
– Já pensa muito na mãe que quer ser?
– Só quero ter muita saúde para poder dar todo o amor à minha filha. Vou estar sempre presente para ela, transmitin­do-lhe todos os valores que consideramos importantes. Estou preparada para todos os desafios da maternidade. E até encaro as noites sem dormir com imenso amor. Não estou nada stressada. Estou pronta para dar o melhor de mim como mãe. Faltava-me realmente viver este grande amor e estou ansiosa de o experienciar.
– Tem medo de absolutizar esse amor?
– Não. Tenho a certeza de que com alguma inteligência e equilíbrio tudo se conciliará. Vou fazer os possíveis para integrar a minha filha nas rotinas que já existem. Não quero ser uma mãe que fica sempre em casa, quero ser uma mãe prática. Só sou feliz conciliando o meu lado familiar com o profissional. Agora, vou ser mãe pela primeira vez e também vou precisar do meu tempo para me adaptar.
– E o casamento faz parte dos vossos planos?
– Já partilhamos a vida e, de alguma maneira, já nos sentimos casados. Mas quem sabe? Não sabemos o que o futuro nos reserva.

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